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Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

GFAM

Novo BYD ATTO 3 EVO redefine o segmento dos SUV familiares elétricos

A BYD, o
baterias
modelo que apresentou a marca a muitos clientes europeus. Este SUV familiar totalmente elétrico passa a oferecer mais potência, bateria de maior capacidade, maior autonomia e carregamento mais rápido com um nível de equipamento reforçado que o coloca acima dos seus principais concorrentes.

maior fabricante mundial de veículos movidos a novas energias (EV e PHEV) e elétricas, apresenta o novo BYD ATTO 3 EVO, uma atualização profunda do

Desde a sua chegada à Europa em 2023, o BYD ATTO 3 tornou-se uma escolha popular entre clientes que procuram um SUV confortável, de elevada qualidade e orientado para a tecnologia, com a versatilidade necessária para responder às exigências do dia a dia. O novo BYD ATTO 3 EVO desenvolve a excelente base que possui ao melhorar a flexibilidade e acrescentar ainda mais tecnologias e funcionalidades úteis, bem como maior autonomia e desempenho de referência no segmento.

A Vice-Presidente Executiva da BYD, Stella Li, afirmou: “O novo BYD ATTO 3 EVO demonstra o enorme progresso que conseguimos alcançar enquanto marca em menos de três anos. Reunimos as nossas inovações em mobilidade elétrica e as mais recentes tecnologias num produto que já provou ser muito popular entre os clientes europeus. O resultado é mais uma proposta de destaque na categoria: potente, eficiente e repleta de funcionalidades úteis. Não é apenas um automóvel, é um BYD.”

EVOLUÇÃO MAIS RECENTE DA E-PLATFORM 3.0 E TRAÇÃO TRASEIRA

O novo BYD ATTO 3 EVO tira partido da mais recente evolução da e-Platform 3.0, desenvolvida pela própria BYD, para proporcionar ganhos técnicos significativos não apenas face ao ATTO 3 original, mas também perante o mercado mais amplo de veículos elétricos familiares. O novo BYD ATTO 3 EVO passa a oferecer tração traseira e evolui de um esquema de quatro braços para um sistema mais sofisticado Multi-link, contribuindo para uma dinâmica de condução melhorada.

O novo BYD ATTO 3 EVO está disponível em Portugal na versão Design com bateria de 74,8 kWh, e carregamento rápido em corrente contínua até 220 kW. Esta capacidade é possível graças a uma avançada arquitetura elétrica de 800 V, que permite carregar de 10% a 80% em apenas 25 minutos.

O ATTO 3 EVO Design, com tração traseira, utiliza um único motor montado no eixo posterior que desenvolve 313 cv (230 kW) e 380 Nm de binário. Esta configuração permite uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 5,5 segundos, superando os principais rivais, e oferece uma autonomia combinada WLTP de 510 km.

Sem paralelo na concorrência, o novo BYD ATTO 3 EVO apresenta uma capacidade de reboque superior, até 1500 kg com travão, e tecnologia BYD Vehicle to Load (V2L), que permite alimentar dispositivos externos com potência até 3 kW.

A e-Platform 3.0 utiliza a Blade Battery desenvolvida em exclusivo pela BYD, que recorre à química de fosfato de ferro e lítio, garantindo níveis mais elevados de durabilidade e segurança. No novo BYD ATTO 3 EVO, tal como nos modelos SEALION 7, SEAL e ATTO 2, esta bateria é instalada com tecnologia Cell to Body, na qual as células são integradas diretamente na estrutura do chassis. Esta solução melhora a resistência estrutural e a rigidez torsional, além de otimizar o aproveitamento de espaço, já que o piso do habitáculo corresponde à parte superior da bateria.

EVOLUÇÃO DE UM DESIGN COMPROVADO TRAZ MAIOR VERSATILIDADE

O novo BYD ATTO 3 EVO mantém as dimensões exteriores do ATTO 3 anterior, com 4455 mm de comprimento, 1875 mm de largura e 1615 mm de altura. No entanto, o aproveitamento de espaço proporcionado pela arquitetura da e-Platform 3.0 melhora a funcionalidade do veículo no uso quotidiano.

As alterações subtis ao design do SUV incluem novos para choques dianteiros e traseiros, jantes em liga leve de 18 polegadas com novo desenho, um perfil lateral mais limpo com embaladeiras mais finas e um spoiler traseiro mais desportivo na extremidade do tejadilho.

A distância entre eixos mantém-se nos 2720 mm, mas o melhor aproveitamento da nova plataforma permite oferecer uma bagageira com mais 50 litros de capacidade, atingindo agora 490 litros, que podem expandir até 1360 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. O novo BYD ATTO 3 EVO passa também a incluir um novo compartimento dianteiro sob o capô, com 101 litros adicionais, ideal para transportar compras ou guardar cabos de carregamento.

No interior, o habitáculo dianteiro apresenta agora uma sensação de maior amplitude, graças à deslocação do seletor de marcha da consola central para a coluna da direção. O painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas apresenta um novo design, os materiais de elevada qualidade continuam presentes em todo o habitáculo e a lista de equipamentos foi alargada com tecnologias habitualmente reservadas a segmentos superiores.

TECNOLOGIAS DE DESTAQUE E SEGURANÇA SEM COMPROMISSOS

Desde a sua introdução, o ATTO 3 tem sido reconhecido pelas suas tecnologias avançadas e o novo BYD ATTO 3 EVO reforça agora essa reputação com um conjunto de funcionalidades sem paralelo na categoria dos SUV familiares elétricos.

