A BMW anunciou hoje, em Munique, as linhas-mestras da sua estratégia para a próxima década, em que a sustentabilidade e a eficiência de recursos são eixos centrais. O presidente do Conselho de Administração da BMW, Oliver Zipse, anunciou hoje os primeiros detalhes desta estratégia e apresentou as metas que a empresa estabeleceu até 2030. O princípio da melhoria contínua permanecerá no centro da estratégia para reduzir as emissões de CO2 e aumentar a eficiência dos recursos.
“Acredito firmemente que a luta contra as mudanças climáticas e a forma como usamos os recursos decidirão o futuro da nossa sociedade – e do Grupo BMW. Como fabricantes de automóveis premium, é nossa ambição liderar o caminho na sustentabilidade. É por isso que assumimos a responsabilidade aqui e agora, e tornamos estas questões centrais para a nossa futura direção estratégica”, disse Oliver Zipse. “Esta nova direção estratégica estará ancorada em todas as divisões – da administração e compras ao desenvolvimento e produção, até as vendas. Estamos a levar a sustentabilidade ao nível seguinte”.
Como parte deste processo, a BMW estabelece metas claras para a redução de CO2 até 2030. De acordo com a marca germânica, estas metas abarcam pela primeira vez todo o ciclo de vida do produto: da cadeia de fornecimento, passando pela produção, até à fase de utilização. O objetivo é reduzir significativamente as emissões de CO2 por veículo em, pelo menos, um terço, ao longo de todo este ciclo. Considerando os cerca de 2.5 milhões de veículos produzidos pela Grupo BMW em 2019, isto corresponderia a uma redução, em 2030, de mais de 40 milhões de toneladas de CO2.

“Assumimos um compromisso muito claro com o Acordo de Paris. Com esta nova direção estratégica, definimos um rumo de acordo com a meta [de manter o aquecimento global] abaixo de dois graus. Não estamos a fazer declarações abstratas – desenvolvemos um plano detalhado de dez anos com metas intermédias anuais para o período até 2030”, afirmou Oliver Zipse. “Registaremos o nosso progresso todos os anos e confrontá-lo-emos contra estas metas. A remuneração do nosso Conselho de Administração e Direção Executiva também estarão vinculadas a isto”.
Quatro áreas de atuação
Para atingir as metas de sustentabilidade a que se propõe, a BMW definiu quatro eixos de atuação principais.
Em primeiro lugar, a marca germânica compromete-se a reduzir as emissões resultantes da sua atividade direta (escopo 1) e as emissões associadas à energia consumida (escopo 2) em mais 80% relativamente aos níveis de 2019, atuando sobretudo a nível da produção, responsável por cerca de 90% das emissões de escopo 1 e 2 do grupo. Será também privilegiada a utilização de energia de fontes renováveis.
A marca pretende também reduzir as emissões dos veículos em 40% por quilómetro percorrido, sobretudo através da aposta na eletrificação: até 2030, a BMW prevê que estejam em circulação mais de sete milhões de veículos eletrificados, das várias marcas do grupo, dois terços dos quais com sistemas de propulsão 100% elétricos.
A estratégia de produto passa por disponibilizar opções eletrificadas nas séries da marca. Em modelos de diferentes segmentos, entre os quais o Série 7 e o Série 5, os clientes poderão optar por quatro sistemas de propulsão distintos: além das variantes com motor de combustão interna, gasolina e diesel, estarão também disponíveis nas versões híbrido plug-in e 100% elétrico.
Em terceiro lugar, o Grupo BMW vai também começar a atender à pegada ambiental dos seus fornecedores a montante, na adjudicação de contratos, tornando-se no “primeiro fabricante automóvel a definir metas concretas de CO2 para a sua cadeia de valor”. A nível de baterias para os seus modelos eletrificados, a marca estabeleceu já acordos contratuais que determinam que os seus fornecedores apenas utilizem energia de fontes renováveis na produção das células, o que permitirá atingir uma poupança de dez milhões de toneladas de CO2 ao longo da próxima década.
Por último, a marca alemã aposta na economia circular. Os veículos produzidos pelo Grupo são já 95% recicláveis, mas a BMW pretende aumentar a quota de materiais secundários nos seus modelos, nomeadamente a nível de recursos como alumínio, níquel, cobalto e lítio, o que permite também reduzir o potencial de conflito nas regiões em que estes materiais são extraídos. Está prevista ainda a utilização de tecnologia blockchain para monitorizar e verificar os fluxos globais de recursos.
Fonte: BMW