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Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

GFAM

Opel Corsa YES chega com nova cor Laranja Koral e mais equipamento de série

Aquele que é o automóvel mais vendido na Alemanha nos últimos cinco anos torna-se agora ainda mais atrativo: a Opel apresenta a Edição Especial Corsa YES, com uma nova cor apelativa, que tornará o best-seller num verdadeiro chamariz, além de o dotar de série com alguns conteúdos adicionais. O Corsa YES está, a partir de agora, disponível na cor viva Laranja Koral, que se prolonga para o interior através de detalhes na mesma tonalidade, complementados por outros elementos de série de alta qualidade, desde os ecrãs digitais, em todas as variantes, até ao volante em couro sintético vegan. O Corsa YES estará disponível a partir de 19.525 €1.

O exclusivo acabamento metalizado Laranja Koral chama a atenção à distância. A sua elegante aparência é realçada pelo tejadilho em preto carbono e pelas jantes de liga leve de 16 polegadas, em preto e prateado, com efeito corte de Diamante. Por outro lado, no interior, destacam‑se os estofos pretos ‘Banda’, um revestimento com aspeto de pele premium enriquecido por riscas e costuras em laranja que prolongam o tema cromático da carroçaria. A mesma linguagem visual está presente noutros apontamentos em laranja que percorrem as portas e o painel de instrumentos, complementados pelo forro do tejadilho em preto.

O volante, achatado na parte inferior e revestido com couro artificial vegan de série na edição especial YES, também é sinónimo de conforto com sustentabilidade. O sistema de infoentretenimento multimédia com um ecrã tátil de 10 polegadas e um ecrã de informação de condução de 7 polegadas oferece o melhor entretenimento e conectividade. Ao contrário de outras versões, os ecrãs do Corsa YES são agora totalmente digitais em todas as motorizações – independentemente de os clientes optarem por um motor a gasolina, híbrido ou totalmente elétrico.

É possível equipar ainda mais o Corsa YES. O Pack Conforto oferece travão de estacionamento elétrico (de série no Corsa Electric YES), apoio de braço central com compartimento de arrumação e duas chaves com comando à distância, a partir de 150 €. Já o novo Pack Tecnologia YES, que inclui funcionalidades como a câmara de marcha‑atrás de 130 graus, assistência de estacionamento à frente e atrás, espelhos exteriores aquecidos e eletricamente ajustáveis, sistema de arranque sem chave Keyless Start, entre outras, garante uma experiência de condução ainda mais descontraída, a partir de 525 €. Para quem preferir uma cor mais discreta, o Corsa YES está também disponível no tom Verde Eucalyptus – novamente com costuras, riscas e detalhes a condizer na porta e no painel de instrumentos – por um custo adicional de 590 €.

Informação de Consumos e Emissões 

Valores combinados de acordo com o WLTP

Opel Corsa Electric 100 kW (136 cv) – Consumo de energia: 15,7-16,2 kWh/100 km; Emissões de CO2: 0 g/km; Etiqueta de CO2: A.

Opel Corsa Electric 115 kW (156 cv) – Consumo de energia: 14,2-14,5 kWh/100 km; Emissões de CO2: 0 g/km; Etiqueta de CO2: A.

Opel Corsa Hybrid 81 kW (110 cv) – Consumo de combustível: 4,5-4,6 l/100 km; Emissões de CO2: 102-104 g/km; Etiqueta de CO2: C

Opel Corsa Hybrid 107 kW (145 cv) – Consumo de combustível: 4,6-4,7 l/100 km; Emissões de CO2: 103-105 g/km; Etiqueta de CO2: C

Opel Corsa 1.2 – Consumo de combustível: 5,1-5,3 l/100 km; Emissões de CO2: 116-119 g/km; Etiqueta de CO2: D

Valores de autonomia determinados de acordo com a metodologia do procedimento de ensaio WLTP (R (CE) n.º 715/2007, R (UE) n.º 2017/1151). A autonomia real pode variar em condições quotidianas e depende de vários fatores, em particular do estilo de condução pessoal, das caraterísticas do percurso, da temperatura exterior, da utilização de aquecimento e ar condicionado e do pré-condicionamento térmico. 

Os valores de um veículo não dependem apenas da utilização eficiente do combustível, mas são também influenciados pelo comportamento de condução e por outros fatores não técnicos.

Novo Nissan LEAF é um dos 3 finalistas nos World Car Awards 2026

O novo Nissan LEAF é um dos 3 finalistas nos World Car Awards 2026, demonstrando potencial da terceira geração do pioneiro automóvel elétrico de produção em série.

Nesta nova edição dos World Car Awards, o novo Nissan LEAF está selecionado para dois prémios. Além de candidato à vitória geral de “World Car of The Year 2026”, está ainda nos finalistas da categoria “World Electric Vehicle”.

Com esta nomeação, o Nissan LEAF vê reconhecida a qualidade do seu desempenho e tecnologia e demonstra que continua a ser um modelo de força depois de ter tido um papel preponderante na transição para a mobilidade elétrica.

