fbpx

Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

Destaques

NOVO MG4 URBAN: MAIS ESPAÇO E MAIS TECNOLOGIA NUM ELÉTRICO DESDE 23 900€

A MG anuncia o lançamento do novo MG4 Urban em Portugal, disponível a partir de 23 900€, reforçando a sua estratégia de tornar a mobilidade elétrica mais acessível, sem comprometer atributos essenciais como espaço, tecnologia e segurança.

Mais do que uma proposta competitiva em termos de preço, o MG4 Urban distingue-se por oferecer características pouco comuns no seu segmento. Com um habitáculo verdadeiramente espaçoso para cinco adultos e uma bagageira com mais de 500 litros, posiciona-se como uma solução prática e versátil para famílias, ultrapassando as limitações típicas dos modelos urbanos elétricos.

A gama inclui ainda as versões MG4 Comfort 54 kWh (desde 26 400€) e MG4 Luxury 54 kWh (desde 29 400€), permitindo aos clientes escolher o nível de equipamento e autonomia mais adequado às suas necessidades.

Disponível com baterias de 43 kWh e 54 kWh, o MG4 Urban oferece autonomias até 418 km (WLTP). O carregamento rápido até 82 kW permite recuperar de 10% a 80% em apenas 28 minutos. Equipado com um motor de 110 kW (149 cv) e 250 Nm, acelera dos 0 aos 100 km/h em 9,6 segundos, garantindo uma condução equilibrada entre eficiência e desempenho.

Até ao final do ano, a MG irá introduzir uma versão equipada com baterias semissólidas, uma tecnologia de nova geração onde a Marca assume um papel pioneiro na produção em série. 

Para Ricardo Lotra, Diretor Comercial da Marca, “o MG4 Urban demonstra que já não é necessário escolher entre preço, espaço ou tecnologia. Conseguimos reunir numa única proposta atributos que, habitualmente, estão reservados a segmentos superiores, mantendo uma oferta altamente competitiva. É um modelo pensado para responder às necessidades reais das famílias portuguesas e para acelerar a adoção da mobilidade elétrica em Portugal.”

Tecnologia e experiência de condução acima do segmento

MG4 Urban integra tecnologias pouco comuns na sua categoria, como a bomba de calor, que otimiza a eficiência energética, e o sistema Vehicle-to-Load (V2L), permitindo alimentar dispositivos externos.

Desde a versão base, o equipamento inclui jantes de liga leve, luzes automáticas, painel de instrumentos digital de 7″, ecrã central de 12,8″, sensores de estacionamento, Câmara Traseira, navegação integrada, conectividade sem fios com Apple CarPlay e Android Auto e integração com a aplicação MG iSmart.

O comportamento dinâmico foi afinado para oferecer equilíbrio entre conforto e controlo, com destaque para a regeneração de energia ajustável (incluindo modo One Pedal) e cinco modos de condução: Neve, ECO, Padrão, Desportivo e Personalizado.

Segurança como pilar central

MG4 Urban alcançou as 5 estrelas Euro NCAP, refletindo elevados padrões de segurança.

A sua estrutura integra cerca de 90% de aço de alta resistência e inclui sete airbags de série. O sistema de baterias incorpora soluções avançadas de proteção, monitorização e gestão térmica.

Todas as versões incluem o sistema MG Pilot, com 16 sistemas avançados de assistência à condução.

Baterias do Nissan LEAF dão nova vida a sistema de carregamento de veículos elétricos

A Nissan está a promover um ciclo de vida circular para as baterias dos seus veículos elétricos, apoiando o lançamento de uma solução de carregamento ultrarrápido para EV no porto de Vigo, em Espanha.

Desenvolvido pela Little Electric Energy, especialista espanhola em armazenamento de energia e carregamento de veículos elétricos, o Green Charge Flex é uma solução modular “plug-and-play” que reutiliza doze conjuntos de baterias de 30 kWh do Nissan LEAF (baterias utilizadas na primeira geração – fase 2) para criar um Sistema de Armazenamento de Energia (ESS) de 300 kWh.

As baterias do Nissan LEAF irão alimentar quatro carregadores no porto de Vigo para fornecer carregamento CC ultrarrápido de até 240 kW, a par de carregamento CA de 22 kW, com o objetivo de aumentar a capacidade da rede.

Soufiane El Khomri, Diretor de Energia da Nissan para a região de África, Médio Oriente, Índia, Europa e Oceânia (AMIEO), afirmou: “Em conjunto com a Little Electric Energy, estamos a juntar inovação e circularidade para dar às baterias do Nissan LEAF uma segunda vida para além da estrada”, acrescentando que “ao integrar tecnologia de baterias reutilizadas em sistemas modulares de armazenamento de energia, estamos a possibilitar o carregamento ultrarrápido em portos, instalações industriais e outros locais onde a capacidade da rede é limitada, aliviando a pressão sobre as redes locais e prolongando o valor das nossas baterias além da sua primeira utilização. É desta forma que estamos a apoiar o crescimento contínuo da mobilidade elétrica, ao mesmo tempo que construímos um futuro energético mais resiliente e com baixas emissões de carbono.”

O sistema é cofinanciado pela União Europeia e pela Agência Nacional de Energia de Espanha, o Instituto para a Diversificação e Poupança de Energia (IDAE), e irá suportar as normas de ligação CCS-1, CCS-2 e CHAdeMO.