Em particular, o modelo incorpora o mais recente sistema de infoentretenimento da BYD, centrado num ecrã tátil de 15,6 polegadas. O sistema integra funções Google, como Google Maps, Google Play Store com aplicações otimizadas para automóvel e Google Assistant. Inclui ainda um assistente de voz melhorado por inteligência artificial, baseado num modelo linguístico de grande escala alojado na nuvem, capaz de compreender comandos complexos em linguagem natural.

As tecnologias orientadas para o cliente da BYD acompanham cada viagem, incluindo acesso NFC através de smartphone ou dispositivo wearable, carregamento sem fios de elevada potência para smartphones, iluminação ambiente discreta no habitáculo e a função Vehicle to Load. Esta funcionalidade permite alimentar uma grande variedade de dispositivos externos, desde iluminação decorativa ou uma máquina de café até um compressor de ar ou um grelhador portátil. É uma solução ideal para estilos de vida ativos, embora muitos clientes utilizem o V2L também como fonte de energia para atividades junto às suas casas.

Além do melhor desempenho estrutural proporcionado pela construção Cell to Body, o ATTO 3 EVO inclui um conjunto completo de sistemas de segurança e assistência à condução. Entre eles estão sete airbags, incluindo condutor, passageiro dianteiro, airbag central dianteiro, airbags laterais dianteiros e airbags de cortina, bem como Cruise Control Adaptativo (ACC), Cruise Control Inteligente (ICC), Alerta de Colisão no Tráfego Cruzado Dianteiro (FCTA) e Traseiro (RCTA), com função de Travagem (FCTB e RCTB, respetivamente), deteção de ângulo morto (BSD), Assistente de Emergência à Manutenção na Faixa de Rodagem (ELKA), Alerta de colisão dianteira e traseira, reconhecimento de sinais de trânsito (TSR) e Controlo Inteligente do Limite de Velocidade (ISLC).

EQUIPAMENTO ABRANGENTE REPLETO DE INOVAÇÃO

O novo BYD ATTO 3 EVO, disponível na versão Design, possui uma lista de equipamento de série generosa que supera a média do segmento. Inclui painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas, sistema de infoentretenimento com ecrã tátil de 15,6 polegadas, carregamento sem fios para smartphone com arrefecimento integrado, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros com câmara de visão panorâmica de 360 graus, função Vehicle to Load, bomba de calor de elevada eficiência, jantes em liga leve de 18 polegadas, bancos dianteiros aquecidos e ventilados com regulação elétrica e iluminação ambiente no habitáculo.

JÁ DISPONÍVEL EM PORTUGAL E COM GARANTIA ABRANGENTE INCLUÍDA

O novo BYD ATTO 3 EVO já está disponível para venda, em Portugal, com seis cores exteriores e interior em cinza, a partir de 43.990 euros(*). O novo modelo virá com o habitual pacote de garantia de veículos elétricos da BYD – seis anos ou 150 000 km para o veículo e oito anos ou 250 000 km de cobertura para a bateria.

Leapmotor C10 REEV Hybrid eleito “Híbrido Plug-in do Ano” em Portugal

O Leapmotor C10 REEV Hybrid foi distinguido com o prémio “Híbrido Plug-in do Ano” na edição 2026 dos prémios “Seguro Direto Carro do Ano / Troféu Volante de Cristal”. Lançada comercialmente em Portugal em 2025, a Leapmotor consegue assim o primeiro reconhecimento nacional para a qualidade dos seus modelos e tecnologia, na mais prestigiada iniciativa do setor automóvel em Portugal

A distinção reconhece a inovação tecnológica e a proposta diferenciadora do SUV eletrificado da marca, que combina a experiência de condução de um veículo elétrico com a segurança e a serenidade de uma autonomia alargada proporcionada por um eficiente sistema de extensor de autonomia. O prémio foi entregue a João Camara, Diretor Comercial da Leapmotor Portugal.

O Seguro Direto Carro do Ano / Troféu Volante de Cristal, organizado pelo Expresso e pela SIC Notícias, é o mais antigo e prestigiado galardão automóvel em Portugal. O prémio é atribuído anualmente por um júri composto por jornalistas especializados, após um rigoroso processo de testes e avaliação que considera critérios como design, desempenho, qualidade, segurança, tecnologia, eficiência e relação qualidade-preço.

Autonomia alargada e experiência elétrica 

O Leapmotor C10 equipado com a tecnologia inteligente de extensor de autonomia foi desenvolvido para proporcionar uma experiência de mobilidade elétrica completa, eliminando a chamada “ansiedade de autonomia”. O modelo combina um motor elétrico de 158 kW (215 cv) com um motor a gasolina de 1,5 litros que funciona exclusivamente como gerador para produzir eletricidade quando necessário. Assim, ao contrário dos híbridos tradicionais, as rodas são movidas exclusivamente pelo motor elétrico

Esta solução permite alcançar uma autonomia total superior a 970 quilómetros, mantendo as vantagens da condução elétrica: funcionamento silencioso, resposta imediata e elevada eficiência energética. A bateria de 28,4 kWh proporciona uma autonomia elétrica até 145 km (WLTP), enquanto o consumo em modo combinado se fixa em 0,4 l/100 km, com emissões de 10 g/km de CO₂.

A tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle) permite assim oferecer o melhor de dois mundos: uma condução essencialmente elétrica no quotidiano e a flexibilidade necessária para viagens de longa distância e em áreas com infraestruturas limitadas de carregamento elétrico.

A distinção atribuída no Seguro Direto Carro do Ano / Troféu Volante de Cristal reforça o posicionamento do modelo como uma proposta inovadora e acessível, do segmento D, que em Portugal está disponível a partir de 37.454€, IVA incluído.