Os World Car Awards são escolhidos por um júri composto por 98 jornalistas internacionais do setor automóvel de 33 países, entre eles Portugal. Os finalistas são selecionados por votação selada e os vencedores serão anunciados no dia 1 de abril, no Salão Internacional do Automóvel de Nova Iorque de 2026.

Sobre o novo Nissan LEAF

O novo Nissan LEAF, a terceira geração do modelo elétrico pioneiro, continua a liderar a estratégia de eletrificação da Nissan. Pensado para o condutor de hoje, alia um design elegante e refinado a uma autonomia alargada e tecnologia intuitiva.

Disponível com duas opções de bateria, de 52 kWh e 75 kWh, o novo Nissan LEAF oferece uma autonomia máxima de até 604 km, velocidades de carregamento de até 417 km em 30 minutos e um conjunto de tecnologias avançadas.

Nesta nova geração, o Nissan LEAF oferece uma experiência de condução ainda mais refinada, eficiente e emocionante. Com um avançado sistema de propulsão elétrico 3 em 1 de última geração que integra o motor, inversor e o redutor numa única unidade, foi possível reduzir o peso e o tamanho, melhorar a eficiência energética e aumentar a dinâmica de condução.

Todos estes atributos têm valido ao novo Nissan LEAF vários reconhecimentos internacionais. Foi eleito Carro do Ano, pelo jornal britânico The Sun, no âmbito dos The Motor Awards 2026, viu o seu sistema de propulsão conquistar um lugar entre o Wards 10 Best Engines & Propulsion Systems 2025 – 10 Melhores Motores e Sistemas de Propulsão de 2025, e foi eleito “Melhor Compacto do Mundo” nos Women’s Worldwide Car of the Year 2026.

    Mobilidade Corporativa: Eletrificação de frotas em Portugal triplica em três anos

    Um estudo “Car Policy Benchmark 2025”, promovido pela Ayvens, revela que 40% das frotas de passageiros analisadas já são eletrificadas. A maturidade das políticas de gestão e o foco no custo total de utilização (TCO) explicam a rápida transformação do setor.

    A gestão de frotas em Portugal atravessa um período de forte profissionalização e transição energética. De acordo com a edição de 2025 do Car Policy Benchmark, o índice de eletrificação das frotas de passageiros registou um crescimento exponencial, passando de 13% em 2022 para 40% em 2025. Dos cerca de 10 mil veículos de passageiros analisados, aproximadamente 4 mil já abandonaram os combustíveis fósseis tradicionais.

    Eficiência económica dita as regras

    A adoção de critérios de decisão mais analíticos é uma das conclusões centrais do estudo. Atualmente, 83% das empresas utilizam o TCO (Total Cost of Ownership) como métrica principal, permitindo uma visão holística dos custos para além da renda mensal.

    Para ilustrar esta viabilidade, o estudo apresentou um caso prático de uma substituição de frota de 220 viaturas: a transição de diesel para elétrico permitiu uma poupança objetiva de 2,5 milhões de euros num ciclo de quatro anos, demonstrando que os benefícios operacionais e fiscais compensam o aumento da renda do renting.

    Políticas de frota mais maduras e estáveis

    A gestão de frotas é hoje uma área altamente estruturada no tecido empresarial português. O estudo, que abrangeu 400 empresas de 11 setores, destaca:

    • Formalização: 96% das organizações possuem políticas de frota formalizadas.
    • Prazos Longos: A duração média dos contratos subiu para 51 meses. Cerca de 31% das empresas já contratam por cinco anos ou mais, uma subida drástica face aos 9% registados em 2022.
    • Plafonds de Renda: A substituição dos plafonds de aquisição por plafonds de renda é agora uma realidade em 82% das empresas, garantindo maior previsibilidade financeira.

    O fator humano e os desafios da infraestrutura

    Apesar da evolução tecnológica, o estudo auscultou mais de 3 mil condutores para identificar as principais barreiras à adoção plena. Embora 50% dos colaboradores se mostrem disponíveis para transitar de imediato para veículos 100% elétricos, a autonomia (31%) e as lacunas na rede pública de carregamento (26%) continuam a ser as principais preocupações.

    “O Car Policy Benchmark 2025 reforça a importância estratégica da gestão da frota. Este estudo mostra um mercado mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica”, afirma António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.

    Resumo dos Indicadores Chave

    Indicador20222025
    Eletrificação (Passageiros)13%40%
    Uso do TCO na decisão73%83%
    Duração Média dos Contratos47 meses51 meses
    Eletrificação (Mercadorias)1%10%

    Volvo apresenta o novo EX60 elétrico na Casa da Arquitetura com autonomia até 810 km

    A Volvo EX60 (2026) foi oficialmente apresentado em Portugal num evento realizado na Casa da Arquitetura, onde a Green Future Auto Magazine marcou presença para conhecer de perto aquele que promete ser um dos SUV elétricos mais importantes da marca sueca nos próximos anos.