A instalação-piloto funcionará durante pelo menos um ano, em colaboração com um operador de pontos de carregamento (CPO) e as autoridades do porto de Vigo.

Ruben Blanco, CEO da Little Electric Energy, afirmou: “A Nissan tem sido pioneira na mobilidade elétrica com o LEAF e, juntos, estamos agora a alargar essa liderança às soluções de energia circular. Com o Green Charge Flex, estamos a demonstrar como as baterias do LEAF reutilizadas podem proporcionar um carregamento rápido, sustentável e comercialmente atrativo onde quer que seja necessário.”

Esta parceria é uma demonstração do compromisso da Nissan no recondicionamento, reutilização, reaproveitamento e reciclagem baterias de veículos elétricos, revelando o potencial infinito de um veículo elétrico para além do seu tempo de vida útil na estrada.

    O maior salão de sempre

    Ecar Show reforça papel estratégico da mobilidade descarbonizada na crise energética e decorre de 5 a 17 de maio.

    O evento integra o Ecar Com, salão dedicado a veículos comerciais elétricos, e reúne fabricantes, importadores, operadores de frotas e soluções de mobilidade elétrica, num espaço dedicado aos profissionais e ao público em geral, momento em que a crise energética provocada pelo conflito no Médio Oriente pressiona mercados e acelera decisões de descarbonização.

    Esta conjuntura torna urgentes as decisões de optar por soluções elétricas, ou eletrificadas, tanto nas empresas como entre os particulares. Para o consumidor final significa acesso direto a alternativas que reduzem a dependência dos combustíveis fósseis, menor exposição à volatilidade dos preços, oportunidades de poupança nos custos de utilização e informação prática sobre incentivos, financiamento e carregamento doméstico e público, além de test‑drives que permitem avaliar autonomia e custos reais.

    Estreias e destaques de mercado

    O Ecar Show assinala as estreias absolutas no mercado nacional das marcas Geely e Linktour, que apresentam pela primeira vez a sua gama em Portugal. Fazem a respetiva estreia no salão as marcas AION, Nio, FireFly, Omoda e Jaeco. A organização destaca ainda a estreia da Ebro com veículos descarbonizados, sublinhando o foco do evento na inovação que responde diretamente à crise energética.

    As novidades do Ecar Show e Ecar Com

    • Alpine A390
    • BYD Atto 2 DM‑i
    • BYD Atto3
    • Cupra Raval
    • Ebro S400
    • Ebro S700
    • Ebro S800
    • Ebro S900
    • Farizon V7E
    • Hyundai Ioniq 9
    • KGM Actyon
    • Kia EV3
    • MG 4Urban
    • MG S9 PHEV Plug‑in
    • Peugeot 408
    • Renault Twingo E-Tech Electric
    • Suzuki eVitara

    Declarações do diretor do salão

    José Oliveira, diretor do Ecar Show, afirma que “num contexto internacional marcado pela instabilidade energética, o Ecar Show não é apenas uma montra de produtos: é um espaço de soluções. Aqui chegam tecnologias que reduzem custos operacionais, aumentam a resiliência das frotas e diminuem a exposição às flutuações dos combustíveis fósseis. A presença de novas marcas e a aposta em veículos descarbonizados mostram que o mercado responde com rapidez às necessidades reais das empresas e dos cidadãos.”

    O diretor do Ecar Show e Ecar Com, acrescenta a inda que “a escalada das tensões no Médio Oriente e o consequente impacto nos preços e na segurança de abastecimento energético colocam a transição para a mobilidade elétrica no centro das prioridades públicas e empresariais.”

    “O Ecar Show assume‑se como plataforma de resposta. Apresenta alternativas tecnológicas, soluções de gestão de frotas elétricas e medidas de eficiência energética que ajudam empresas e consumidores a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e a mitigar riscos associados à volatilidade dos mercados energéticos.”

    Até à meia-noite de quinta‑feira, dia 30, está válida a companha de compra de entradas com preço reduzido em 20 por cento. O Ecar Show e Ecar Com, são uma organização da Zest – Marketing e Eventos.

    Organização

    O Ecar Show e o Ecar Com são organizados pela Zest – Marketing e Eventos, que desde 2017 se dedica à organização, entre outros, de eventos que promovem a descarbonização dos transportes e a mobilidade sustentável.

    Comprar bilhete: ecarshow.pt/bilhetes

    Farizon e WeRide anunciam entrega de 2.000 Robotáxis durante 2026, acelerando a comercialização global em larga escala

    A Farizon New Energy Commercial Vehicle Group (Farizon) e a WeRide, líder global em tecnologia de condução autónoma, assinaram em março um acordo de cooperação estratégica para o desenvolvimento da mobilidade autónoma sustentável. As duas empresas anunciaram planos para entregar 2.000 Robotáxis GXR melhorados, concebidos de raiz e produzidos em massa até 2026, impulsionando o progresso da parceria rumo à comercialização global em larga escala.