Novo mazda6e distinguido com o troféu de ‘elétrico do ano 2026’ em portugal

O Mazda6e acaba de conquistar o galardão de ‘Elétrico do Ano 2026’, um dos troféus de suporte à iniciativa ‘Seguro Directo Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal 2026’, coorganizada pelo canal SIC Notícias e pelo jornal Expresso. O anúncio oficial foi feito na noite passada em evento dedicado, realizado em Lisboa, no qual estiveram presentes dezenas de convidados e profissionais do sector. 

Atribuído ao Mazda6e, o galardão de ‘Elétrico do Ano 2026’ foi entregue por Hugo Julião, Diretor de Marketing Estratégico do Grupo Ageas Portugal, a Ana Penteado, Diretora de Marketing da Mazda Motor de Portugal, que comentou assim este reconhecimento: “É com natural satisfação que aceitamos este importante troféu de ‘Elétrico do Ano 2026’, que premeia não apenas o Mazda6e como produto de excelência, naquele que é nossa mais recente proposta no universo dos automóveis 100% elétricos, como a própria evolução da Mazda no complexo processo de eletrificação que o mercado está a atravessar. Este é um resultado que queremos partilhar com todos não só na Mazda Motor de Portugal, como com a nossa Rede de Concessionários e diferentes parceiros de negócio, e que sublinha as características que os jurados desta iniciativa consideraram importantes, levando-os, no seu conjunto, a demarcar o Mazda6e face a nada menos do que quinze automóveis de outras marcas, naquela que foi uma das categorias mais concorridas da noite.”

Disponível desde setembro último nos showrooms nacionais da Rede de Concessionários Mazda, o novo Mazda6e passou, a partir dessa altura, pelas mãos dos 15 especialistas do sector do painel de jurados da presente edição, em representação dos principais órgãos de comunicação social nacionais. Ao longo dos últimos cinco meses com ele realizaram os necessários testes dinâmicos para a sua avaliação, comparando-o com os outros modelos a concurso na categoria, incluindo um derradeiro contacto numa ação realizada no Autódromo do Estoril, no final de fevereiro deste ano. 

Para o Mazda6e, o resultado agora conhecido é bastante expressivo, pois o modelo – no caso a versão Mazda 6e 5HB EV 245cv Long Range Takumi Plus – lutava pelo título numa das categorias mais complexas e concorridas da presente edição, tendo assim batido nada menos do que 15 outros modelos, divididos por diversos segmentos e com diferentes posicionamentos de mercado.

“Numa altura em que o segmento dos automóveis elétricos é cada vez mais competitivo, fruto do lançamento de inúmeras propostas para diferentes segmentos, a Mazda soube integrar o seu próprio ADN no novo Mazda6e, expresso não só na elegância do design Kodo, como no inconfundível prazer de condução Jimba Ittal inerente à marca ou mesmo na combinação dinâmica entre as suas muitas tecnologias de ponta. Fruto desta conjugação, o Mazda6e viu, assim, reconhecidos esses seus muitos argumentos expressos na conquista deste galardão”, acrescenta Luis Morais, Diretor Geral da Mazda Motor de Portugal.

Assumindo-se como um elegante hatchback de cinco portas, que combina a praticidade de um interior espaçoso com o apelo desportivo de uma silhueta inspirada num modelo coupé, o Mazda6e foi concebido para satisfazer as necessidades dos condutores modernos, proporcionando uma experiência de condução elétrica refinada, intuitiva e emocionante. Esse seu exterior fluido e moderno complementa-se com um habitáculo limpo e minimalista, interior onde se destaca um cockpit arejado e centrado no condutor, que equilibra simplicidade e inovação, oferecendo conveniência, conforto e uma sensação de calma, tudo contribuindo para a alegria de condução Mazda, evidente em cada detalhe.

Resumo da oferta Mazda6e em Portugal 

Integrando uma ampla gama de funcionalidades e opções de acabamento, o novo Mazda6e é proposto no nosso país com duas mecânicas 100% elétricas – Standard de 190 kW / 258 cv e Long Range de 180 kW / 245 cv – ambas de tração traseira, numa gama simplificada composta por apenas dois níveis de equipamento, Takumi e Takumi Plus. Dotado de jantes de 19 polegadas aero-design em liga leve, apresenta-se numa palete de oito cores metalizadas, destacando-se os novos tons Melting Copper e Aero Grey, que se juntam ao sempre popular Soul Red Crystal, cor de assinatura da Mazda.

O Mazda6e é proposto por um PVPR a partir dos 42.509,50 € da versão de entrada, havendo um diferencial de 1.950,00 € entre os dois níveis de equipamento e um intervalo de 2.500,00 € entre as duas mecânicas elétricas. Transversal a todas e a título de incentivo à aquisição do novo Mazda6e, sublinhe-se a Campanha desenvolvida pela Mazda Motor de Portugal e pela Rede de Concessionários, numa oferta no valor de 2.460 € mais 500 € (mais IVA) de acessórios.

O Mazda6e tem uma garantia de 6 anos, cobertura limitada a uma quilometragem total máxima de 150.000 km, na reparação ou substituição de peças afetadas por defeitos de material ou de fabrico (excluem-se peças de desgaste). A bateria de alta tensão tem uma garantia de 8 anos, para uma quilometragem total máxima de 160.000 km, até uma capacidade mínima de 70% face à sua capacidade original.

Informações adicionais sobre o novo Mazda6e podem ser consultadas no Portal de Imprensa da Mazda Motor de Portugal, na página dedicada ao modelo, clicando neste link.

Kia EV2 cria nova referência em NVH nos elétricos do segmento B

A Kia colocou o desenvolvimento de ruído, vibração e aspereza (NVH – Noise, Vibration and Harshness) no centro do desenvolvimento do EV2 para proporcionar aos clientes europeus um habitáculo tranquilo e bem controlado. Concebido, desenvolvido, projetado, produzido e vendido na Europa, este SUV cria um novo patamar de conforto acústico no segmento dos elétricos compactos.

