fbpx

Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

Destaques

Equipa do Green Future AutoMagazine cresce

Equipa do Green Future AutoMagazine cresce

A nossa equipa cresceu.

Pedro Gil de Vasconcelos passou a integrar a equipa do Green Future AutoMagazine, assumindo o cargo Diretor Executivo.

Licenciado em Cinema e Audiovisuais, pela ESAP – Escola Superior Artística do Porto, foi jornalista da RTP entre Junho de 1991 e Novembro de 2004, onde participou e liderou projectos como ‘Rotações’, ‘Sem Limites’, ‘Máquinas’ e ‘Velocidades’, entre outros.

A partir de 2004 passou a desenvolver e liderar projetos como o departamento de Relações Externas do El Corte Inglés Gaia-Porto, o programa diário RTP ‘Bolsa de Emprego’, o magazine ‘Quatro Tempos’, dedicado ao mundo dos motores, ou o magazine da RTP, ‘Romaria do Meu Coração’.

Atualmente, desenvolve inúmeras ações de comunicação, nomeadamente na área de mobilidade sustentável. Integrou o painel de colunistas regulares da Green Future AutoMagazine e na sequência do trabalho desenvolvido, aceitou integrar a equipa de forma mais permanente.

Minuto AutoMagazine: Peugeot e-2008 GT Line

Minuto AutoMagazine: Peugeot e-2008 GT Line

Ensaiámos o Peugeot e-2008 GT Line, um dos SUV elétricos mais acessíveis do mercado.

Peugeot e-2008 GT Line:

Bateria: 50 kWh

Autonomia (WLTP): 320 km

Potência: 100 kW (136 cavalos); 260 Nm

Desempenho (0-100 km/h): 8,5 segundos 

Velocidade máxima: 150 km/h

Tração: FWD 

Carregamento: 
7,4 kW AC (doméstico): 7h15 (100%)
11 kW AC: 5 horas (100%)
100 kW DC (rápido): 30 minutos (80%)

Bagageira: 405 litros

Preço: desde 37.190 €

X. Monaco Solar & Energy Boat Challenge - A competição!

X. Monaco Solar & Energy Boat Challenge: a competição!

O grande objetivo de todas as temporadas do TSB é conseguir o melhor resultado na competição ‘Monaco Solar & Energy Boat Challenge’. É nesta prova que o trabalho desenvolvido durante meses é colocado à prova.

A estreia do TSB nesta competição foi na temporada de 2016/2017, ano em que a equipa finalizou o seu primeiro protótipo solar, o SR01. Na época seguinte, 2017/2018, pegando no protótipo existente, implementaram-se várias melhorias, sendo que o grande destaque foi a implementação do dual-motor, a fim de poder participar novamente nas competições que, desde então, passaram a ser um dos principais objetivos de cada temporada do TSB.

No ano seguinte, desenvolveu-se e construiu-se o SR02, mais ágil, mais leve e mais eficiente do que o protótipo anterior. Desta forma, o SR02 seguiu para o Monaco e bateu-se com 34 equipas, de 14 nacionalidades. Durante vários dias, a sexta edição do ‘Monaco Solar & Energy Boat Challenge’ foi disputada em quatro provas, duas das quais vencidas pelo SR02, e conquistando nas outras duas um 2º e um 4º lugar. No final, o TSB sagrou-se vice-campeão do mundo, tendo obtido a melhor classificação de sempre da história do projeto!

Na época passada, a competição realizou-se com contornos distintos, devido à pandemia. Realizou-se em formato virtual, onde a equipa teve a oportunidade de discutir os novos conceitos implementados nos seus processos de trabalho, tais como a produção de hidrogénio verde e da sua própria fuel cell. A equipa portuguesa arrecadou o prémio de inovação, destacando-se entre as onze equipas, de todo o mundo, em competição.

Esta época, a competição irá ocorrer no Mónaco entre os dias 6 a 10 de julho, sendo que o TSB tem como objetivo alcançar a melhor classificação de sempre na classe Solar com o SR03. A outra grande novidade é a participação, pela primeira vez, do nosso protótipo movido a hidrogénio, o SM01! Estamos ansiosos e expectantes para colocar à prova todo o trabalho desenvolvido nos últimos meses!