    No âmbito da cerimónia de assinatura, foi também apresentado o Robotáxi GXR atualizado com base na Farizon SV, VAN 100% elétrica da marca chinesa. O novo modelo deverá sair da linha de produção no terceiro trimestre de 2026. Em janeiro de 2026, a frota global de Robotáxis da WeRide contava com 1.023 veículos. Com a entrega das 2.000 novas unidades GXR, a empresa prevê ultrapassar os 2.600 Robotáxis em operação ainda este ano, consolidando o caminho para atingir dezenas de milhares de veículos até 2030.

    Equipado com o mais recente sistema de condução autónoma GEN8 da WeRide, o novo GXR representa uma evolução significativa face à geração anterior. Desenvolvido com base no sistema proprietário Sensor Suite 8.0 (SS8.0), o GEN8 melhora a segurança, consistência e fiabilidade operacional a longo prazo. O seu LiDAR de mil linhas aumenta a resolução da nuvem de pontos em 17 vezes e amplia o alcance de deteção até 600 metros – duas a três vezes superior às soluções convencionais do setor.

    Esta capacidade de ultra longo alcance proporciona mais de 70% de tempo adicional de reação em cenários de alta velocidade, permitindo ao Robotáxi GXR reconhecer condições da estrada mais cedo e detetar com maior precisão pequenos obstáculos e perigos em movimento rápido. O sistema mantém ainda uma perceção estável em condições adversas, como chuva intensa ou nevoeiro denso, garantindo desempenho autónomo seguro em todas as condições meteorológicas.

    Tirando partido do avançado chassis drive-by-wire com inteligência artificial da Farizon, bem como da sua cadeia de abastecimento madura e sistema de gestão de produção, o Robotáxi GXR alcança ganhos significativos de eficiência industrial. O tempo de montagem do veículo foi reduzido de uma hora para menos de 10 minutos. O custo total deverá diminuir mais 15%, impulsionado pelos contínuos esforços de inovação de custos da WeRide.

    “Esta colaboração estratégica reforçada entre a WeRide e a Farizon marca a nossa transição de uma parceria ao nível do produto para um ecossistema integrado, representando um marco importante na implementação global de Robotáxis. Ao combinar liderança tecnológica com produção em massa altamente eficiente, vamos acelerar a introdução comercial do Robotáxi GXR em mercados-chave, incluindo China, Médio Oriente, Sudeste Asiático e Europa – proporcionando mobilidade autónoma mais segura, fiável e acessível em todo o mundo”, afirmou Tony Han, fundador e CEO da WeRide.

    “A nossa parceria com a WeRide não é apenas uma integração precisa de tecnologia e recursos, mas também um exemplo claro da transformação estratégica da Farizon de fabricante para fornecedor de soluções completas de ‘fabrico inteligente + serviços’. No futuro, tirando partido das capacidades líderes de I&D da Farizon, da produção inteligente padronizada e da sua capacidade avançada de montagem, iremos estabelecer uma base sólida e adaptável para a produção em massa e entrega do modelo GXR, apoiando fortemente a implementação em larga escala da condução autónoma de nível L4”, afirmou Mike Fan, CEO Farizon New Energy Commercial Vehicle Group.

    Esta evolução estratégica baseia-se num modelo de negócio de Robotáxis já comprovado. Em outubro de 2024, a WeRide lançou o Robotáxi GXR de produção em massa, desenvolvido com base na plataforma Farizon SV. Quatro meses depois, iniciou operações comerciais totalmente autónomas em Pequim, seguidas de Guangzhou em agosto de 2025. Atualmente, o GXR opera serviços comerciais sem condutor em Guangzhou, Pequim e Abu Dhabi, além de disponibilizar serviços ao público no Dubai e em Riade, tendo lançado operações totalmente autónomas no Dubai no final de março.

    Em Singapura, o GXR já está disponível para o público desde 1 de abril de 2026. Com esta crescente presença global, o negócio de Robotáxis da WeRide avança para uma implementação comercial mais ampla em múltiplos mercados.

    A Farizon pretende continuar a aprofundar a cooperação com parceiros internacionais, inovando e otimizando continuamente produtos e serviços, fornecendo aos clientes soluções de veículos comerciais de novas energias de maior qualidade e mais eficientes, e contribuindo para o desenvolvimento da logística verde e do transporte sustentável na Europa.

    Em Portugal, a Farizon disponibiliza o veículo comercial SV disponível nas configurações L1H1, L1H2, L2H1, L2H2, L2H3 e L3H3. Oferece até 13m3 de volume de carga e capacidade de carga útil de até 1.480 kg, além de ter um desenho exclusivo sem pilar B que facilita o acesso à zona de carga. De destacar a autonomia, que chega aos 398 km (WLTP combinado), as potências entre os 170 kW (231 cv) e 200 kW (272 cv) e capacidade de bateria entre os 49 e os 106 kWh.

      Ecar Show 2026: a maior edição de sempre chega à FIL em maio

      Sete dezenas de marcas, dois pavilhões e uma grande novidade: a estreia do Ecar Com, o primeiro espaço em Portugal dedicado à eletrificação dos veículos comerciais.

      O Ecar Show – Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico, abre portas entre os dias 15 e 17 de maio de 2026, na FIL – Feira Internacional de Lisboa, das 10h00 às 20h00. A próxima vai ser a oitava edição e promete ser a mais ambiciosa de sempre.

      Pela primeira vez, o certame vai ocupar dois pavilhões da FIL, refletindo o crescimento do setor, o aumento da oferta e o interesse crescente do público na mobilidade sustentável.

