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Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

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Tesla entregou os primeiros Model S Plaid

A Tesla entregou os primeiros Model S Plaid, na quarta-feira, num evento no qual o CEO Elon Musk detalhou todos os novos recursos que proporcionam maior rapidez e autonomia ao veículo. 

Musk enfatizou que o Model S Plaid não é apenas rápido, mas oferece um desempenho consistente, graças a uma nova bomba de calor e radiador que é duas vezes maior. Além disso, a Tesla anuncia que a nova bomba de calor oferece 30% mais alcance em clima frio, enquanto usa 50% menos energia para aquecimento. 

Quanto a especificações de desempenho, ficou esclarecido que o Model S Plaid pode atingir os 100 km/h em cerca de 2 segundos, percorrer o quarto de milha (402 metros) em 9,23 segundos e atingir uma velocidade máxima de 320 km/h, graças ao novo sistema trimotor com 1.020 cavalos de potência de pico. 

A autonomia ronda os 600 quilómetros (EPA) e é possível adicionar 30 em apenas 15 minutos, graças a um sistema de carregamento mais rápido.

Elon Musk defendeu o desempenho do veículo, com o objetivo de “ficar claro que os carros de energia sustentável podem ser os carros mais rápidos, os carros mais seguros e os mais incríveis em todos os sentidos”.

O Model S Plaid inclui um novo ecrã touch horizontal de 17 polegadas e um painel de instrumentos digital atrás do volante. Dispõe, ainda, de carregadores indutivos duplos na parte traseira e frontal com uma fonte de alimentação USB-C de 36 watts que pode carregar telefones, tablets ou portáteis. E, claro, ele vem com um novo processador poderoso, que permite correr jogos AAA.

O volante também foi alterado e perdeu a forma circular, assim como os botões físicos para selecionar os modos de condução. Agora, podem ser escolhidos através de um ecrã sensível ao toque para seleção manual. 

A Tesla entregou os primeiros 25 modelos Model S Plaid no evento e prometeu “várias centenas por semana em breve”, com planos de aumentar para cerca de 1.000 por semana no próximo motor. O preço começa nos 130.000 dólares, depois de a marca norte-americana ter aumentado o preço em 10.000 dólares.

Utilizadores de EV viajam mais do que os condutores de gasolina e diesel

Um estudo feito pela Nissan revelou que os condutores de veículos elétricos europeus viajam, em média, mais 630 quilómetros do que os europeus que conduzem veículos com motor de combustão interna. 

O estudo mostra que, anualmente, são percorridos cerca de 14.200 quilómetros por veículos elétricos, em média, enquanto os veículos a combustão percorrem 13.600 quilómetros.

Arnaud Charpentier, vice-presidente de Estratégia de Produto e Preços, Nissan AMIEO, declara que “esta pesquisa reitera que a condução elétrica não é apenas uma opção inteligente benéfica para o meio ambiente, mas também uma escolha divertida, emocionante e conveniente para os proprietários. Não é nenhuma surpresa que as pessoas agora conduzem EV em maiores distâncias do que carros a combustão. Estamos confiantes de que com mais EV na estrada dissipando mitos, a ansiedade de alcance ficará no passado”.

A maioria (69%) dos condutores de veículos elétricos está feliz com a infraestrutura de carregamento atualmente disponível. Da mesma forma, quase um quarto (23%) afirma que o mito mais comum sobre a condução de EV é que a infraestrutura de carregamento atual não é suficiente.

Quase metade (47%) dos condutores de veículos a combustão afirma que a principal vantagem de um carro a gasolina ou diesel é a maior autonomia. Da mesma forma, a maioria dos proprietários de veículos a combustão (58%) disse que a sua maior preocupação é a baixa autonomia dos EV.

Uma exploração mais aprofundada dos fatores que convenceriam os condutores a mudar revela que 38% dos motoristas têm no alcance o maior fator de atração. No entanto, apesar desses resultados, aqueles que já se converteram ao carro elétrico neutralizam esses medos com segurança. Cerca de 70% dos condutores de EV notam que a sua experiência em termos de autonomia e alcance foi melhor do que esperavam, salientando que o alcance não deve ser um fator de dissuasão para a mudança para um EV.