    O novo modelo da Volvo posiciona-se como sucessor elétrico do popular Volvo XC60 e chega ao mercado como um SUV premium 100% elétrico, estreando a nova plataforma SPA3 com tecnologia cell-to-body, uma solução que integra diretamente as células da bateria na estrutura do veículo para melhorar eficiência, rigidez e autonomia.Autonomia e desempenho de referênciaO novo EX60 apresenta uma gama de versões com tração traseira e integral, incluindo:

  1. P6 (tração traseira)P10 AWD (tração integral)P12 AWD (versão topo de gama)

  2. Na versão mais potente, o SUV elétrico atinge até 680 cv, permitindo uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,9 segundos. Em termos de eficiência, a autonomia pode chegar aos 810 km (WLTP), um valor que coloca o modelo entre os elétricos com maior alcance no segmento.Carregamento ultra-rápido com arquitetura de 800 VOutro destaque é a nova arquitetura elétrica de 800 volts, que permite carregamentos de elevada potência. Em carregadores rápidos até 400 kW, o EX60 consegue recuperar 10% a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, ou adicionar aproximadamente 340 km de autonomia em apenas 10 minutos.Tecnologia avançada e foco na sustentabilidadeProduzido na Suécia, o novo EX60 reforça a estratégia sustentável da marca, com um elevado uso de materiais reciclados no habitáculo e nos componentes estruturais.No interior, a tecnologia também assume protagonismo. O sistema digital integra processadores Gemini desenvolvidos em parceria com a Nvidia e a Qualcomm, garantindo uma experiência de infoentretenimento avançada, com maior capacidade de processamento e atualizações constantes.Disponível para encomenda em PortugalO novo Volvo EX60 já pode ser encomendado em Portugal, com preços que começam abaixo dos 68.000 euros. A versão P6 Elétrico Plus arranca nos 67.906 euros, posicionando o modelo de forma competitiva face aos SUV elétricos premium da concorrência alemã.Segundo a marca, as primeiras entregas estão previstas para o verão de 2026.Durante o evento no Porto foi também confirmado que a gama será alargada no futuro, estando prevista uma versão “Cross Country” em 2027, reforçando o posicionamento do modelo para uma utilização mais aventureira.A Green Future Auto Magazine acompanhou de perto esta apresentação nacional e continuará a trazer todas as novidades sobre aquele que promete tornar-se num dos pilares da nova geração elétrica da Volvo.

    SDV: Desbloquear Oportunidades, Mas Não Sem Desafios

    A Ascensão do Veículo Definido por Software

    A indústria automóvel está a atravessar múltiplas transformações profundas em paralelo. Durante décadas, a inovação concentrou-se sobretudo na engenharia mecânica. Hoje, o software está a tornar-se um motor central de criação de valor. O surgimento do veículo definido por software (SDV – Software-Defined Vehicle) está a redefinir a forma como os automóveis são concebidos, produzidos, vendidos, atualizados e experienciados ao longo do seu ciclo de vida.

    Esta mudança vai muito além de simplesmente adicionar mais código aos veículos. Exige alterações fundamentais nas arquiteturas elétricas/eletrónicas (E/E), nos processos de desenvolvimento tanto do software como do veículo no seu todo, bem como nas relações com fornecedores e nos modelos de negócio.


    Separar os Ciclos de Desenvolvimento de Software e Hardware

    Tradicionalmente, o desenvolvimento de software automóvel estava fortemente associado aos ciclos de hardware do veículo. As grandes atualizações de software coincidiam com o lançamento de novos modelos ou com renovações de hardware. Os fornecedores entregavam software incorporado em unidades de controlo eletrónico (ECU) dedicadas e, uma vez implementados, os sistemas permaneciam em grande medida fixos.

    O paradigma SDV quebra esta dependência. Introduzido em larga escala pela Tesla em 2012, este modelo dissocia o software dos ciclos de desenvolvimento do hardware automóvel. O software torna-se modular, reutilizável entre plataformas e concebido para implementação contínua. Camadas de abstração entre hardware e software permitem atualizações sem necessidade de redesenhos físicos. Esta abordagem reduz tempos e custos de desenvolvimento, ao mesmo tempo que possibilita a melhoria contínua. Os veículos podem receber novas funcionalidades, melhorias de desempenho e correções de erros muito depois da entrega ao cliente.


    De ECUs Distribuídas à Computação de Alto Desempenho

    Os veículos convencionais dependem de dezenas — por vezes mais de 100 — ECUs distribuídas, cada uma responsável por uma função específica, como travagem, infoentretenimento ou climatização (HVAC). Esta arquitetura enfrenta limitações ao nível da escalabilidade, da largura de banda de dados e da capacidade de atualização.

    O SDV substitui este mosaico por uma arquitetura simplificada baseada em computadores de alto desempenho (HPCs) e controladores. O primeiro passo é frequentemente uma arquitetura baseada em domínios (por exemplo, um HPC para todas as funções relacionadas com o chassis) e, numa fase posterior, computação centralizada com controladores zonais. A Rivian, por exemplo, reduziu o número de controladores na sua plataforma R1 de 17 para 7, simplificando a cablagem e reduzindo-a em 2,6 km. A arquitetura Neue Klasse da BMW baseia-se em quatro “supercérebros” específicos por domínio, ligados a quatro controladores zonais. Estes últimos desempenham essencialmente funções de triagem de dados e distribuição de energia numa área física do veículo, enquanto a computação se concentra nos HPCs.