Nos veículos elétricos, a ausência do som do motor de combustão elimina o efeito de mascaramento associado aos automóveis a gasolina e Diesel. Por isso, os ruídos da estrada, do vento e dos componentes de alta frequência tornam-se mais percetíveis e mais críticos para a qualidade geral percebida.

“Os veículos elétricos mudam o que os clientes notam primeiro; sem um motor a gasolina ou Diesel a cobrir o ruído de fundo, os pequenos sons e vibrações de alta frequência destacam- se imediatamente”, explica Pablo Martínez Masip, vice-presidente de Produto, Marca e Experiência do Cliente da Kia Europe. “O EV2 comporta-se de forma tranquila a velocidades mais elevadas, controlado em estradas irregulares e consistente todos os dias, pelo que parece refinado desde o primeiro quilómetro”, afirma.

Engenharia para o silêncio

Desde as fases iniciais de desenvolvimento, o Centro Técnico do grupo utilizou simulações digitais avançadas, enfatizando a robustez do ruído rodoviário a alta velocidade. Os testes NVH baseados em dinamómetro permitiram, por seu lado, medições precisas e repetíveis num ambiente controlado. Este conjunto de ensaios permitiu aos engenheiros isolar frequências específicas e implementar contramedidas direcionadas de forma eficiente. Trata- se de um método que elimina variáveis externas, tais como mudanças climáticas ou superfícies rodoviárias distintas.

“Tratámos o desenvolvimento NVH do EV2 como um sistema”, afirmou Oliver Jung, engenheiro-chefe do Centro Técnico do grupo na Europa. “As simulações iniciais ajudaram- nos a identificar onde o ruído da estrada e do vento poderia perturbar o habitáculo. Além disso, os testes em dinamómetro forneceram-nos dados repetíveis para validar todas as contramedidas. Pneus e vidros acústicos e um pacote de som otimizado trabalham em conjunto para manter o habitáculo calmo e silencioso, mesmo em autoestradas.”

Para reduzir o ruído da estrada, o EV2 está equipado com pneus acústicos concebidos para minimizar a intrusão tonal. Os pneus são complementados por revestimentos especialmente desenvolvidos e absorventes nas cavas das rodas que reduzem os níveis de ruído percebidos. Para a redução do rumor do vento, os vidros acústicos das portas* e um para- brisas acústico limitam significativamente o ruído da turbulência do ar a velocidades de autoestrada, contribuindo para um ambiente estável e tranquilo no habitáculo.

Embora os motores elétricos sejam mais silenciosos que os de combustão interna, os componentes específicos dos veículos elétricos, como o inversor e o conversor, podem gerar tons de alta frequência. O EV2 resolve esta questão através de um pacote de som dedicado, que inclui um conceito de isolamento interior do painel de instrumentos e do porta-bagagens dianteiro, bem como uma cobertura otimizada da parte inferior da carroçaria. Em conjunto, estes elementos reduzem os sons de alta frequência e contribuem para um perfil acústico coerente.

Gestão dos sons do EV

O design do som de aviso no EV2 também contribui para a segurança e a usabilidade. O som de aviso aos peões informa os outros utentes da estrada, mantendo-se discreto para os ocupantes. O som de alerta do Intelligent Speed Limit Assist (ISLA) foi cuidadosamente ajustado para fornecer orientações claras sem se tornar intrusivo ao longo do tempo.

O melhor da Kia

O Kia EV2 traz a energia elétrica para o segmento B-SUV, tornando os EV mais acessíveis. Duas opções de bateria, 42,2 kWh e 61,0 kWh**, oferecem autonomias estimadas até 317 e 453 km (WLTP pendente)***. Com carregamento rápido de 400V CC, opções de 11 kW e 22 kW CA e funcionalidades como planeamento de rotas para veículos elétricos, Plug & Charge e carregamento bidirecional, o EV2 suporta tanto viagens urbanas como viagens mais longas, facilitando a sua utilização.

O EV2 é o modelo compacto da Kia para as famílias europeias, oferecendo amplo espaço para as pernas, bancos traseiros flexíveis e até 403 litros de espaço de carga. Possui ecrãs triplos, atualizações OTA e sistemas avançados de assistência ao condutor. Com o EV2, a Kia demonstra como a engenharia, o desenvolvimento e a validação podem elevar os padrões acústicos na classe dos veículos elétricos compactos.

    Novo Nissan LEAF é Vencedor Absoluto de 2026 no Women’s Worldwide Car of the Year

    Lançado pela primeira vez em 2010 como o primeiro veículo elétrico de série do mundo, o Nissan LEAF ajudou a impulsionar a mudança para a mobilidade elétrica por mais de 15 anos. Agora na sua terceira geração, o novo Nissan LEAF dá continuidade a este legado com um design mais elegante, maior autonomia e tecnologia intuitiva – qualidades identificadas pelo júri do Women’s Worldwide Car of the Year (WWCOTY) deste ano. O LEAF chegou ao topo de um grupo competitivo de 55 veículos, destacando o seu carácter diferenciador entre uma ampla gama de concorrentes globais.

    O WWCOTY avalia os veículos com base no que é mais importante para os condutores no dia a dia, incluindo segurança, design, valor, facilidade de utilização e impacto ambiental. Composto por 86 mulheres jornalistas especializadas no setor automóvel, provenientes de mais de 50 países, o júri elogiou o Nissan LEAF pela sua abordagem realista à mobilidade elétrica e pelo equilíbrio entre desempenho elétrico avançado e condução simples e agradável no dia a dia.