A pesquisa também revela uma forte desconexão em torno do carregamento e da infraestrutura dos motoristas de EV que atualmente utilizam as instalações, e a impressão dos motoristas de ICE que ainda não se beneficiaram deles, destacando pontos de vista totalmente diferentes: cerca de 56% dos condutores a combustão não consideram um EV porque acreditam não haver pontos de carregamento suficientes, 56%  aponta o preço mais elevado e  48% sugere que não há infraestruturas públicas de carregamento suficientes.

No entanto, para mais de um quarto dos motoristas de EV, os fatores mencionados acima são os maiores mitos da mobilidade elétrica. 

Solução da Michelin para auxiliar a descarbonização das operações marítimas

No último evento Movin’On da Michelin, o fabricante de pneus revelou a WISAMO (Wing Sail Mobility) – uma vela insuflável telescópica e automatizada que pode ser instalada em navios porta-contentores e em pequenas embarcações de recreio.

Esta é uma das visões de sustentabilidade da Michelin. A vela insuflável aproveitará o vento – uma fonte de propulsão gratuita, universal e infinita – para vários navios, incluindo embarcações de carga, tal como Michel Desjoyeaux, capitão de renome mundial e embaixador do projeto, explicou: “a propulsão eólica oferece um caminho muito promissor para melhorar o impacto ambiental dos navios mercantes”. 

Com a instalação do sistema de propulsão insuflável, espera-se que as embarcações reduzam o consumo de combustível e as emissões de CO2, resultando num menor impacto no meio ambiente durante as operações. As aplicações mais adequadas para a vela insuflável incluem navios graneleiros e petroleiros. A tecnologia pode ser instalada em navios recém-construídos ou adaptada a navios atualmente em serviço. A Michelin estima que o sistema pode melhorar a eficiência de combustível de um navio em até 20%.

A enorme vela insuflável pode ser utilizada em qualquer rota de navegação. e provou ser eficaz em diferentes pontos de vela, especialmente em barlavento, quando a vela está recolhida. O mastro telescópico é projetado para ser retrátil, permitindo que os navios entrem nos portos e passem por baixo das pontes com facilidade.

O sistema WISAMO será instalado pela primeira vez num navio mercante em 2022, e a produção do sistema insuflável seguirá após a conclusão de uma fase de teste.

Comprar um carro e pagá-lo com arte

Artistas e colecionadores de arte podem, a partir de agora, comprar um Polestar 1 com arte. O fabricante sueco, conhecido por explorar novas formas de atuar na indústria automóvel, disponibiliza agora uma forma alternativa de comprar o seu híbrido de performance antes do final da produção, previsto para o final deste ano. Aos potenciais compradores é oferecida a oportunidade de pagar o veículo de 155.000 euros através da troca por obras de arte que possuam.

Thomas Ingenlath, CEO de Polestar, afirma: “Adoro a ideia de permitir que artistas e colecionadores comprem um Polestar 1 com arte; é um automóvel tão especial e queríamos encontrar uma forma única de o celebrar antes que a sua produção termine. É construído artesanalmente, é precioso e tangível, muito semelhante a uma obra de arte”.

A iniciativa da Polestar surge no quadro de um boom no mercado de arte, com o aparecimento de novas formas de intercâmbio de obras, deste tokens não-fungíveis (NFT, non-fungible tokens) até a um par de sapatilhas desenhadas por Kanye West, leiloado por 1,8 milhões de dólares – além dos máximos atingidos recentemente por obras de arte, clássicas e contemporâneas.

“Historicamente, muitas transações de arte importantes tiveram lugar fora do que hoje associamos ao mercado da arte”, diz Theodor Dalenson, consultor privado que colabora com a Polestar nesta iniciativa e antigo membro da administração de instituições como o Moderna Museet de Estocolmo, Perez Miami Art Museum, Guggenheim Foundation, Aspen Art Museum e Americans for the Arts.

“Há centenas de anos que o comércio de arte tem lugar principalmente entre artistas e mecenas. Sabemos que pintores como Picasso trocavam esboços por refeições em restaurantes. A iniciativa da Polestar é essencialmente uma extensão muito natural da tradição de utilizar arte como pagamento por bens preciosos”.

