A XPENG, anunciou a entrada em funcionamento das suas linhas de produção de robôs humanoides e a conclusão da produção do primeiro IR0N, o seu robô humanoide avançado para utilização geral, que saiu autonomamente da linha de produção.
Este marco representa um passo decisivo na evolução do projeto, da fase de investigação e desenvolvimento e construção de protótipos para a produção industrial, constituindo simultaneamente um importante avanço rumo à produção em massa.
As novas linhas de produção de robôs da XPENG são as primeiras linhas automatizadas do mundo dedicadas à produção de robôs humanoides avançados e integram os sistemas de qualidade de nível automóvel já desenvolvidos pela empresa para os seus veículos elétricos inteligentes (como é o caso do XPENG G6, G9, P7+ e o já anunciado L03) com processos de produção de elevada precisão especificamente concebidos para robótica humanoide.
Desenvolvida desde o início para responder às exigências de uma produção em larga escala, a unidade apresenta um nível de automação superior a 80% nos principais processos, estabelecendo um sistema de produção de elevada precisão, flexível e inteligente. Esta abordagem permite assegurar a consistência e a qualidade nos processos críticos, criando simultaneamente as bases para aumentar rapidamente a capacidade produtiva.
He Xiaopeng, Chairman & CEO da XPENG, afirmou: “As linhas de produção de robôs foram criadas a partir do zero, sem qualquer precedente que pudéssemos seguir. O passo que damos hoje pode parecer pequeno, mas a XPENG está a construir linhas de produção para uma categoria de produto completamente nova. No futuro, continuaremos a explorar ritmos de produção mais rápidos e uma escala cada vez maior na produção de robôs, abrindo um novo caminho para o desenvolvimento de uma indústria de robótica de referência na China e a nível global.”
IRON materializa a estratégia de Physical AI da XPENG
Enquanto um dos pilares fundamentais da estratégia de Physical AI da XPENG, a nova geração do IRON é um robô humanoide avançado que combina uma forma e movimentos semelhantes aos humanos com inteligência suportada por Inteligência Artificial, tendo sido desenvolvido para cumprir elevados padrões de segurança.
O IRON está a ser desenvolvido enquanto plataforma avançada de robótica humanoide para utilização geral, preparada para suportar um vasto conjunto de aplicações e evoluir continuamente através da aprendizagem e da interação com o mundo real.
O XPENG IRON apresenta uma estrutura e um design inspirados na anatomia humana, integrando uma estrutura flexível totalmente fechada e desenvolvida pela XPENG para conjugar estética e segurança.
Com 76 graus de liberdade (DOF) distribuídos pelo corpo e 21 graus de liberdade em cada mão, o IRON apresenta elevados níveis de destreza e mobilidade, permitindo-lhe executar movimentos complexos com elevado grau de precisão.
Ao nível da inteligência e capacidade de processamento, o XPENG IRON integra três chips Turing AI, que disponibilizam até 2.250 TOPS de capacidade computacional efetiva.
Esta capacidade permite à XPENG executar diretamente no robô o seu modelo-base de Physical AI, possibilitando ao IRON realizar autonomamente tarefas complexas, sem necessidade de operação remota. O processamento local permite simultaneamente reduzir a latência e reforçar a segurança dos dados.
“Pretendemos desenvolver um novo tipo de robô com verdadeiras capacidades de generalização, capaz de fazer parte da vida quotidiana, contribuir para melhorar a vida das pessoas e, em última análise, tornar-se num verdadeiro companheiro”, afirmou He Xiaopeng.
Para assinalar simbolicamente este novo marco, He Xiaopeng colocou no IRON um cartão de identificação de colaborador, oficializando a sua entrada na equipa XPENG.
Produção em massa prevista até ao final de 2026
A XPENG prevê iniciar a produção em massa dos seus robôs até ao final de 2026, com as primeiras utilizações em cenários comerciais a terem lugar nas próprias instalações e espaços comerciais da marca.
O lançamento oficial no mercado e o início das entregas na China e nos mercados internacionais estão previstos para 2027.
A XPENG mantém assim a aposta na estratégia de Physical AI e de expansão global, desenvolvendo em paralelo três importantes vetores de crescimento: automóvel, robótica e internacionalização.
A saída da linha de produção do primeiro robô humanoide avançado de uso geral e a entrada em funcionamento das novas linhas de produção representam mais um marco na implementação da estratégia de Physical AI da XPENG.
Perante as elevadas barreiras tecnológicas e a ainda limitada oferta de produtos de elevada qualidade no segmento dos robôs humanoides avançados de uso geral, a XPENG antecipa que a margem bruta por unidade possa ser significativamente superior à registada nos veículos de novas energias. À medida que o negócio de robótica avança para uma produção em massa e para a comercialização, começa também a ganhar relevância enquanto segundo vetor de crescimento da empresa.
Negócio de robótica da XPENG avaliado em mais de 6,3 mil milhões de dólares
A 24 de agosto, o negócio de robótica da XPENG celebrou acordos de aquisição de participações com vários investidores, captando mais de 900 milhões de dólares (cerca de 760 milhões de euros}, numa operação que avaliou a empresa em mais de 6,3 mil milhões de dólares após o investimento.
Segundo a XPENG, esta operação representa a maior ronda única de financiamento privado realizada até à data na indústria chinesa de Embodied AI, constituindo um reconhecimento do mercado de capitais relativamente ao posicionamento tecnológico do Grupo XPENG, ao seu roadmap tecnológico, à sua capacidade de produção em escala e ao potencial comercial de longo prazo no domínio da Physical AI.
Partindo de um modelo-base unificado de Physical AI, passando pelas suas diferentes aplicações e concretizações no mundo físico, até à produção em massa, a XPENG está progressivamente a estabelecer uma cadeia completa que liga os modelos de Inteligência Artificial à investigação e desenvolvimento de produto e à respetiva industrialização.
O objetivo passa por levar a Inteligência Artificial para além do universo digital, permitindo-lhe compreender, raciocinar e agir no mundo físico, e aproximando progressivamente a Physical AI de aplicações concretas no quotidiano.