      Com sete dezenas de marcas confirmadas, o que representa um novo recorde, o Ecar Show reforça o papel de maior ponto de encontro nacional entre fabricantes, importadores e distribuidores, operadores de energia, empresas tecnológicas e consumidores interessados no futuro da mobilidade.

      Marcas automóvel presentes

      A lista de presenças reflete a crescente diversidade do mercado elétrico em Portugal, com marcas europeias, norte-americanas e asiáticas a partilharem o mesmo espaço, a saber:

      Aion, Alfa Romeo, Alpine, Audi, BMW, BYD, Changan, Citroën, CUPRA, Dacia, Dongfeng, DS, Ebro, FIAT, Ford, Forthing, Honda, Hyundai, Jeep, Kia, KGM, Leapmotor, Lexus, Linktour, Mazda, MG, MINI, Mitsubishi, NIO, Firefly, Nissan, Omoda, Jaecoo, Opel, Peugeot, Polestar, Renault, SEAT, Skoda, Smart, Suzuki, Tesla, Toyota, Volkswagen, Volvo, Voyah e XPeng.

      Os visitantes poderão ver automóveis elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais, com a possibilidade de experimentar alguns dos modelos em test-drive. As bicicletas elétricas também vão marcar presença. O programa inclui ainda demonstrações tecnológicas e seminários temáticos sobre mobilidade elétrica, carregamento e incentivos.

      Ecar Com: uma estreia histórica

      A principal novidade desta edição é o lançamento do Ecar Com — Veículos Comerciais Híbridos e Elétricos. Trata-se do primeiro espaço em Portugal inteiramente dedicado à eletrificação do transporte comercial, integrado no ECAR Show, e que nasce para responder ao crescimento acelerado da mobilidade sustentável nas empresas, na logística, nos serviços urbanos e nas operações de última milha.

      Neste novo espaço, profissionais e empresas poderão conhecer e comparar a oferta existente no mercado, explorar tecnologias emergentes, soluções de carregamento e custos operacionais, esclarecer dúvidas diretamente com marcas e especialistas e realizar experiências de condução sem marcação prévia.

      Os visitantes encontrarão uma vasta gama de ligeiros de mercadorias híbridos e elétricos, furgões e chassis-cabina, soluções de carregamento e instalação, tecnologias emergentes para empresas e opções de financiamento.

      São já onze as marcas presentes no Ecar Com: Farizon, Ford, Fuso, Kia, Maxus, Renault e Toyota Caetano, às quais se junta a Stellantis Pro One com as quatro marcas do grupo: Citroën, FIAT, Opel e Peugeot.

      Um evento com números notáveis

      A relevância do Ecar Show é comprovada pelos números da última edição, que contou com 42 marcas automóveis, 24 fornecedores, mais de 22 mil visitantes e um impacto mediático de 3,5 milhões de pessoas. A edição de 2026 aponta para cifras ainda superiores.

      Nas palavras de José Oliveira, diretor do certame, “a expansão para dois pavilhões e a criação do Ecar Com representam um passo natural na evolução do Ecar Show, que se afirma cada vez mais como o ponto de encontro central da mobilidade elétrica em Portugal”.

      Informações práticas

      A FIL fica situada junto ao rio Tejo, a cinco minutos do Aeroporto de Lisboa e próxima da Gare do Oriente, acessível de metro pela Linha Vermelha, de comboio, autocarro e táxi. O recinto dispõe de estacionamento subterrâneo.

      O bilhete de entrada tem o preço de 10 euros e estão com 20% de desconto até ao fim deste mês de Abril. Crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita. Os bilhetes estão disponíveis em www.ecarshow.pt.

      Organização

      O Ecar Show e o Ecar Com são organizados pela Zest – Marketing e Eventos, que desde 2017 se dedica à organização, entre outros, de eventos que promovem a descarbonização dos transportes e a mobilidade sustentável.

      Comprar bilhete: ecarshow.pt/bilhetes

      HYUNDAI apresenta o IONIQ 3: “Aero Hatch” eleva a tecnologia elétrica para uma mobilidade simples, espaçosa e intuitiva

      A Hyundai Motor Europe apresenta hoje, dia 20 de abril, o novo Hyundai IONIQ 3, um hatchback compacto 100% elétrico concebido para tornar a mobilidade elétrica intuitiva, confortável e adequada às necessidades do quotidiano europeu. O novo Hyundai IONIQ 3 combina um design arrojado assente na filosofia ‘Art of Steel’ da Hyundai, tecnologia simples e fácil de utilizar e um interior espaçoso e confortável. Incorporando a missão da gama IONIQ de liderar a eletrificação avançada e a conectividade sob a visão da Hyundai de ‘Progress for Humanity’, o modelo resulta de uma abordagem de design que equilibra simplicidade, precisão e autenticidade dos materiais.

      O novo Hyundai IONIQ 3 introduz uma nova tipologia “Aero Hatch”, com uma silhueta otimizada tanto para eficiência aerodinâmica como para um interior amplo. A dianteira baixa e elegante prolonga-se numa linha de tejadilho distinta que se mantém plana sobre os ocupantes da frente e de trás, descendo depois de forma acentuada até se fundir com o spoiler traseiro. Esta geometria maximiza o espaço interior, proporcionando uma altura ao teto generosa e maior conforto para os passageiros traseiros.