    Estas novas arquiteturas exigem soluções de rede a bordo com maior largura de banda. Além disso, a implementação de funções ADAS gera maiores fluxos de dados e requer baixa latência para maximizar a segurança. Para esse efeito, o Ethernet está a ganhar relevância, nalguns casos com cabos óticos, para ligar os HPCs aos controladores zonais.


    Reinventar a Cadeia de Fornecimento

    A transição para o SDV também está a transformar os modelos tradicionais de fornecimento. Em vez de adquirirem ECUs com software incorporado juntamente com o hardware que controlam, os fabricantes (OEMs) estão a investir em stacksde software modulares e abstraídos, plataformas de computação escaláveis e ecossistemas cada vez mais abertos. Grandes fornecedores como Bosch, Magna International, Denso, ZF Friedrichshafen e Valeo expandiram-se para os HPCs e para a integração de software. Aqueles que não possuem competências em eletrónica ou capacidade para desenvolver HPCs ou controladores perderão simplesmente receitas associadas às ECUs.

    Ao mesmo tempo, alguns OEMs, como Tesla, BYD, Xpeng e Rivian, desenvolvem os seus próprios stacks de software, HPCs e até chips de IA.

    A colaboração com gigantes tecnológicos, designers de semicondutores e fornecedores de serviços cloud tornou-se essencial. Empresas como Nvidia e Qualcomm, anteriormente fornecedores de nível 2 ou 3 (quando o eram), participam agora nas fases iniciais de desenvolvimento com os OEMs. Iniciativas setoriais procuram harmonizar normas e desenvolver soluções open-source, reconhecendo que a interoperabilidade é crítica.


    Atualizações Over-the-Air e Valor ao Longo do Ciclo de Vida

    Um dos benefícios mais visíveis do SDV são as atualizações de software over-the-air (OTA). Os fabricantes podem enviar melhorias de funcionalidades e recalls relacionados com software sem necessidade de visitas ao concessionário, reduzindo o incómodo para os consumidores. A Tesla demonstrou o potencial desta capacidade ao melhorar remotamente o desempenho de travagem poucos dias após receber críticas negativas aquando do lançamento do Tesla Model 3. Da mesma forma, a Rivian introduziu ou atualizou centenas de funcionalidades via OTA no seu primeiro ano de atividade. Esta capacidade aumenta a satisfação do cliente e deverá proteger os valores residuais.

    As atualizações OTA criam também novas oportunidades de monetização, permitindo desbloquear funcionalidades após a compra mediante subscrição ou pagamento único. Por exemplo, a Tesla oferece acelerações mais rápidas mediante pagamento; a Mercedes-Benz vende aumentos de potência por subscrição; e a Ford Motor Company disponibiliza o BlueCruise, um sistema ADAS de Nível 2, mediante mensalidade. OEMs como Stellantis e General Motors projetaram, em 2021, receitas relacionadas com software na ordem dos 20 mil milhões de dólares até 2030. No entanto, a monetização revelou-se mais complexa do que o esperado. Cobrar por funcionalidades anteriormente incluídas de série, como bancos aquecidos, gerou contestação. O sucesso dependerá antes da entrega de valor adicional genuíno, como hotspots Wi-Fi ou melhorias na assistência à condução.


    Uma Transição Exigente

    A transição para o SDV não é uma simples evolução, mas uma transformação profunda e multifacetada. Alguns dos desafios são técnicos. A compatibilidade hardware-software e a cibersegurança terão de ser asseguradas durante uma década ou mais após a venda do veículo. As normas de conectividade evoluem — por exemplo, de 5G para 6G — exigindo conceção de hardware orientada para o futuro. Os fabricantes terão igualmente de garantir margem suficiente de capacidade computacional para suportar futuras gerações de software sem necessidade de atualizações dispendiosas de hardware.

    Existem também desafios ao nível organizacional, incluindo cultura empresarial, escassez de talento, processos de engenharia e gestão da cadeia de abastecimento. A CARIAD, entidade de software do Volkswagen Group, enfrentou atrasos repetidos no desenvolvimento, levando ao lançamento tardio de veículos. Consequentemente, futuros modelos do grupo utilizarão arquiteturas E/E e stacks de software desenvolvidos em conjunto com a Xpeng para a China e com a Rivian para o resto do mundo. De forma semelhante, em meados de 2025, a Ford Motor Company cancelou o projeto FNV4 (Fully Networked Vehicle), optando por uma atualização menos ambiciosa da arquitetura existente.

    No início deste ano, a McKinsey & Company previu que 47% de todos os novos veículos vendidos globalmente em 2030 ainda utilizariam uma arquitetura distribuída, enquanto 41% apresentariam uma arquitetura baseada em domínios e 12% uma arquitetura zonal com computação centralizada. Esta última deverá atingir “apenas” 33% até 2035. Ainda há um longo caminho a percorrer.