A Polestar considera todas as formas de arte, incluindo pinturas, esculturas, fotografias e instalações. As propostas serão analisadas por Dalenson e, se consideradas relevantes, receberão uma avaliação de duas das maiores leiloeiras, a Sotheby’s e a Philips. A Polestar pretende, depois de um período de propiedade, vender as obras, quer seja através destas leiloeiras ou por intermédio dos marchands que representam os artistas.

Esta iniciativa inovadora tem início a 10 de junho e estende-se até 15 de agosto, na Europa e América do Norte.

Em abril de 2021 foi revelada uma edição especial do Polestar 1, no Salão Automóvel de Xangai, com uma pintura exterior em dourado mate, em contraste com as pinças dos travões e jantes em preto. No interior, sobressaem também as costuras douradas. Foram construídas 25 unidades, e algumas destas serão elegíveis para a iniciativa.

A escassez que vai gerar riqueza, bem-estar social e comportamentos mais verdes

A escassez que vai gerar riqueza, bem-estar social e comportamentos mais verdes

Opinião de Gil Nadais

A escassez de bicicletas no mercado é um problema que já dura há mais de um ano e é consequência do aumento inesperado da procura, com a pandemia a acelerar este processo. O que era já uma tendência, motivada por questões ambientais, transformou-se numa necessidade quando as populações passaram a buscar um meio de transporte que lhes permitisse deslocarem-se com segurança e respeitando o isolamento social.

Por outro lado, há também a questão da prática desportiva. Os europeus descobriram a bicicleta como uma forma de sair de casa, de contrariar confinamentos, fazer exercício de uma forma solitária e mantendo a distância de segurança. O ar livre foi redescoberto e a bicicleta foi o meio.

A indústria cresceu e aumentou a oferta, mas o ritmo da produção não chega para as encomendas. A escassez de matérias-primas deverá em breve refletir-se nos preços. Esta situação é a realidade atual da indústria das duas rodas e não só. Nunca se produziram tantas bicicletas em Portugal como agora. Em 2019, produziram-se em território nacional dois milhões e 700 mil bicicletas, tendo o nosso país sido o maior produtor da União Europeia.

Ainda não há dados oficiais relativos a 2020, mas não obstante a pandemia, que obrigou a uma paragem de dois meses, aumentámos em cinco por cento as exportações, o que representa o grande esforço do setor, assim como a sua vitalidade e o seu crescimento, em novos componentes e novas unidades e produção de componentes e reforço de empresas de montagem de bicicletas.

O problema atual é que nem Portugal nem a Europa são completamente autónomos na produção de bicicletas. Apesar de Portugal ter, neste setor, fábricas tecnologicamente muito evoluídas, únicas no mundo, há componentes fabricados exclusivamente na Ásia. Esta realidade afeta não só o setor das duas rodas mas, hoje em dia, a quase totalidade da produção industrial.

Reformular a produção exige automação, exige dinheiro e tempo. Será necessário adaptar os processos, porque alguns métodos de produção asiáticos não são muito bem vistos no Ocidente, onde temos uma produção muito mais ecológica e com recurso a menos mão-de-obra barata.

Além disso, acredito que nos próximos anos o grande boom no mercado das bicicletas vai ser nas e-bikes. A bicicleta elétrica está a ganhar terreno no centro da Europa e mesmo em Portugal. O mundo está agora mais plano. Não há subidas, só há planos e descidas, porque quando aparece uma subida ‘dá-se’ um bocadinho mais de motor e continuamos praticamente sem fazer esforço; recordo que o motor só apoia o ato de pedalar.

É justamente na área da fabricação de motores e componentes eletrónicos que é hoje urgente repensar a forma de estar e de produzir. Componentes como chips eletrónicos são hoje um bem escasso. A pandemia explica muitas das dificuldades que todo o setor industrial e o da mobilidade em particular atravessam e situações como a crise motivada pelo encalhamento do Ever Given, no Canal do Suez, obrigam-nos a rever o atual modelo económico.

E isto não tem só a ver com bicicletas. A situação, no que se refere a matérias-primas, está instável. Neste momento o alumínio subiu mais de 50%, há escassez de polímeros, de terras raras, há escassez de aços e os preços estão a disparar.