Técnico Solar Boat nas redes sociais:

Vantagens de um veículo elétrico - UVE

Vantagens de um veículo elétrico

Informação Útil elaborada pela UVE – Associação Utilizadores de Veículos Elétricos

Vantagens de um Veículo Elétrico

Se está a pensar mudar para um Veículo Elétrico, como meio de transporte próprio, pode considerar as várias vantagens que terá com essa mudança:

Desde 2015 que a atribuição de Incentivos de Aquisição de veículos 100% elétricos encontra-se previsto no Orçamento de Estado, através do Fundo Ambiental. O incentivo pode ser atribuído na aquisição de veículos ligeiros de passageiros, veículos ligeiros de mercadorias, ciclomotores, motociclos e bicicletas.
Saiba as condições em vigor para atribuição dos incentivos de 2020, terminados a 30 de novembro de 2021. Segundo o Orçamento de Estado aprovado para 2021, os Incentivos de Aquisição voltarão a estar disponíveis este ano.

Para as empresas, os Veículos Elétricos são isentos de Tributação Autónoma em sede de IRC e o IVA – Imposto de Valor Acrescentado é dedutível.

Os veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias, 100% elétricos, são isentos de IUC – Imposto Único de Circulação e ISV – Imposto Sobre Veículos.

Se optar por carregar o seu Veículo Elétrico em casa, durante o período noturno, estará a armazenar energia produzida pelas centrais eólicas e hídricas, que funcionam durante a noite. Ao utilizar a energia produzida quando a procura é menor, evita o desperdício dessa energia, contribuindo para o equilibro da rede elétrica.

Existem vários municípios onde implementaram benefícios para os veículos elétricos, entre descontos ou isenção do valor de estacionamento na via pública.
Saiba quais os municípios e quais as regras para beneficiar dos benefícios, aqui.

Em várias cidades existem restrições de circulação de trânsito, de forma a diminuir a poluição atmosférica e sonora. Contudo, os veículos 100% elétricos são frequentemente permitidos, como exceção às restrições.
Em Lisboa, em 2021, serão aplicadas regras de restrição de circulação na zona da Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade (chamada de ZER – Zona de Emissões Reduzidas), os veículos 100% elétricos são exceção e a sua circulação é permitida.

Estas são algumas das vantagens para mudar para um Veículo Elétrico, para além do benefício comprovado que os Veículos Elétricos trazem para o melhoramento da qualidade do ar nas cidades e centros urbanos.
De que está à espera?

Cada uma das nossas opções conta. Devemos efetuar as nossas escolhas, tendo sempre em vista o bem comum.
Não há Planeta B!

A UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, é um organismo sem fins lucrativos, com a missão de promover a mobilidade elétrica. Conheça as Vantagens em ser nosso Associado.

Contactos
e-mail: geral@uve.pt
215 99 99 50 / 910 910 901
(dias úteis das 10:00 às 18:00)

Para onde nos leva o COVID -2019 em termos de mobilidade? - Opinião de Neli Valkanova

Para onde nos leva a COVID-19 em termos de mobilidade?

Neli Valkanova
Secretária-Geral da ARAN – Associação Nacional do Ramo Automóvel

O ano de 2019 ano foi um ano muito importante para o setor automóvel, com muitas conquistas nas dimensões disruptivas da mobilidade, nomeadamente ao nível da condução autónoma, conectividade, eletrificação e mobilidade partilhada. 

As vendas de veículos elétricos (EV) estabeleceram um recorde global ao longo de 2019, e os EV tornaram-se muito mais relevantes na consciencialização do público dos principais mercados mundiais, entre os quais está incluída a Europa.

Diversas cidades europeias anunciaram e começaram a implementar regulamentos específicos de mobilidade, tendo o conceito da condução autónoma atingido novos patamares. A mobilidade partilhada entrou com força no mercado e a Uber e as aprovações de entregas feitas por drones foram pontos inovadores que criaram uma nova realidade com tendência sempre a evoluir. Até março de 2020.

A pandemia de COVID-19 atingiu o mundo como um terramoto, colocando vidas em perigo e desencadeando uma crise económica mundial. Na verdade, ainda estamos a sentir o seu efeito devastador nas nossas vidas. A pandemia de COVID-19 interrompeu a mobilidade e os seus efeitos perdurarão, com sorte, até ao próximo ano.