    Líderes na Fronteira Digital

    Os novos intervenientes digitais estão a avançar mais rapidamente. Segundo o Digital Automaker Index 2025 da Gartner, os líderes incluem Tesla, Nio, Xiaomi, Xpeng, Li Auto e Rivian. Os primeiros automóveis da Xiaomi ilustram a convergência entre eletrónica de consumo e mobilidade. Os modelos SU7 e YU7 integram-se perfeitamente com smartphones e ecossistemas domésticos, executando sistemas operativos proprietários numa arquitetura centralizada.

    Os OEMs tradicionais não têm alternativa senão realizar esta transição. De acordo com um inquérito de 2025 conduzido pela McKinsey & Company, 38% dos proprietários de automóveis premium na Alemanha considerariam mudar de marca se a alternativa oferecesse uma melhor experiência digital.


    Rumo ao Veículo Definido por IA

    Embora os SDV ainda estejam a ser implementados em larga escala, a próxima etapa já começa a emergir, como demonstrado na Consumer Electronics Show deste ano: o veículo definido por IA (AIDV). Assente na computação centralizada e numa conectividade robusta, o AIDV integrará modelos avançados de inteligência artificial capazes de aprender, raciocinar e adaptar-se. Em vez de software determinístico a controlar comportamentos predefinidos, sistemas de IA multimodais melhorarão continuamente através de ciclos de dados na cloud e no próprio veículo. Agentes de IA irão gerir não só assistentes a bordo, mas também funções ao longo do ciclo de vida, desde o fabrico à manutenção preditiva. O veículo evoluirá de atualizável para adaptativo.

    Marc Amblard
    Managing Director, Orsay Consulting

    A Salvador Caetano Auto e a Zeekr anunciam uma parceria estratégica para lançar a marca premium de mobilidade elétrica em Portugal e Espanha

    A Salvador Caetano Auto, referência na distribuição e venda de veículos, chegou a um acordo estratégico para a importação e distribuição da Zeekr, uma marca premium de veículos elétricos do Geely Auto Group, um dos maiores conglomerados automóveis do mundo.Esta colaboração permitirá que os modelos 100% elétricos da Zeekr – reconhecidos pelo design europeu inovador, tecnologia orientada para o futuro e desempenho emocionante – cheguem aos mercados português e espanhol a partir do segundo trimestre de 2026.Combinando o poder de um gigante automóvel com uma alma europeia, a Zeekr oferece uma proposta de valor de topo no segmento elétrico premium graças a:

    • Tecnologia de vanguarda: Construídos sobre a Arquitetura SEA (Sustainable Experience Architecture), os veículos da Zeekr oferecem carregamento ultrarrápido, conectividade 5G e uma interface inovadora no habitáculo, líder no setor.
    • Desempenho exuberante: Combinando potência e aceleração impressionantes com uma condução precisa, para uma experiência verdadeiramente avançada ao volante.
    • Design inovador: Os designs são desenvolvidos no Centro Global de Design da Zeekr, em Gotemburgo (Suécia), recorrendo a tecnologia de ponta.Portugal e Espanha são mercados essenciais na estratégia de crescimento da Zeekr para o sul da Europa. Através desta colaboração, a Salvador Caetano Auto estabelecerá uma rede dedicada de vendas e pós-venda que reflita o posicionamento premium da Zeekr e ofereça uma experiência fluida e centrada no cliente.Lothar Schupet, Acting CEO da Zeekr Europe, afirmou: “Portugal e Espanha são fundamentais para a nossa contínua expansão europeia. A procura por veículos elétricos em toda a Península Ibérica tem vindo a aumentar de forma consistente, apoiada pelo desenvolvimento de infraestruturas e pelo crescente interesse dos consumidores na mobilidade elétrica premium. A vasta experiência e a sólida capacidade operacional da Salvador Caetano Auto asseguram a melhor representação da nossa marca de mobilidade elétrica premium na Península Ibérica.”Sergio Ribeiro, Administrador Executivo Salvador Caetano Auto e CEO da Distribuição Automóvel Global, destacou a importância estratégica do acordo: “Esta colaboração estabelece as bases para uma parceria sólida que nos permitirá levar os veículos elétricos premium e inovadores da Zeekr aos consumidores de Portugal e Espanha. Estamos focados numa implementação rápida, excelência no serviço e numa experiência totalmente centrada no cliente.”Para mais informações www.zeekr.pt

      Volkswagen atinge os dois milhões de veículos 100% elétricos entregues a clientes

      A marca Volkswagen alcança mais um marco na sua estratégia de eletrificação: a entrega aos clientes de dois milhões de veículos 100% elétricos. O veículo número dois milhões é um ID.3, produzido na fábrica da Volkswagen em Zwickau. O ID.3 comemorativo foi entregue a Kirsten Vormbrock, esta semana, na Fábrica Transparente, em Dresden.