Portanto, dizer que tudo vai estar de acordo com as necessidades do mercado daqui a um ano é fazer uma futurologia que eu penso que não é possível, de forma alguma, arriscar neste momento, em que há empresas a trabalhar com horizontes de encomendas a dois e três anos.

As soluções, que apontam para cadeias de distribuição curtas e a consequente reindustralização, terão que ser uma grande aposta não só da Europa mas também do mundo. Numa perspetiva meramente economicista, o mercado não pode ficar refém dele mesmo.

Por outro lado, existem também as necessidades de saúde, reforço, e as necessidades ecológicas. Os espaços urbanos lutam pela descarbonização, por modos de vida mais saudáveis, pelo distânciamento social e tudo isso vai levar a que haja uma cada vez maior utilização de bicicletas e veículos similares.

As pessoas começaram a fazer mais vida de bicicleta. Depois do primeiro confinamento perceberam que até podiam ir trabalhar de bicicleta. Criaram esse hábito e não deixaram de o ter.

A mobilidade está a sofrer grandes alterações, a mobilidade nas cidades, os hábitos de vida das pessoas, estão a mudar também e tudo isto que começou antes da pandemia, ‘acelerou’ com a COVID-19.

Não consigo prever quando terminará este problema de escassez, mas uma coisa parece certa: os preços deverão aumentar. A indústria já está a sentir quando compra. Há matérias-primas que duplicaram de preço. Os consumidores ainda não estão a sentir, mas vão lá chegar. E isto não é só no setor das duas rodas. É geral.

Pelo nosso lado, estamos a trabalhar, a desenvolver o tecido industrial e a implementar processos. O próprio Portugal Bike Value, que muito em breve vai lançar o primeiro Showroom Virtual, é disso um bom exemplo e, por isso mesmo, olho para o copo meio cheio e entendo que, muito em breve, Portugal vai reforçar ainda mais a liderança que detém no setor da mobilidade suave.

As autoestradas e os caminhos do futuro para a mobilidade sustentável

As autoestradas e os caminhos do futuro para a mobilidade sustentável

Opinião de António Nunes de Sousa

Presidente da APCAP – Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem

No ano em que a APCAP – Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagens – celebra vinte anos de existência, é oportuno refletir sobre o futuro de um setor que tanto tem contribuído para a mobilidade dos portugueses nestas últimas duas décadas. 

O balanço dos primeiros 20 anos de vida da Associação é francamente positivo, por tudo aquilo que os seus Associados foram capazes de criar para a sociedade: uma rede de vias rodoviárias de alta capacidade de grande qualidade, com elevados padrões de operação e de manutenção, incluindo um serviço de transações eletrónicas de portagem (mais de 80%) que é um exemplo para todo o mundo. Somos hoje 24 concessionárias privadas e subconcessionárias, incluindo das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, com uma rede com a extensão total de 3.636 km, dos quais 2.580 têm portagem. 

Mas chegados aqui e num momento difícil devido à pandemia, na qual o setor tem demonstrado grande resiliência na prestação do serviço público a que se obrigou, estamos prontos para os desafios das próximas décadas. Desafios esses que passarão por uma aceleração da transição digital e da sustentabilidade nas nossas operações e também pela integração de novos tipos de mobilidade na nossa rede e pela complementaridade com outros modos de transporte. 

Hoje, a grande maioria dos acionistas das nossas concessionárias são investidores internacionais de longo prazo, com preocupações de sustentabilidade e seguidores dos princípios ESG – Ambientais, Sociais e de Governança. As concessões são, elas próprias, projetos longos (30 a 35 anos), nos quais a perenidade e a sustentabilidade do negócio é fundamental. O caminho que já começámos a preparar passa por três pilares fundamentais: Promover a Segurança Rodoviária, Contribuir para o Combate às Mudanças Climáticas e Promover a Mobilidade Sustentável. 

O número de vítimas de acidentes rodoviários em Portugal é ainda incomportável. Apesar da circulação em autoestrada ser bastante mais segura do que no restante tipo de vias, os esforços para diminuir o número de acidentes terão de ser de todos. Para isso, estamos a prever a instalação de equipamentos e sistemas para informar os utilizadores em tempo real sobre incidentes ou constrangimentos; novos equipamentos e sistemas de vigilância de tráfego, com cobertura total das infraestruturas, incluindo a introdução de drones, e sistemas de controlo de velocidade média. 