      “Com o novo Hyundai IONIQ 3, levamos o design arrojado, o prazer de condução e as funcionalidades avançadas da marca IONIQ a um público mais vasto em toda a Europa”, afirma Xavier Martinet, Presidente e CEO da Hyundai Motor Europe. “Desenvolvido para responder às necessidades reais do dia a dia, o IONIQ 3 combina uma autonomia e aerodinâmica de referência no segmento com níveis excecionais de espaço, conforto e versatilidade. Assinala também a estreia do sistema de infoentretenimento Pleos Connect, com gráficos nítidos, experiência de utilização intuitiva e amplas opções de personalização – elevando o patamar no segmento.”

        Concebido em Milão, construído para a Europa: GAC apresenta o hatchback elétrico AION UT

        A GAC lança hoje o seu segundo modelo da gama totalmente elétrica AION na capital europeia do design, Milão: o hatchback elétrico AION UT. O modelo foi desenvolvido pela GAC e co-concebido pelo Centro de Design Avançado da GAC em Milão. O AION UT será inicialmente comercializado na Finlândia, Grécia, Polónia e Portugal ainda neste trimestre. Outros mercados europeus seguir-se-ão no terceiro trimestre.

        O AION UT combina um design contemporâneo com um interior espaçoso e tecnologia avançada de inteligência e segurança. Possui uma distância entre eixos de 2.750 mm e um espaço interior comparável ao de uma berlina de segmento médio. O sistema de infoentretenimento inclui dois ecrãs: um ecrã tátil de 14,6 polegadas e um painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas. O AION UT cumpre os mais elevados padrões de segurança, estando equipado com estrutura reforçada de dupla proteção nas portas, airbags laterais tipo cortina em formato V e tecnologia ADAS de nível 2.

        A autonomia pode atingir até 430 km (WLTP). O carregamento de 30% a 80% em corrente contínua demora 24 minutos. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é realizada em 7,3 segundos. O AION UT está disponível em dois níveis de equipamento: Premium e Luxury.

        Produzido na Áustria

        Tal como o SUV AION V, introduzido na Europa no ano passado, o AION UT é montado na unidade da Magna em Graz. A localização da produção melhora a eficiência da cadeia de abastecimento e a capacidade de resposta ao mercado, marcando uma mudança estratégica para a GAC: de exportadora de veículos para uma presença mais enraizada e localizada na Europa. Guiada pelo compromisso “Na Europa, para a Europa”, a GAC pretende contribuir ativamente para o ecossistema europeu de mobilidade elétrica, através de produção local, parcerias regionais e investimento em mobilidade sustentável.

        Concebido em Milão

        O Centro Europeu de Design Avançado da GAC estabelece uma ponte entre a experiência automóvel oriental e a sensibilidade do design europeu, desenvolvendo veículos adaptados ao mercado europeu. Situado no distrito de design da Via Tortona, em Milão, o centro reúne uma equipa internacional de designers que trabalham em conceitos de mobilidade futura, incluindo tecnologias de eletrificação de nova geração. Modelos como o AION UT ilustram esta abordagem: combinando a tecnologia global da GAC com a estética refinada e o cuidado de execução que os clientes europeus exigem.

        A GAC está a trabalhar para expandir ainda mais a sua presença na Europa através de novas parcerias e do desenvolvimento de redes de vendas e assistência.

        Preço

        Dependendo das condições de cada mercado, o preço na Europa começa nos 27.990 euros.

        Quem mais beneficiará do mercado acelerado de veículos autónomos (AV)?

        No artigo “Robotaxis Get a Boost from Ride-Hailing Platforms”, publicado em setembro passado, analisei como essas plataformas — em particular a Uber — estão a tornar-se peças centrais no ecossistema dos robotáxis. Desde então, o impulso tem continuado a crescer. A implementação de robotáxis — e, em menor escala, de shuttles autónomos — acelerou, especialmente nos EUA e na China. Mais anúncios foram feitos por fornecedores de sistemas de condução autónoma (ADS), operadores de ride-hailing, fabricantes de equipamentos originais (OEM), bem como gestores e orquestradores de frotas, relativamente a serviços futuros. A Europa tem sido uma área de foco importante para estes anúncios, embora o Médio Oriente e o Japão também estejam a acelerar.

        Como irão estes intervenientes combinar a sua experiência para criar propostas de valor robustas? Irão desempenhar papéis intercambiáveis dentro do seu domínio específico? Será que um dos grupos (veículos, ADS, ride-hailing, etc.) irá capturar uma fatia desproporcionada das receitas e lucros? Estão certos participantes melhor posicionados para assumir um papel de liderança neste negócio em crescimento?

        O estado da implementação de AV no mundo

        Os veículos autónomos (AV) já foram implementados em alguma escala nos EUA e na China, e em muito menor grau nos EAU. Nos EUA, a Waymo continua a ser, de longe, a líder, operando comercialmente sem operadores de segurança. Até dezembro passado, a empresa da Alphabet tinha percorrido 170 milhões de milhas apenas com passageiros. A sua frota de mais de 3.000 robotáxis transporta agora passageiros em onze cidades, seis das quais foram adicionadas em 2026, e tem acesso a quatro aeroportos. Uma dúzia de cidades adicionais foi anunciada para futuras operações. A Waymo atingiu recentemente 500.000 viagens pagas por semana — o dobro desde abril de 2025 — e já opera em autoestradas a velocidades até 105 km/h. A empresa estabeleceu parcerias com a Jaguar, Zeekr e Hyundai para os veículos base, e com a Uber e a Lyft para parte da sua implementação.