    “Na nossa votação, focámo-nos em veículos que se destacam não só pelos seus números ou tecnologia, mas também pela eficácia com que respondem às necessidades reais e quotidianas das pessoas”, afirmou Marta García, presidente executiva do WWCOTY. “O Nissan LEAF representa uma visão madura e inteligente da eletrificação – uma visão que torna a mobilidade elétrica verdadeiramente utilizável e acessível.”

    “O facto de o novo LEAF ter sido nomeado vencedor absoluto do Women’s Worldwide Car of the Year é um motivo de orgulho para todos na Nissan”, afirmou Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan. “O LEAF ajudou a transição para a mobilidade elétrica, e esta nova geração dá continuidade a essa missão. Foi concebido para tornar a transição para a mobilidade elétrica mais fácil e agradável para mais pessoas em todo o mundo.”

    No início deste ano, o novo Nissan LEAF também foi nomeado Melhor Carro Compacto pelo WWCOTY pela sua abordagem prática e acessível à mobilidade elétrica.

      Opel Corsa YES chega com nova cor Laranja Koral e mais equipamento de série

      Aquele que é o automóvel mais vendido na Alemanha nos últimos cinco anos torna-se agora ainda mais atrativo: a Opel apresenta a Edição Especial Corsa YES, com uma nova cor apelativa, que tornará o best-seller num verdadeiro chamariz, além de o dotar de série com alguns conteúdos adicionais. O Corsa YES está, a partir de agora, disponível na cor viva Laranja Koral, que se prolonga para o interior através de detalhes na mesma tonalidade, complementados por outros elementos de série de alta qualidade, desde os ecrãs digitais, em todas as variantes, até ao volante em couro sintético vegan. O Corsa YES estará disponível a partir de 19.525 €1.

      O exclusivo acabamento metalizado Laranja Koral chama a atenção à distância. A sua elegante aparência é realçada pelo tejadilho em preto carbono e pelas jantes de liga leve de 16 polegadas, em preto e prateado, com efeito corte de Diamante. Por outro lado, no interior, destacam‑se os estofos pretos ‘Banda’, um revestimento com aspeto de pele premium enriquecido por riscas e costuras em laranja que prolongam o tema cromático da carroçaria. A mesma linguagem visual está presente noutros apontamentos em laranja que percorrem as portas e o painel de instrumentos, complementados pelo forro do tejadilho em preto.

      O volante, achatado na parte inferior e revestido com couro artificial vegan de série na edição especial YES, também é sinónimo de conforto com sustentabilidade. O sistema de infoentretenimento multimédia com um ecrã tátil de 10 polegadas e um ecrã de informação de condução de 7 polegadas oferece o melhor entretenimento e conectividade. Ao contrário de outras versões, os ecrãs do Corsa YES são agora totalmente digitais em todas as motorizações – independentemente de os clientes optarem por um motor a gasolina, híbrido ou totalmente elétrico.

      É possível equipar ainda mais o Corsa YES. O Pack Conforto oferece travão de estacionamento elétrico (de série no Corsa Electric YES), apoio de braço central com compartimento de arrumação e duas chaves com comando à distância, a partir de 150 €. Já o novo Pack Tecnologia YES, que inclui funcionalidades como a câmara de marcha‑atrás de 130 graus, assistência de estacionamento à frente e atrás, espelhos exteriores aquecidos e eletricamente ajustáveis, sistema de arranque sem chave Keyless Start, entre outras, garante uma experiência de condução ainda mais descontraída, a partir de 525 €. Para quem preferir uma cor mais discreta, o Corsa YES está também disponível no tom Verde Eucalyptus – novamente com costuras, riscas e detalhes a condizer na porta e no painel de instrumentos – por um custo adicional de 590 €.

      Informação de Consumos e Emissões 

      Valores combinados de acordo com o WLTP

      Opel Corsa Electric 100 kW (136 cv) – Consumo de energia: 15,7-16,2 kWh/100 km; Emissões de CO2: 0 g/km; Etiqueta de CO2: A.

      Opel Corsa Electric 115 kW (156 cv) – Consumo de energia: 14,2-14,5 kWh/100 km; Emissões de CO2: 0 g/km; Etiqueta de CO2: A.

      Opel Corsa Hybrid 81 kW (110 cv) – Consumo de combustível: 4,5-4,6 l/100 km; Emissões de CO2: 102-104 g/km; Etiqueta de CO2: C

      Opel Corsa Hybrid 107 kW (145 cv) – Consumo de combustível: 4,6-4,7 l/100 km; Emissões de CO2: 103-105 g/km; Etiqueta de CO2: C

      Opel Corsa 1.2 – Consumo de combustível: 5,1-5,3 l/100 km; Emissões de CO2: 116-119 g/km; Etiqueta de CO2: D

      Valores de autonomia determinados de acordo com a metodologia do procedimento de ensaio WLTP (R (CE) n.º 715/2007, R (UE) n.º 2017/1151). A autonomia real pode variar em condições quotidianas e depende de vários fatores, em particular do estilo de condução pessoal, das caraterísticas do percurso, da temperatura exterior, da utilização de aquecimento e ar condicionado e do pré-condicionamento térmico. 

      Os valores de um veículo não dependem apenas da utilização eficiente do combustível, mas são também influenciados pelo comportamento de condução e por outros fatores não técnicos.

      Novo Nissan LEAF é um dos 3 finalistas nos World Car Awards 2026

      O novo Nissan LEAF é um dos 3 finalistas nos World Car Awards 2026, demonstrando potencial da terceira geração do pioneiro automóvel elétrico de produção em série.

      Nesta nova edição dos World Car Awards, o novo Nissan LEAF está selecionado para dois prémios. Além de candidato à vitória geral de “World Car of The Year 2026”, está ainda nos finalistas da categoria “World Electric Vehicle”.