Para a contribuição no combate às alterações climáticas, é urgente o investimento na descarbonização do transporte rodoviário com a criação de uma rede de grande capilaridade de infraestruturas de carregamento de combustíveis alternativos, nomeadamente, carregadores elétricos rápidos e postos de abastecimento de hidrogénio verde. 

Assim, alguns associados começaram a implementar programas, em conjunto com fornecedores de energia, para a instalação de carregadores ultrarrápidos previsto já para este verão. São já comuns os investimentos para a utilização de áreas disponíveis (em centros operacionais, praças de portagem, áreas internas de nós de ligação) com fácil conexão à rede elétrica, para instalação de centrais de produção de energia renovável para autoconsumo e disponibilização à rede, bem como programas de eficiência energética nas infraestruturas e para as frotas próprias de veículos. 

Mas, conscientes de que os padrões de acesso às grandes cidades têm de mudar no futuro próximo, os nossos associados estão também disponíveis para participar em investimentos que promovam a gestão dessa mobilidade e reduzam o congestionamento nas áreas urbanas, aproveitando o reconhecido know-how dos gestores de autoestradas e pontes na gestão de modelos complexos e na tarifação do tráfego por via eletrónica. 

A contribuição para a mobilidade sustentável passa também pela instalação de uma rede de equipamentos que permita novos modelos de comunicação veículo-infraestrutura e veículo-veículo em tempo real, inclusive em áreas urbanas, nomeadamente através da cobertura universal das infraestruturas com redes 5G, e de investimentos que garantam proteção contra ciberataques à rede nacional de mobilidade. 

Estamos prontos para as transformações que nos levarão a um país mais sustentável e para continuarmos a desempenhar um papel muito importante na mobilidade dos portugueses. 

António Nunes de Sousa é licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e pós-graduado em Gestão de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa. 
É presidente da APCAP – Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem desde março de 2019 e vice-presidente da ASECAP (Associação europeia) no mandato de 2021. 
Exerce ainda funções de assessor da Conselho de Administração do grupo Brisa e de administrador não executivo na Brisa Concessão Rodoviária. 

Suzuki Across 2.5 GLX AWD PHEV

Minuto AutoMagazine: Suzuki Across 2.5 GLX AWD PHEV

Nesta semana apresentamos o ensaio que efetuámos ao primeiro híbrido plug-in da Suzuki, o Across 2.5 GLX AWD.

Suzuki Across 2.5 GLX AWD PHEV

Potência máxima (Combinada): 306 cv

Bateria: 18.1 kWh

Autonomia (modo elétrico; WLTP): 75 km

Aceleração (0-100 km/h): 6 segundos

Velocidade máxima: 180 km/h

Tração: 4×4

Consumo: 6,6 l/100 km

Preço: desde 58.702 €

Entrevista: Erika Myers, uma das mulheres mais influentes no setor dos VE em 2021

Entrevista: Erika Myers, uma das mulheres mais influentes no setor dos EV em 2021

O Green Future AutoMagazine entrevistou Erika Myers, uma das mulheres mais influentes no setor dos veículos elétricos em 2021. Atualmente é Global Senior Manager no World Resources Institute Ross (WRI) para cidades sustentáveis.

A nossa convidada identifica oportunidades para eletrificar o transporte, incluindo a implementação de infraestrutura e métodos de integração para transporte público e outras frotas municipais, em várias cidades mundiais.  

Quais são os principais objetivos e responsabilidades do Ross Center for Sustainable Cities, no âmbito do World Research Institute?

O Centro WRI Ross para Cidades Sustentáveis ​​abriga muitas equipas, incluindo a nossa equipa de mobilidade elétrica. Em conjunto, trabalhamos para reduzir os desafios do desenvolvimento sustentável nas maiores cidades do mundo. Atualmente, o transporte é responsável por 24% das emissões de CO2 a nível global, com o transporte rodoviário como responsável por quase 75% do total das emissões de em 2018. O nosso objetivo é reduzir essas emissões, ajudando os habitantes da cidade a evitar viagens desnecessárias, mudando os meios de transporte para modos de emissão mais baixos e melhorando a produção geral de emissões. Os planos para reduzir essas emissões dependem cada vez mais da eletrificação do transporte em grande escala e trabalhamos com as cidades para desenvolver os planos de transição para VE necessários, de forma a facilitar tal mudança.