Importa refletir sobre o que se alterou e que tipo de mudanças podemos esperar.

De acordo com vários estudos, com quais estou de acordo,  podemos  apontar para três áreas que já estão e continuarão a sofrer mudanças: alterações nas preferências dos consumidores , digitalização e novas tecnologias e novas regulamentações (estes pontos moldarão o mercado em 2021).

Alterações nas preferências dos consumidores

Na era pandémica não precisamos de estudos específicos sobre o comportamento do consumidor para concluir que os consumidores estão intensamente focados na saúde e alteraram muitos hábitos e preferências de longa data para evitar contágios. Algo completamente natural e compreensível. Em termos práticos no setor de mobilidade, isso significa que muitos passageiros preferem meios de transporte considerados mais seguros e higiénicos. A utilização de carros particulares aumentou e a mobilidade partilhada quase desapareceu. Trabalhar em casa tornou-se a nova realidade, novamente com o objetivo de preservar a segurança, enquanto as viagens de negócios e todos os serviços de mobilidade associados a ela – voos, táxis, etc. – estão em clara diminuição.

Os consumidores fazem as suas escolhas de meio de transporte em função da saúde e esta tendência vai continuar no futuro; até diria que ficará na subconsciência do consumidor para futuras escolhas por tempo indeterminado ou para sempre.

Além da segurança, os consumidores estão cada vez mais focados nos canais digitais e nas questões de sustentabilidade. Sobretudo, a consciência de utilização de veículos elétricos aumentou e o resultado é o crescimento do número de vendas de EV. O acesso às opções de micromobilidade – mobilidade em meio urbano e entre curtas distâncias e os transportes utilizados de pequenas dimensões – bicicletas, e-scooters, etc. – torna-se parte das novas soluções encontradas.

Além de explorar novos produtos e opções de mobilidade, os consumidores estão interessados em novos serviços. Embora os consumidores ainda valorizem as visitas ao concessionário e as considerem como o principal fator que influencia as decisões de compra, os canais digitais estão a tornar-se mais importantes. Este dado é confirmado por uma pesquisa recente, que aponta que mais de 80% dos entrevistados usaram canais online durante o período de consideração de compra, e mais de 60% disseram que seria atraente ou muito atraente ter canais digitais para reserva, pagamento e revisão.

Digitalização e novas tecnologias

A digitalização e as novas tecnologias são um ponto positivo da pandemia, demonstrando que em cada crise há uma oportunidade, pois impulsionaram uma rapidíssima digitalização de qualquer negócio.

A ARAN representa mais de 2.300 empresas do setor automóvel, muitas delas oficinas de pequena e média dimensão. Confesso que nunca pensei que a digitalização pudesse ter acontecido com esta velocidade. As circunstâncias obrigaram e o futuro será esse. Novas tecnologias vão continuar a entrar com força em todas as áreas de mobilidade. Todos conhecemos os conceitos dos stands virtuais, os novos patamares de conectividade de veículos, construção de novos veículos; o que era antes ficção agora torna-se a realidade.

Sem dúvida que o ritmo da mudança continuará a acelerar em todas as áreas, incluindo a conectividade, a condução autónoma e o transporte urbano.

Novas regulamentações

Novas regras definidas pelas cidades mostram um caminho bem diferente para uma futura mobilidade. Alguns desenvolvimentos recentes confirmam que as cidades redefiniram as regras de mobilidade – criaram faixas de rodagem para conseguir mais espaço para bicicletas e scooters. Muitos, por exemplo, estão a endurecer as regulamentações de CO2 para veículos na tentativa de reduzir as mudanças climáticas.

A pandemia levou as cidades a redefinir conceitos de urbanismo. O desafio de olhar para a ideia de cidade em 15 minutos. É um conceito que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida criando cidades onde tudo o que um morador precisa pode ser alcançado em 15 minutos a pé ou de bicicleta. A cidade de 15 minutos requer viagens mínimas entre as casas, escritórios, restaurantes, parques, hospitais e espaços culturais. Paris é um exemplo de início de implementação deste conceito e não tenho dúvidas que outras cidades irão segui-la.