      Com esta nomeação, o Nissan LEAF vê reconhecida a qualidade do seu desempenho e tecnologia e demonstra que continua a ser um modelo de força depois de ter tido um papel preponderante na transição para a mobilidade elétrica.

      Os World Car Awards são escolhidos por um júri composto por 98 jornalistas internacionais do setor automóvel de 33 países, entre eles Portugal. Os finalistas são selecionados por votação selada e os vencedores serão anunciados no dia 1 de abril, no Salão Internacional do Automóvel de Nova Iorque de 2026.

      Sobre o novo Nissan LEAF

      O novo Nissan LEAF, a terceira geração do modelo elétrico pioneiro, continua a liderar a estratégia de eletrificação da Nissan. Pensado para o condutor de hoje, alia um design elegante e refinado a uma autonomia alargada e tecnologia intuitiva.

      Disponível com duas opções de bateria, de 52 kWh e 75 kWh, o novo Nissan LEAF oferece uma autonomia máxima de até 604 km, velocidades de carregamento de até 417 km em 30 minutos e um conjunto de tecnologias avançadas.

      Nesta nova geração, o Nissan LEAF oferece uma experiência de condução ainda mais refinada, eficiente e emocionante. Com um avançado sistema de propulsão elétrico 3 em 1 de última geração que integra o motor, inversor e o redutor numa única unidade, foi possível reduzir o peso e o tamanho, melhorar a eficiência energética e aumentar a dinâmica de condução.

      Todos estes atributos têm valido ao novo Nissan LEAF vários reconhecimentos internacionais. Foi eleito Carro do Ano, pelo jornal britânico The Sun, no âmbito dos The Motor Awards 2026, viu o seu sistema de propulsão conquistar um lugar entre o Wards 10 Best Engines & Propulsion Systems 2025 – 10 Melhores Motores e Sistemas de Propulsão de 2025, e foi eleito “Melhor Compacto do Mundo” nos Women’s Worldwide Car of the Year 2026.

        Mobilidade Corporativa: Eletrificação de frotas em Portugal triplica em três anos

        Um estudo “Car Policy Benchmark 2025”, promovido pela Ayvens, revela que 40% das frotas de passageiros analisadas já são eletrificadas. A maturidade das políticas de gestão e o foco no custo total de utilização (TCO) explicam a rápida transformação do setor.

        A gestão de frotas em Portugal atravessa um período de forte profissionalização e transição energética. De acordo com a edição de 2025 do Car Policy Benchmark, o índice de eletrificação das frotas de passageiros registou um crescimento exponencial, passando de 13% em 2022 para 40% em 2025. Dos cerca de 10 mil veículos de passageiros analisados, aproximadamente 4 mil já abandonaram os combustíveis fósseis tradicionais.

        Eficiência económica dita as regras

        A adoção de critérios de decisão mais analíticos é uma das conclusões centrais do estudo. Atualmente, 83% das empresas utilizam o TCO (Total Cost of Ownership) como métrica principal, permitindo uma visão holística dos custos para além da renda mensal.

        Para ilustrar esta viabilidade, o estudo apresentou um caso prático de uma substituição de frota de 220 viaturas: a transição de diesel para elétrico permitiu uma poupança objetiva de 2,5 milhões de euros num ciclo de quatro anos, demonstrando que os benefícios operacionais e fiscais compensam o aumento da renda do renting.

        Políticas de frota mais maduras e estáveis

        A gestão de frotas é hoje uma área altamente estruturada no tecido empresarial português. O estudo, que abrangeu 400 empresas de 11 setores, destaca:

        • Formalização: 96% das organizações possuem políticas de frota formalizadas.
        • Prazos Longos: A duração média dos contratos subiu para 51 meses. Cerca de 31% das empresas já contratam por cinco anos ou mais, uma subida drástica face aos 9% registados em 2022.
        • Plafonds de Renda: A substituição dos plafonds de aquisição por plafonds de renda é agora uma realidade em 82% das empresas, garantindo maior previsibilidade financeira.

        O fator humano e os desafios da infraestrutura

        Apesar da evolução tecnológica, o estudo auscultou mais de 3 mil condutores para identificar as principais barreiras à adoção plena. Embora 50% dos colaboradores se mostrem disponíveis para transitar de imediato para veículos 100% elétricos, a autonomia (31%) e as lacunas na rede pública de carregamento (26%) continuam a ser as principais preocupações.

        “O Car Policy Benchmark 2025 reforça a importância estratégica da gestão da frota. Este estudo mostra um mercado mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica”, afirma António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.

        Resumo dos Indicadores Chave

        Indicador20222025
        Eletrificação (Passageiros)13%40%
        Uso do TCO na decisão73%83%
        Duração Média dos Contratos47 meses51 meses
        Eletrificação (Mercadorias)1%10%

        Volvo apresenta o novo EX60 elétrico na Casa da Arquitetura com autonomia até 810 km

        A Volvo EX60 (2026) foi oficialmente apresentado em Portugal num evento realizado na Casa da Arquitetura, onde a Green Future Auto Magazine marcou presença para conhecer de perto aquele que promete ser um dos SUV elétricos mais importantes da marca sueca nos próximos anos.