        A Zoox, subsidiária da Amazon, oferece viagens gratuitas com uma frota de algumas dezenas de veículos personalizados de quatro lugares, sem volante, pedais ou operadores de segurança. Em Las Vegas, já realizou mais de 350.000 viagens com pontos fixos de recolha e entrega. Em São Francisco, o serviço está disponível para um grupo selecionado de utilizadores, num domínio operacional ainda limitado mas em crescimento. Embora ainda ofereça viagens gratuitas, a empresa anunciou planos de expansão para várias cidades dos EUA. A Tesla permanece limitada a Austin e São Francisco, apesar das projeções extremamente ambiciosas feitas por Musk no ano passado. A sua frota de algumas centenas de Model Y opera comercialmente com operadores de segurança a bordo, exceto em alguns veículos em Austin. Tanto a Zoox como a Tesla desenvolveram os seus próprios ADS e veículos e operam o serviço.

        Na China, robotáxis e shuttles já operam comercialmente sem operadores de segurança em cerca de uma dúzia de cidades, sendo operados principalmente pela Apollo Go (da Baidu), Pony.ai e WeRide. A frota da Apollo Go, com mais de 1.000 robotáxis, atingiu 300.000 viagens pagas numa semana no quarto trimestre de 2025. A Pony.ai está em rápida expansão, com o objetivo de aumentar a sua frota de 1.000 para 3.000 veículos em 2026. Com mais de 1.000 veículos, a WeRide é a única empresa que opera tanto robotáxis como shuttles autónomos, incluindo o “Robobus” desenvolvido com a Yutong. Por outro lado, todos os robotáxis são fornecidos por OEMs locais como a Geely ou por joint ventures estrangeiras.

        Na Europa, as implementações têm sido até agora limitadas a projetos piloto, sobretudo com shuttles. Ainda assim, nos últimos dois anos — especialmente nos últimos 12 meses — houve muitos anúncios de novas parcerias. A Europa tornou-se claramente um novo campo de batalha, com fornecedores chineses de ADS na liderança até agora. O ride-hailing autónomo está a chegar: a Verne (da Rimac), a Pony.ai e a Uber anunciaram recentemente o lançamento de um serviço em Zagreb, Croácia, ainda com operadores de segurança.

        O Reino Unido deverá ser o primeiro grande mercado europeu a receber robotáxis ainda este ano, com a regulamentação necessária em fase final. A Waymo prepara-se para lançar o serviço em Londres, enquanto a Apollo Go e a Wayve colaboram com a Uber e a Lyft. A futura aprovação do fórum da ONU (UNECE WP.29) deverá acelerar a implementação de AV na União Europeia, ao criar um processo de homologação unificado — ao contrário dos EUA, onde a regulamentação varia por estado.

        Por fim, o Médio Oriente e o Japão também ganham tração. Serviços de ride-hailing autónomo já existem em Abu Dhabi e Dubai, apoiados por fornecedores chineses de ADS. No Japão, empresas como Waymo, Wayve e Nuro estão a avançar, enquanto a Nissan também apresentou o seu próprio sistema em testes recentes.

        Qual o papel dos fabricantes automóveis?

        Inicialmente, os OEM viam os AV como uma oportunidade para vender pequenas frotas. No entanto, o crescimento do setor levou-os a formar parcerias com fornecedores de ADS e a integrar melhor a tecnologia. Exemplos incluem VW-Mobileye, Zeekr-Waymo, Toyota-Waymo, Hyundai-Waymo, Stellantis-Pony.ai, Nissan-WeRide e Renault-WeRide. Curiosamente, nem a GM nem a Ford firmaram parcerias após o encerramento dos seus projetos anteriores.

        Alguns fabricantes estão agora a desenvolver versões específicas de veículos adaptadas a AV, com requisitos como redundância de sistemas de segurança ou portas automáticas. Estes veículos poderão ser compatíveis com vários ADS, permitindo combinações intercambiáveis entre fabricantes e fornecedores de tecnologia.

        Além disso, alguns OEM colaboram diretamente com plataformas como a Uber, permitindo diversificar a oferta — por exemplo, viagens premium com veículos da Lucid.

        Quem beneficiará mais?

        Dado o nível de intercambialidade, os OEM correm o risco de ver os seus produtos tornarem-se comoditizados, a menos que ofereçam valor único — como veículos especializados (Zeekr) ou posicionamento premium (Lucid).

        Os principais fornecedores de ADS — como Waymo, Baidu, Pony.ai e WeRide — lideram atualmente em maturidade tecnológica e implementação. No entanto, enfrentarão concorrência de novos participantes com abordagens baseadas em machine learning de ponta a ponta, como a Waabi.