      A Volkswagen iniciou o seu percurso na eletromobilidade em 2013, com o lançamento do e-up!, e desde então tem vindo a expandir de forma sistemática o seu portefólio 100% elétrico. Os dois milhões de veículos elétricos a bateria (BEV) entregues incluem, por isso, não apenas modelos da atual família ID., mas também precursores elétricos como o e-up! e o e-Golf. A Volkswagen ocupa atualmente uma posição de liderança nos veículos 100% elétricos na Alemanha e em toda a Europa, estando entre os fabricantes com maiores volumes. A marca Volkswagen é também um dos maiores produtores de automóveis elétricos a nível mundial.

      Martin Sander, membro do Conselho de Administração da Volkswagen responsável pelas áreas de Vendas, Marketing e Após-Venda, afirma: “Lançámos cedo as bases para a eletromobilidade e estamos a acelerar a nossa transformação rumo a um futuro totalmente elétrico com uma prioridade estratégica clara. A nossa forte posição de mercado, em particular na Alemanha e na Europa, confirma a atratividade e a competitividade do nosso portefólio elétrico.”

      ID.3, ID.4 e ID.7: os pilares do sucesso 100% elétrico

      Três modelos têm particular relevância para este marco:

      • ID.3 (aproximadamente 628.000 veículos entregues): o ID.3 foi o primeiro modelo assente na plataforma modular de propulsão elétrica (MEB) e marcou a entrada da Volkswagen na nova era da eletromobilidade. Foi o primeiro modelo da família ID. em 2020 e, pela primeira vez, tornou a mobilidade 100% elétrica acessível a um vasto leque de clientes no segmento compacto. Em breve será lançada uma nova atualização do ID.3.
      • ID.4 (aproximadamente 901.000 veículos entregues*): o ID.4 é um importante motor de crescimento para a marca e teve um papel determinante na expansão da presença da Volkswagen nos mercados globais de BEV. Para além da Alemanha e de outros países europeus, os principais mercados de vendas deste SUV incluem a China e os Estados Unidos.
      • ID.7 (aproximadamente 132.000 veículos entregues): em 2023, a Volkswagen alargou o seu portefólio com uma berlina 100% elétrica, seguida de uma versão carrinha (ID.7 Tourer) no segmento médio-superior. O ID.7 representa o progresso tecnológico da família ID. e demonstra como a Volkswagen está a levar a eletromobilidade a um novo segmento, com grande autonomia e elevados níveis de eficiência e conforto.

      Aumento de acessibilidade à eletromobilidade com o ID. Polo1 

      O ID. Polo é o primeiro de quatro novos automóveis elétricos que a Volkswagen irá lançar ao longo de 2026, nos segmentos de pequenos veículos e compacto. “Estes novos modelos tornam a eletromobilidade acessível a ainda mais clientes”, afirma Martin Sander. “O nosso objetivo é introduzir veículos elétricos atrativos e acessíveis, adequados à utilização diária, no segmento de grande volume dos automóveis pequenos e, assim, dar os próximos passos de crescimento na nossa transformação.”

      Entrega na Fábrica Transparente – uma experiência para o cliente

      A entrega do veículo comemorativo em Dresden sublinha a estreita ligação entre a experiência da marca e a experiência do cliente. Com o fim da produção em Dresden, o enfoque está, mais do que nunca, na experiência proporcionada aos visitantes. Entre as novas atrações da Fábrica Transparente contam-se “ilhas temáticas” e uma demonstração de produção, com o objetivo de oferecer uma experiência de fabrico tão autêntica quanto possível — mesmo sem produção em série.

      No ano passado, foram entregues cerca de 3.500 veículos a clientes na Fábrica Transparente, mais de 90% dos quais 100% elétricos ou híbridos. Isto faz da Fábrica Transparente o segundo maior centro nacional de entregas da Volkswagen, depois da Autostadt Wolfsburg. A fidelização à marca é um ponto central no processo de entrega emocional e na apresentação abrangente do novo veículo ao cliente.

      Os test drives em Dresden com todos os modelos ID. permitem aos clientes experimentar facilmente, por si próprios, a eletromobilidade. A fábrica de veículos de Zwickau, nas proximidades, desempenha um papel fundamental na ofensiva BEV da Volkswagen, sendo uma das principais unidades de produção dedicada à eletromobilidade. Em 2025, saíram daqui cerca de 212.000 automóveis elétricos da linha de produção.

      *incluindo o ID.5

      Novo OMODA 5 SHS-H chega a Portugal

      A OMODA acaba de reforçar a sua presença no mercado nacional com a estreia do novo OMODA 5 SHS-H, um SUV híbrido (HEV), que combina eficiência, desempenho e tecnologia de última geração.

      Equipado com o avançado Super Hybrid System (SHS-H), o novo modelo completa a gama da marca em Portugal, que já integra o OMODA 5 EV e o OMODA 9 SHS (PHEV), consolidando uma estratégia multienergética orientada para as necessidades dos clientes portugueses.

      Disponível nos níveis de equipamento Comfort e Premium, o OMODA 5 SHS-H apresenta uma potência combinada de 165 kW (224 cv), aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos e consumos desde 5,3 l/100 km (WLTP).

      O modelo chega ao mercado com preços a partir de 29.990€, incluindo 7 anos de garantia ou 150.000 km, 3 anos de assistência em viagem e ainda 8 anos ou 160.000 km de garantia da bateria.