        O novo modelo da Volvo posiciona-se como sucessor elétrico do popular Volvo XC60 e chega ao mercado como um SUV premium 100% elétrico, estreando a nova plataforma SPA3 com tecnologia cell-to-body, uma solução que integra diretamente as células da bateria na estrutura do veículo para melhorar eficiência, rigidez e autonomia.Autonomia e desempenho de referênciaO novo EX60 apresenta uma gama de versões com tração traseira e integral, incluindo:

      1. P6 (tração traseira)P10 AWD (tração integral)P12 AWD (versão topo de gama)

      2. Na versão mais potente, o SUV elétrico atinge até 680 cv, permitindo uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,9 segundos. Em termos de eficiência, a autonomia pode chegar aos 810 km (WLTP), um valor que coloca o modelo entre os elétricos com maior alcance no segmento.Carregamento ultra-rápido com arquitetura de 800 VOutro destaque é a nova arquitetura elétrica de 800 volts, que permite carregamentos de elevada potência. Em carregadores rápidos até 400 kW, o EX60 consegue recuperar 10% a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, ou adicionar aproximadamente 340 km de autonomia em apenas 10 minutos.Tecnologia avançada e foco na sustentabilidadeProduzido na Suécia, o novo EX60 reforça a estratégia sustentável da marca, com um elevado uso de materiais reciclados no habitáculo e nos componentes estruturais.No interior, a tecnologia também assume protagonismo. O sistema digital integra processadores Gemini desenvolvidos em parceria com a Nvidia e a Qualcomm, garantindo uma experiência de infoentretenimento avançada, com maior capacidade de processamento e atualizações constantes.Disponível para encomenda em PortugalO novo Volvo EX60 já pode ser encomendado em Portugal, com preços que começam abaixo dos 68.000 euros. A versão P6 Elétrico Plus arranca nos 67.906 euros, posicionando o modelo de forma competitiva face aos SUV elétricos premium da concorrência alemã.Segundo a marca, as primeiras entregas estão previstas para o verão de 2026.Durante o evento no Porto foi também confirmado que a gama será alargada no futuro, estando prevista uma versão “Cross Country” em 2027, reforçando o posicionamento do modelo para uma utilização mais aventureira.A Green Future Auto Magazine acompanhou de perto esta apresentação nacional e continuará a trazer todas as novidades sobre aquele que promete tornar-se num dos pilares da nova geração elétrica da Volvo.

        SDV: Desbloquear Oportunidades, Mas Não Sem Desafios

        A Ascensão do Veículo Definido por Software

        A indústria automóvel está a atravessar múltiplas transformações profundas em paralelo. Durante décadas, a inovação concentrou-se sobretudo na engenharia mecânica. Hoje, o software está a tornar-se um motor central de criação de valor. O surgimento do veículo definido por software (SDV – Software-Defined Vehicle) está a redefinir a forma como os automóveis são concebidos, produzidos, vendidos, atualizados e experienciados ao longo do seu ciclo de vida.

        Esta mudança vai muito além de simplesmente adicionar mais código aos veículos. Exige alterações fundamentais nas arquiteturas elétricas/eletrónicas (E/E), nos processos de desenvolvimento tanto do software como do veículo no seu todo, bem como nas relações com fornecedores e nos modelos de negócio.


        Separar os Ciclos de Desenvolvimento de Software e Hardware

        Tradicionalmente, o desenvolvimento de software automóvel estava fortemente associado aos ciclos de hardware do veículo. As grandes atualizações de software coincidiam com o lançamento de novos modelos ou com renovações de hardware. Os fornecedores entregavam software incorporado em unidades de controlo eletrónico (ECU) dedicadas e, uma vez implementados, os sistemas permaneciam em grande medida fixos.

        O paradigma SDV quebra esta dependência. Introduzido em larga escala pela Tesla em 2012, este modelo dissocia o software dos ciclos de desenvolvimento do hardware automóvel. O software torna-se modular, reutilizável entre plataformas e concebido para implementação contínua. Camadas de abstração entre hardware e software permitem atualizações sem necessidade de redesenhos físicos. Esta abordagem reduz tempos e custos de desenvolvimento, ao mesmo tempo que possibilita a melhoria contínua. Os veículos podem receber novas funcionalidades, melhorias de desempenho e correções de erros muito depois da entrega ao cliente.


        De ECUs Distribuídas à Computação de Alto Desempenho

        Os veículos convencionais dependem de dezenas — por vezes mais de 100 — ECUs distribuídas, cada uma responsável por uma função específica, como travagem, infoentretenimento ou climatização (HVAC). Esta arquitetura enfrenta limitações ao nível da escalabilidade, da largura de banda de dados e da capacidade de atualização.

        O SDV substitui este mosaico por uma arquitetura simplificada baseada em computadores de alto desempenho (HPCs) e controladores. O primeiro passo é frequentemente uma arquitetura baseada em domínios (por exemplo, um HPC para todas as funções relacionadas com o chassis) e, numa fase posterior, computação centralizada com controladores zonais. A Rivian, por exemplo, reduziu o número de controladores na sua plataforma R1 de 17 para 7, simplificando a cablagem e reduzindo-a em 2,6 km. A arquitetura Neue Klasse da BMW baseia-se em quatro “supercérebros” específicos por domínio, ligados a quatro controladores zonais. Estes últimos desempenham essencialmente funções de triagem de dados e distribuição de energia numa área física do veículo, enquanto a computação se concentra nos HPCs.

        Estas novas arquiteturas exigem soluções de rede a bordo com maior largura de banda. Além disso, a implementação de funções ADAS gera maiores fluxos de dados e requer baixa latência para maximizar a segurança. Para esse efeito, o Ethernet está a ganhar relevância, nalguns casos com cabos óticos, para ligar os HPCs aos controladores zonais.


        Reinventar a Cadeia de Fornecimento

        A transição para o SDV também está a transformar os modelos tradicionais de fornecimento. Em vez de adquirirem ECUs com software incorporado juntamente com o hardware que controlam, os fabricantes (OEMs) estão a investir em stacksde software modulares e abstraídos, plataformas de computação escaláveis e ecossistemas cada vez mais abertos. Grandes fornecedores como Bosch, Magna International, Denso, ZF Friedrichshafen e Valeo expandiram-se para os HPCs e para a integração de software. Aqueles que não possuem competências em eletrónica ou capacidade para desenvolver HPCs ou controladores perderão simplesmente receitas associadas às ECUs.