        Por fim, as plataformas de ride-hailing — Uber, Bolt e Lyft — têm uma vantagem clara na escala, graças ao reconhecimento de marca e ao acesso a utilizadores. A Uber, por exemplo, realiza cerca de 500 vezes mais viagens semanais do que a Waymo. Ao construir amplos ecossistemas de parceiros, estas plataformas ganham poder de negociação com fabricantes e fornecedores de ADS.

        Embora os fornecedores de ADS possam optar por operar serviços diretamente em alguns casos, a maioria das implementações dependerá também de empresas de gestão de frotas e especialistas em supervisão.

        No final, as receitas geradas serão partilhadas entre plataformas de ride-hailing (orquestradoras), fornecedores de ADS (royalties), OEM (venda de veículos) e prestadores de serviços. Tudo indica que as plataformas de ride-hailing estarão melhor posicionadas para capturar a maior parte do valor.

        Marc Amblard
        Managing Director, Orsay Consulting

        Estradas de Sangue: Reprimir X Educar 

        Com 145 mortos em menos de quatro meses, Portugal precisa de muito mais do que radares e multas. Precisa de coragem política para mudar o sistema.

        Cento e quarenta e cinco. É o número de pessoas que já não voltaram para casa em 2026, mortas nas estradas portuguesas até meados de abril. Cento e quarenta e cinco vidas extintas em menos de quatro meses, mais 42 do que no mesmo período do ano passado. Um aumento de 36% que deveria fazer soar todos os alarmes e não apenas os dos radares de velocidade.

        A Páscoa de 2026 foi mais um capítulo desta tragédia cíclica. Entre os dias 2 e 6 de abril, a Operação Páscoa da GNR e da PSP terminou com 20 mortos, 53 feridos graves e 845 feridos ligeiros, num total de 2.602 acidentes. O Ministério da Administração Interna manifestou “profunda preocupação e consternação”. Declarou que “nenhuma morte na estrada é aceitável”. E anunciou medidas. Como sempre.

        Essas medidas, como quase sempre, apontam para o mesmo horizonte: mais fiscalização, mais radares, mais coimas, recuperação da Brigada de Trânsito. Repressão. Não é que a fiscalização seja inútil, longe disso. Mas quando os números sobem 36% num único ano, há que perguntar se reprimir é suficiente. Ou se é apenas o caminho mais fácil, mais rápido e, não por acaso, o mais rentável para os cofres do Estado.

        Vamos por partes:

        Preparados para o exame, não para a estrada

        Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal, disse no Parlamento o que muitos sabem mas poucos assumem: o ensino da condução em Portugal é, nas suas palavras, “uma vergonha”. Muitas escolas de condução não cumprem sequer as 30 aulas mínimas obrigatórias, enviando alunos para exame com meia dúzia de lições, embora cobrem o pacote completo.  Além disso, os percursos de exame estão pré-definidos e são conhecidos de antemão. O resultado? Condutores que passam no exame e chegam à estrada real como se aterrassem num planeta desconhecido.

        O mesmo Carlos Barbosa defende há anos que é urgente implementar exames práticos mais exigentes e transparentes, que preparem os condutores para a vida real, para a chuva, para o nevoeiro, para a autoestrada, para o caos urbano e não apenas para os cinco percursos que podem sair no teste. 

        Em vez disso, o Governo aprovou em janeiro de 2026 um regime que permite aprender a conduzir com um tutor em vez de um instrutor profissional. O ACP respondeu de imediato que o Governo estava a “demitir-se da sua função reguladora”. 

        Com os números de sinistralidade à vista, é difícil discordar.

        As estradas que matam e que todos conhecem

        Portugal tem pontos negros nas estradas que são conhecidos há décadas. Troços onde os acidentes se repetem, onde as vítimas se acumulam, onde a geometria da via, a sinalização deficiente ou a ausência de separadores físicos criam as condições perfeitas para a tragédia. A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, que prevê reduzir em 50% os mortos e feridos graves até 2030, foi anunciada em 2021 com cerca de 40 medidas. Em 2026, ainda não foi implementada. Nem sequer chegou a consulta pública. Resolver pontos negros custa dinheiro. Reprimir gera receita. 

        A equação é simples e é esta que tem governado a política rodoviária portuguesa.

        Um ecossistema sem regras comuns

        As vias de circulação são hoje ecossistemas complexos onde coexistem, no mesmo espaço e ao mesmo tempo, automóveis, motociclos, velocípedes, trotinetas elétricas, veículos de entrega, autocarros, peões e uma constelação crescente de novos modos de mobilidade. Esta coexistência é em si mesma desafiante. Torna-se perigosa quando parte dos seus utilizadores ignora sistematicamente as regras que a tornam possível.

        Quem circula nas cidades portuguesas assiste diariamente a um espetáculo de anarquia sobre rodas, ou sobre duas rodas. Utilizadores de trotinetas eléctricas que atravessam cruzamentos com o semáforo vermelho sem reduzir a velocidade. Ciclistas que circulam em contramão, sobem passeios, ignoram sinais de stop e transitam entre vias de trânsito com a descontração de quem passeia num jardim. Não são todos, é verdade. Mas são muitos. E a lei, que neste domínio ainda tem lacunas evidentes, raramente os alcança. 

        O Código da Estrada não acompanhou a revolução da micromobilidade. É urgente que o faça com deveres claros: fiscalização efectiva e consequências reais para quem os ignora.