Trabalhar nas últimas duas décadas nos setores da energia limpa, combustíveis alternativos e energia distribuída, permite-lhe ter uma visão e uma opinião profundas sobre a mobilidade sustentável. Qual é a realidade de hoje e quais as expectativas para um futuro próximo?

A mobilidade sustentável é mais do que apenas substituir um motor de combustão interna por um motor elétrico. Se quisermos levar a sério as reduções de emissão de carbono, precisamos de incentivar todos os modos de transporte, melhorar a segurança para pedestres e ciclistas, financiar totalmente e melhorar o transporte coletivo e fazer a transição para combustíveis alternativos, como a eletricidade, tão simples e barata quanto possível. Temos uma oportunidade única de redesenhar todo o nosso sistema de transporte com as forças disruptivas da eletrificação e das mudanças no setor de energia. Vejo isso como uma oportunidade de injetar liderança de pensamento real em políticas e regulamentos que terão um impacto real e duradouro que podem reduzir as emissões, aumentar o acesso a transporte limpo e melhorar a nossa qualidade de vida.

Como vê a integração de todos os tipos de transporte (veículos, autocarros, comboios, bicicletas, motas, navios) para termos cidades realmente sustentáveis?

Imagino muitas coisas no futuro de uma cidade sustentável, mas aqui está uma imagem com a qual me posso relacionar pessoalmente.
Imagino um mundo em que seja tão fácil para uma família de quatro pessoas ir ao trabalho e à escola com bicicletas quanto conduzir o carro. O que será necessário para que isso aconteça? 1) grandes melhorias na segurança e fiscalização nas estradas, 2) ciclovias melhoradas que são bem conservadas, livres de detritos e separadas do tráfego rodoviário por barreiras físicas, 3) uma bicicleta que pode tornar essa viagem mais fácil, como uma e-bike, para um pai / mãe que trabalha, e 4) estruturas de apoio no local, como uma boleia para casa usando vários outros modos, caso haja uma emergência e os pais precisem de voltar rapidamente.
Vejo a integração de muitos modos de transporte de baixo carbono como a regra para a mobilidade sustentável, e não uma exceção, no futuro.

Qual será o papel dos veículos elétricos num quadro geral?

Veículos elétricos ligeiros, médios e pesados ​​são essenciais para reduzir 75% das emissões globais de transporte. O WRI é um parceiro formal da campanha Drive Electric (www.driveelectriccampaign.org/), que visa a eletrificação de veículos 100% até 2050, com os seguintes marcos: todos os novos autocarros, incluindo autocarros escolares, e veículos de duas e três rodas serão elétricos até 2030; todos os veículos de passageiros novos devem ser elétricos até 2035 e, por último, todos os novos camiões de carga devem ser elétricos até 2040.
O WRI acredita que esse objetivo é absolutamente possível e será essencial para o futuro da mobilidade sustentável.

Qual é a sensação de ter sido escolhida como uma das mulheres mais influente no EV 2021?

Sinto-me muito honrada por ser reconhecida entre um grupo tão talentoso de líderes em mobilidade elétrica. Acho que esse tipo de reconhecimento é importante para destacar o trabalho das nossas colegas – especialmente numa indústria fortemente dominada por homens. Eu gostaria de ver essa tendência mudar.

Para a Erika, existe um papel especial para as mulheres na eletrificação?

Há um papel absolutamente especial para as mulheres que são a chave para desbloquear o potencial da indústria de EV, mas têm sido amplamente negligenciadas – não apenas como consumidoras, mas como contribuintes valiosas para este campo em crescimento. Nos EUA, as mulheres influenciam mais de 80% das decisões de compra de veículos e compram mais de metade de todos os carros novos, mas representam menos de 25% da força de trabalho automóvel. Eu acredito que as mulheres são melhores a vender a ideia de VEs para mulheres, e é por isso que criei um blog especificamente que aborda as preocupações das mulheres em www.electricvehiclelove.com.

O Green Future AutoMagazine acredita que a penetração profunda dos veículos elétricos precisa de uma infraestrutura elétrica muito boa suportada por redes inteligentes. Como avalia as conquistas relacionadas ao carregamento elétrico e as melhorias relacionadas à autonomia da bateria elétrica?