      Tecnologia híbrida de nova geração

      O sistema Super Hybrid System combina um motor 1.5T DHE de quinta geração (105 kW / 143 cv e 215 Nm) com dois motores elétricos e transmissão DHT dedicada. A bateria de fosfato de ferro-lítio (1,83 kWh) permite descarga instantânea de 85 kW durante 10 segundos.

      A eficiência térmica do motor atinge 44,5% – uma das mais elevadas da indústria automóvel –, permitindo uma combinação equilibrada entre performance e economia de utilização.

      Design exterior distintivo

      Com 4.447 mm de comprimento e 2.610 mm de distância entre eixos, o OMODA 5 SHS-H apresenta uma silhueta dinâmica e proporções equilibradas. A nova grelha paramétrica sem moldura confere maior profundidade visual à dianteira, acompanhada pelas luzes diurnas LED Sharp Blade, que reforçam a identidade tecnológica do modelo.

      Na traseira, as óticas LED com assinatura “Digital Piano Key” estendem-se horizontalmente, sublinhando a largura do veículo. Está disponível nas cores Preto Carbon, Branco Pearl, Prata Aviation e Cinzento Phantom, todas incluídas sem custo adicional. Na lista de opcionais, as cores Branco Pearl, Prata Aviation, podem ser combinadas com tejadilho preto.

      Interior tecnológico e confortável

      O habitáculo mantém o ambiente moderno e sofisticado característico da gama OMODA 5. O painel de bordo integra um ecrã duplo curvo com dois monitores LCD de 12,3 polegadas, enquanto o sistema multimédia inclui controlo por voz ativado por “Olá, OMODA”, compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto e arquitetura digital baseada no chip Qualcomm 8155.

      Os bancos dianteiros oferecem regulação elétrica, aquecimento e ventilação (na versão Premium), e a bagageira disponibiliza 372 litros de capacidade, ampliável até 1.079 litros com os bancos rebatidos.

      Segurança e assistência à condução

      Baseado na plataforma T1X do Grupo Chery, o OMODA 5 SHS-H apresenta elevada rigidez estrutural, com 78% de aço de ultra-alta resistência, e integra 20 sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), incluindo:

      Travagem Autónoma de Emergência (AEB)

      Cruise Control Adaptativo (ACC)

      Assistente de Manutenção na Faixa

      Detetor de Ângulo Morto

      Reconhecimento de fadiga do condutor

      Destaca-se ainda a câmara multifunções Bosch EVO de terceira geração.

      Versões e equipamento

      O OMODA 5 SHS-H está disponível nas versões Comfort e Premium, ambas com elevado nível de equipamento de série.

      A versão Comfort inclui jantes de 17″, faróis LED automáticos, ecrãs duplos de 12,3″, climatização automática, câmara traseira e acesso sem chave.

      A versão Premium acrescenta jantes de 18″, câmara 360º, tejadilho panorâmico, sistema de áudio SONY com 8 altifalantes, porta da bagageira elétrica, iluminação ambiente e carregamento sem fios de 50W.

      Com o lançamento do OMODA 5 SHS-H, a marca reforça o seu compromisso com a inovação, a eficiência e a mobilidade sustentável, oferecendo ao mercado português uma proposta competitiva que alia tecnologia avançada, design diferenciador e uma das melhores garantias do segmento.

      Preços

      Omoda 5 SHS-H Comfort – Desde 29 900,00€

      Omoda 5 SHS-H Premium – Desde 32 490,00€

      BYD apresenta novos SUV compactos ATTO 2 DM-i e ATTO 2 Comfort

      A BYD, fabricante líder mundial de veículos movidos a novas energias (EV e PHEV), anuncia o lançamento em Portugal do novo Super Híbrido Plug-in BYD ATTO 2 DM-i e do novo SUV 100% elétrico BYD ATTO 2 Comfort, modelos com elevada autonomia, renovada tecnologia, um habitáculo prático e repletos de inovações úteis.O novo BYD ATTO 2 DM-i, recorre à tecnologia Super Híbrida Plug-in com Dual Mode para oferecer uma combinação incomparável de experiência de condução elétrica e autonomia total de até 1000 km, oferecendo aos clientes a possibilidade de dar um passo confiante em direção à condução puramente elétrica, enquanto desfrutam da segurança de um híbrido plug-in.

      Com uma estética refrescada, o novo BYD ATTO 2 DM-i distingue-se do novo BYD ATTO 2 Comfort pela inclusão de uma grelha dianteira maior, novo elemento decorativo inferior no para-choques dianteiro e emblemas reposicionados na porta traseira que confere acesso à bagageira com 425 litros de capacidade.

      Em Portugal, o novo BYD ATTO 2 DM-i está disponível na versão Boost com bateria de 18 kWh e uma potência máxima do sistema de 212 CV (156 kW). Esta versão oferece uma autonomia WLTP em modo puramente elétrico de 90 km, juntamente com uma autonomia WLTP combinada de 1000 km e um consumo combinado de até 1,8 l/100 km (WLTP).

