A segunda mesa-redonda do ciclo Energia em Movimento, promovido pela TSF e o JN, destacou o papel dos biocombustíveis e da mobilidade elétrica na redução das emissões do setor dos transportes em Portugal.
Apesar de ter começado mais tarde na produção de biocombustíveis, Portugal tem avançado com soluções complementares. A PRIO, criada em 2006, lidera na produção e aposta num modelo híbrido que combina biocombustíveis, eletricidade e energias renováveis. Os biocombustíveis já representam mais de 90% da redução de emissões nos transportes, que são responsáveis por 30% das emissões nacionais.
Portugal pode produzir até 770 mil m³ de biocombustível por ano, mas só utiliza 40% dessa capacidade. O uso de misturas mais ricas, como o B27, permitiria reduzir ainda mais as emissões e criar empregos.
Na mobilidade elétrica, 40% dos carros novos vendidos já são elétricos ou plug-in, mas a rede de carregamento não acompanha este crescimento. Com cerca de 12 mil postos, Portugal está em 25.º lugar na UE em número de postos por veículo. O novo decreto-lei impõe restrições, como a necessidade de múltiplas apps, e a transposição da diretiva RED3 poderá reforçar a incorporação obrigatória de biocombustíveis.