Uma rede estável e confiável é crítica para garantir que as pessoas se sintam confortáveis ​​ao trocar os combustíveis dos veículos. Se as nossas redes não forem capazes de acomodar esses novos carregamentos, tiverem problemas de fiabilidade devido a eventos climáticos (por exemplo, impactos das mudanças climáticas) ou se tornarem muito caras para manter, resultando no aumento de preços para os consumidores, isso terá impactos prejudiciais nas vendas de EV. Devemos planear com antecedência e usar todas as ferramentas para nos prepararmos para um grande crescimento de energia, já que as concessionárias estão a reduzir simultaneamente as emissões de carbono.

A Erika acredita que a transição elétrica é a chave para reduzir as emissões ou há outras questões a serem levadas em consideração com maior relevância para esta realidade mundial?

Existem muitas outras estratégias climáticas que precisamos de seguir paralelamente à descarbonização do nosso setor de energia, algumas das quais são discutidas no Centro Climático do WRI (https://www.wri.org/climate ), mas achamos que a energia é uma parte importante dessa transformação e a vantagem dos veículos elétricos é que eles podem resolver dois problemas – descarbonizar o transporte e fornecer armazenamento de energia para apoiar o aumento da implementação de energia renovável.

Pode descrever algumas iniciativas relevantes do WRI que podem ser aplicadas na Europa?

Muitas das iniciativas do WRI, incluindo o nosso trabalho de mobilidade elétrica, podem aplicar-se à Europa. Eu encorajaria todos a visitar o nosso site para saber mais, www.wri.org .

Acredita que as Cidades Inteligentes serão um conceito para a nossa geração ou será apenas possível para as futuras?

As cidades inteligentes DEVEM ser um conceito implementado durante a nossa geração se quisermos um mundo futuro que seja justo, seguro e sustentável.

Lisboa tem mais de 200 novos lugares para estacionar bicicletas

A Rede BiciPark abriu, na segunda-feira, em 13 dos 39 Parques de Estacionamento da EMEL, com um total de 238 lugares, seguros e de fácil acesso, dos quais 214 para bicicletas convencionais e 24 para bicicletas de carga, bastando fazer o respetivo registo online através de ‘O meu perfil EMEL’ para se ter acesso a estes espaços. 

Estes espaços resultam do trabalho de pesquisa aos hábitos dos utilizadores de bicicleta em Lisboa, desenvolvido no âmbito do projeto VoxPop, com investimento do projeto Sharing Cities, que permitiu identificar as principais falhas sentidas pelos ciclistas urbanos, nomeadamente o receio do furto e a incerteza quanto à indisponibilidade de estacionamento.

Luís Natal Marques, Presidente do Conselho de Administração da EMEL, declara que “as alterações da mobilidade em Lisboa têm sido para nós, na EMEL, um desafio diário. Um desafio que tomámos em mãos, pois estamos plenamente conscientes da importância que a bicicleta representa na mobilidade dos residentes e das residentes de Lisboa e de quem trabalha, estuda e circula na cidade”. 

A rede BiciParks EMEL encontra-se nos Parques de Estacionamento do Lumiar, Telheiras Nascente, Telheiras Poente, Cosme Damião, Alto dos Moinhos, Teixeira de Pascoaes, Rego, Manuel Gouveia, Casal Vistoso, Sousa Pinto, Campo de Ourique, Graça e Chão do Loureiro.

Os BiciPark EMEL têm acesso reservado a utilizadores maiores de 18 anos, com registo prévio em ‘O meu perfil EMEL’ e é gratuito para residentes de Lisboa que não disponham de dístico de residente, dístico verde ou avença automóvel em parque de estacionamento EMEL. Além disto, o acesso é feito com cartão VIVA previamente carregado com passe BiciPark e a tarifa mensal é de sete euros.

As bicicletas, bem como outros meios de deslocação suave em conjugação com os transportes públicos têm um peso importante no meio ambiente e Luís Natal Marques acrescenta que este é “mais um investimento da Empresa na mobilidade urbana, que contribui para uma capital 15 minutos mais sustentável e cada vez mais verde”.