        Supersportivos de série e ecrãs que hipnotizam

        Há uma outra dimensão deste problema que raramente é discutida com frontalidade: os automóveis modernos são, ao mesmo tempo, mais poderosos e mais distrativos do que nunca. Potências que há uma geração apenas estavam disponíveis em superdesportivos de competição são hoje acessíveis em berlinas de família, SUVs do quotidiano e até em veículos eléctricos de gama média. Qualquer condutor medianamente equipado pode hoje, sem esforço, atingir velocidades e acelerações para as quais o seu treino e a sua experiência não o prepararam.

        Em simultâneo, o interior dos automóveis transformou-se numa extensão do smartphone. Os grandes ecrãs tácteis que dominam os tabliers modernos, para os quais as marcas migraram funções tão simples como regular o ar condicionado ou ajustar o volume do rádio, exigem que o condutor desvie o olhar da estrada por vários segundos. Estudos consistentes demonstram que o tempo de reacção a uma ameaça com os olhos fora da via, mesmo por dois ou três segundos, equivale a circular às cegas durante dezenas de metros. A 50Km/h, três segundos equivalem a cerca de 15 metros percorridos. A distracção ao volante já é, em muitos países, a principal causa de acidentes. Em Portugal, continua a ser tratada como infracção menor e apenas se fala e, muti bem, penaliza o uso do telemóvel. O resto é equipamento de serie.

        Um Código da Estrada do século XX para o século XXI

        A revisão do Código da Estrada é uma necessidade há muito reconhecida e sistematicamente adiada. Um código pensado para uma realidade de há décadas não pode regular com eficácia um ecossistema viário que inclui veículos eléctricos de alta performance, trotinetas de 25 km/h, bicicletas de carga, veículos autónomos em fase de testes e modalidades partilhadas que se multiplicam a cada estação. A lei precisa de acompanhar a realidade. Precisa de definir com clareza os direitos e deveres de cada modo de mobilidade, de estabelecer hierarquias de responsabilidade nos sinistros que envolvam diferentes tipos de veículos e de criar um quadro sancionatório que seja simultaneamente justo, proporcional e dissuasor.

        Mas não se iludam. A lógica que tem governado a segurança rodoviária em Portugal é uma lógica financeira, não humanista. Radares, coimas, taxas de juro sobre contraordenações: tudo isto gera receita. Rever o ensino da condução, resolver pontos negros, modernizar a legislação, investir em educação rodoviária desde a escola primária: tudo isto custa dinheiro. E, pior ainda, os resultados demoram anos a ser visíveis nas estatísticas.

        Cento e quarenta e cinco mortos em menos de quatro meses. Para a próxima Páscoa, o Governo prepara certamente outra operação de fiscalização intensiva, outro comunicado de “profunda preocupação”, outro anúncio de medidas. E nós, tal como todos os anos, ficaremos à espera dos números do fim-de-semana.

        Reprimir dá dinheiro. Educar custa dinheiro. Enquanto esta aritmética se mantiver, as estradas portuguesas continuarão a cobrar o seu tributo semanal, pontualmente, religiosamente, de Páscoa em Páscoa.

        Fontes: ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária; GNR; PSP; ACP – Automóvel Clube de Portugal; Ministério da Administração Interna.

        NOVO HYUNDAI IONIQ 9

        A Hyundai Motor Company acaba de lançar em Portugal o novo Hyundai IONIQ 9, um SUV 100% elétrico de três filas de bancos que reforça a aposta da marca coreana na mobilidade sustentável. O modelo destaca-se pelo amplo espaço interior, design inovador e tecnologias de última geração, posicionando-se como uma das propostas mais avançadas do segmento.

        Integrando a família elétrica ao lado dos já premiados Hyundai IONIQ 5 e Hyundai IONIQ 6, o IONIQ 9 assume um papel central na estratégia da Hyundai de lançar 23 veículos sem emissões até 2030, oferecendo uma gama diversificada para diferentes perfis de consumidores.

        No exterior, o modelo apresenta linhas elegantes e fluidas que conjugam eficiência aerodinâmica com um estilo futurista. Já no interior, a experiência aproxima-se de uma sala de estar, com piso totalmente plano, configurações versáteis de bancos e a consola deslizante Universal Island 2.0, garantindo conforto e flexibilidade para todos os ocupantes.

        O refinamento é outro dos pontos fortes, com destaque para o sistema Active Noise Cancelling-Road (ANC-R), vidros acústicos e pneus de baixo ruído, que criam um ambiente silencioso e relaxante. Em termos de desempenho, o SUV está equipado com uma bateria de 110,3 kWh, capaz de oferecer até 600 km de autonomia (estimativa WLTP).

        Baseado na arquitetura E-GMP de 800 V, o IONIQ 9 permite carregamentos ultrarrápidos e elevada eficiência energética. A tecnologia também assume protagonismo com a introdução do primeiro assistente de inteligência artificial da marca, que possibilita controlo por voz contínuo e uma interação mais intuitiva com o veículo.

        Além disso, o modelo inclui funcionalidades digitais avançadas que permitem aos utilizadores personalizar o sistema de infoentretenimento, iluminação e até adicionar novas funções de condução através de atualizações remotas.

        O novo Hyundai IONIQ 9 já se encontra disponível no mercado português, com preços a partir de 62.500 euros (acresce IVA).