As perspetivas para 2021 e além

Certamente, ninguém poderia imaginar como o mundo mudaria em 2020. O próximo ano também trará muitas incertezas, mas uma coisa é certa: a mobilidade continuará a evoluir de maneiras emocionantes. Aqui estão os principais desenvolvimentos que esperamos:

Preferências expandidas do consumidor e um foco maior na sustentabilidade

Quando a pandemia de COVID-19 for controlada – é de se esperar em algum momento de 2021 –, os consumidores estarão mais dispostos a usar o transporte público e outras formas de mobilidade partilhada. Esperamos que a sustentabilidade continue a ser uma consideração importante, com mais consumidores optando por soluções elétricas e de micromobilidade, especialmente nas cidades. As vendas de carros podem continuar a diminuir desde o pico de 2019, à medida que mais consumidores consideram alternativas à propriedade de carros.

Interrupções de tecnologia contínuas e inovações amplamente disponíveis

A tecnologia automotiva continuará a evoluir em 2021 e os consumidores terão maior acesso às inovações.

O futuro está cheio de desafios e oportunidades; torna-se pois importante termos consciência de que a pandemia só veio acelerar a maior parte deles.

As bicicletas no futuro da mobilidade - Opinião de Pedro Gil de Vasconcelos

As bicicletas no futuro da mobilidade

Opinião de Pedro Gil de Vasconcelos

Recentemente estive a preparar um artigo para uma publicação internacional ligada à bicicleta. Falei com alguns empresários sobre a visão que têm do presente, mas sobretudo sobre o futuro das bicicletas.

É sabido que o sector português das duas rodas está em crescendo. Apesar da paragem que aconteceu em 2020, tudo indica, não só recuperou, como cresceu, no fundo espelhando a tendência que mantém desde o início deste século.

É verdade, há vinte anos que cresce e se assim é, deve-se em grande parte ao trabalho que a associação empresarial do setor, a ABIMOTA, desenvolve com o programa de internacionalização, ‘Portugal Bike Value’, a ser igualmente um factor-chave para este momento.

Passaram-se duas décadas de sucesso, mas como se prevê que sejam os próximos tempos?

A opinião generalizada é de que cada vez mais teremos que depender apenas de nós em termos de produção. Há ainda forte dependência de componentes oriundos do exterior e, por isso, quanto menor for a dependência, mais competitivo será o sector português. Aumenta a capacidade de produção e de entrega, na razão inversa da diminuição da pegada ecológica de cada produto.

Num plano de visão de futuro, há cada vez mais a impressão de que a bicicleta irá evoluir e juntamente com esta, todo um ecossistema de mobilidade.

Irão surgir bicicletas construídas de forma robusta, assistidas eletricamente e capazes de nos proteger contra as intempéries e até contra ameaças provenientes de outros veículos e peões.

Teremos ciclovias diversas com pistas diferentes, de acordo com a velocidade das bicicletas e perigos iminentes associados. Teremos veículos inteligentes a protegerem os seus utilizadores.

Haverá parques especiais que permitirão as recargas automáticas das bicicletas, diretamente a partir do piso, sem necessidade de ligações ou fichas.

Para além do uso pessoal, cada vez mais as empresas recorrerão à bicicleta como um recurso, quase como existem hoje as frotas de carros. Empresas de distribuição e empresas de transporte recorrerão à bicicleta como um recurso essencial para fazer chegar os seus produtos de forma imediata aos seus clientes.

Nas cidades, existirá ainda uma simbiose perfeita entre a bicicleta e os meios de transporte públicos, que estarão totalmente preparados para possibilitar aos usuários percorrer grandes distâncias, trazendo assim o commuting para o seu expoente máximo.

O uso da bicicleta será generalizado, e certamente que todas as pessoas, independentemente da sua situação económica ou idade, poderão utilizar a bicicleta nas suas rotinas. Caminhamos no sentido da democratização do uso, e da cultura da bicicleta, completamente distinta daquela que temos hoje, principalmente nos países do sul da Europa.

Segundo uma visão futurista, mas também realista, esta vai ser a realidade banal das nossas cidades num espaço de tempo relativamente curto.

Por fim, quero agradecer a Vital Almeida, CEO da Ciclofapril e a Pedro Araújo, CEO do grupo Polisport, pela colaboração prestada na elaboração deste texto.

Este texto, por opção do autor, não foi escrito de acordo com as regras do novo A.O.