        Ao mesmo tempo, alguns OEMs, como Tesla, BYD, Xpeng e Rivian, desenvolvem os seus próprios stacks de software, HPCs e até chips de IA.

        A colaboração com gigantes tecnológicos, designers de semicondutores e fornecedores de serviços cloud tornou-se essencial. Empresas como Nvidia e Qualcomm, anteriormente fornecedores de nível 2 ou 3 (quando o eram), participam agora nas fases iniciais de desenvolvimento com os OEMs. Iniciativas setoriais procuram harmonizar normas e desenvolver soluções open-source, reconhecendo que a interoperabilidade é crítica.


        Atualizações Over-the-Air e Valor ao Longo do Ciclo de Vida

        Um dos benefícios mais visíveis do SDV são as atualizações de software over-the-air (OTA). Os fabricantes podem enviar melhorias de funcionalidades e recalls relacionados com software sem necessidade de visitas ao concessionário, reduzindo o incómodo para os consumidores. A Tesla demonstrou o potencial desta capacidade ao melhorar remotamente o desempenho de travagem poucos dias após receber críticas negativas aquando do lançamento do Tesla Model 3. Da mesma forma, a Rivian introduziu ou atualizou centenas de funcionalidades via OTA no seu primeiro ano de atividade. Esta capacidade aumenta a satisfação do cliente e deverá proteger os valores residuais.

        As atualizações OTA criam também novas oportunidades de monetização, permitindo desbloquear funcionalidades após a compra mediante subscrição ou pagamento único. Por exemplo, a Tesla oferece acelerações mais rápidas mediante pagamento; a Mercedes-Benz vende aumentos de potência por subscrição; e a Ford Motor Company disponibiliza o BlueCruise, um sistema ADAS de Nível 2, mediante mensalidade. OEMs como Stellantis e General Motors projetaram, em 2021, receitas relacionadas com software na ordem dos 20 mil milhões de dólares até 2030. No entanto, a monetização revelou-se mais complexa do que o esperado. Cobrar por funcionalidades anteriormente incluídas de série, como bancos aquecidos, gerou contestação. O sucesso dependerá antes da entrega de valor adicional genuíno, como hotspots Wi-Fi ou melhorias na assistência à condução.


        Uma Transição Exigente

        A transição para o SDV não é uma simples evolução, mas uma transformação profunda e multifacetada. Alguns dos desafios são técnicos. A compatibilidade hardware-software e a cibersegurança terão de ser asseguradas durante uma década ou mais após a venda do veículo. As normas de conectividade evoluem — por exemplo, de 5G para 6G — exigindo conceção de hardware orientada para o futuro. Os fabricantes terão igualmente de garantir margem suficiente de capacidade computacional para suportar futuras gerações de software sem necessidade de atualizações dispendiosas de hardware.

        Existem também desafios ao nível organizacional, incluindo cultura empresarial, escassez de talento, processos de engenharia e gestão da cadeia de abastecimento. A CARIAD, entidade de software do Volkswagen Group, enfrentou atrasos repetidos no desenvolvimento, levando ao lançamento tardio de veículos. Consequentemente, futuros modelos do grupo utilizarão arquiteturas E/E e stacks de software desenvolvidos em conjunto com a Xpeng para a China e com a Rivian para o resto do mundo. De forma semelhante, em meados de 2025, a Ford Motor Company cancelou o projeto FNV4 (Fully Networked Vehicle), optando por uma atualização menos ambiciosa da arquitetura existente.

        No início deste ano, a McKinsey & Company previu que 47% de todos os novos veículos vendidos globalmente em 2030 ainda utilizariam uma arquitetura distribuída, enquanto 41% apresentariam uma arquitetura baseada em domínios e 12% uma arquitetura zonal com computação centralizada. Esta última deverá atingir “apenas” 33% até 2035. Ainda há um longo caminho a percorrer.


        Líderes na Fronteira Digital

        Os novos intervenientes digitais estão a avançar mais rapidamente. Segundo o Digital Automaker Index 2025 da Gartner, os líderes incluem Tesla, Nio, Xiaomi, Xpeng, Li Auto e Rivian. Os primeiros automóveis da Xiaomi ilustram a convergência entre eletrónica de consumo e mobilidade. Os modelos SU7 e YU7 integram-se perfeitamente com smartphones e ecossistemas domésticos, executando sistemas operativos proprietários numa arquitetura centralizada.

        Os OEMs tradicionais não têm alternativa senão realizar esta transição. De acordo com um inquérito de 2025 conduzido pela McKinsey & Company, 38% dos proprietários de automóveis premium na Alemanha considerariam mudar de marca se a alternativa oferecesse uma melhor experiência digital.


        Rumo ao Veículo Definido por IA

        Embora os SDV ainda estejam a ser implementados em larga escala, a próxima etapa já começa a emergir, como demonstrado na Consumer Electronics Show deste ano: o veículo definido por IA (AIDV). Assente na computação centralizada e numa conectividade robusta, o AIDV integrará modelos avançados de inteligência artificial capazes de aprender, raciocinar e adaptar-se. Em vez de software determinístico a controlar comportamentos predefinidos, sistemas de IA multimodais melhorarão continuamente através de ciclos de dados na cloud e no próprio veículo. Agentes de IA irão gerir não só assistentes a bordo, mas também funções ao longo do ciclo de vida, desde o fabrico à manutenção preditiva. O veículo evoluirá de atualizável para adaptativo.

        Marc Amblard
        Managing Director, Orsay Consulting