      Novo BYD ATTO 2 Comfort chega com autonomia de até 430 km

      O novo BYD ATTO 2 Comfort utiliza uma Blade Battery com uma capacidade útil de 64,8 kWh, um aumento de cerca de 20 kWh em relação às anteriores versões 100% elétricas do BYD ATTO 2. Isto proporciona uma impressionante autonomia de 430 km (ciclo combinado WLTP) e mais de 600 km de autonomia em ciclo urbano. Para além disso conta com um motor mais potente, com 150 kW e 310 Nm de binário, garante que o BYD ATTO 2 Comfort tenha o mesmo desempenho das outras versões.

      O BYD ATTO 2 Comfort também melhora na velocidade de carregamento, com uma potência de carregamento DC aumentada de 155 kW. Isto significa que, apesar da sua capacidade de bateria substancialmente maior, o BYD ATTO 2 Comfort é a versão mais rápida do modelo quando é necessário carregar. Pode carregar a bateria de 10 a 80% em 25 minutos e para ir de 30 a 80% são necessários apenas 19 minutos, tornando o BYD ATTO 2 Comfort ainda mais adequado para viagens longas.

      NOVOS MODELOS JÁ DISPONÍVEIS E COM GARANTIA ABRANGENTE INCLUÍDA

      Em Portugal, o novo Super Híbrido Plug-in BYD ATTO 2 DM-i está disponível para venda, a partir de 33.990 euros (*) e o novo SUV compacto 100% elétrico BYD ATTO 2 Comfort está acessível a partir de 37.990 euros (*).

      Os novos modelos vêm com o pacote de garantia alargada da BYD – seis anos ou 150 000 km para o veículo e oito anos ou 250 000 km de cobertura para a bateria.

        Baterias do Nissan LEAF ganham nova vida e reforçam compromisso da marca com a economia circular

        Quinze anos após o lançamento da primeira versão, o Nissan LEAF continua a demonstrar o seu impacto muito além da estrada. Mesmo quando algumas baterias atingem o final da sua vida útil em veículos, continuam a ter um papel fundamental, ganhando uma “segunda vida” através de aplicações inovadoras que apoiam comunidades, reforçam a resiliência energética e promovem uma economia mais circular.

        Orientada pelo conceito Nissan 4R (Reutilizar, Refabricar, Revender e Reciclar), a marca tem vindo a reutilizar baterias do Nissan LEAF em projetos de energia sustentável em todo o mundo, desde escolas e comunidades isoladas até instalações industriais e edifícios corporativos. Estas soluções contribuem para reduzir desperdícios, maximizar o valor dos recursos e acelerar a transição para um futuro mais sustentável.

        Na África do Sul, esta abordagem ganhou expressão na Filadelfia School, uma escola residencial que acolhe cerca de 470 alunos com deficiência. Perante falhas frequentes de energia que afetavam aulas, serviços essenciais e a vida nos dormitórios, a instalação de painéis solares combinados com baterias reutilizadas do Nissan LEAF passou a garantir eletricidade fiável, assegurando condições adequadas de aprendizagem, comunicação e bem-estar para alunos e professores.

        Já em Melilla, cidade espanhola situada no Norte de África e isolada de qualquer rede elétrica nacional, as baterias de segunda vida do Nissan LEAF desempenham um papel crítico na estabilidade energética local. Integradas num projeto desenvolvido em parceria com a Enel e a Loccioni, estas baterias permitem fornecer energia de reserva à rede durante interrupções, garantindo tempo suficiente para restabelecer operações e protegendo o fornecimento elétrico a mais de 90 mil habitantes.

        No Japão, a reutilização das baterias estende-se ao ambiente industrial. Na fábrica de Oppama, baterias de segunda vida alimentam mais de 700 veículos guiados automaticamente (AGV), responsáveis pelo transporte de componentes na linha de produção. Esta solução permite reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e substituir baterias tradicionais menos duráveis, contribuindo para fábricas mais sustentáveis e energeticamente eficientes.

        Nos Estados Unidos, na sede da Nissan em Franklin, Tennessee, as baterias reutilizadas integram um sistema de armazenamento de energia que capta eletricidade fora dos períodos de maior consumo e a disponibiliza durante picos de procura. Este sistema, composto por baterias provenientes de cerca de 50 a 60 veículos Nissan LEAF, permite reduzir emissões de dióxido de carbono, diminuir custos energéticos e aliviar a pressão sobre a rede elétrica local.

        Paralelamente, a Nissan tem vindo a apoiar comunidades remotas e regiões afetadas por catástrofes naturais através da instalação de iluminação pública autónoma, alimentada por energia solar e baterias reutilizadas. Em parceria com a 4R Energy Corporation, estas soluções têm sido implementadas em cidades como Namie, afetada pelo tsunami de 2011, e mais recentemente em Suzu, após o sismo de 2024, promovendo segurança, conforto e apoio à recuperação das comunidades.

        Estas iniciativas refletem a estratégia global de sustentabilidade da Nissan, assente no Nissan Green Program 2030 e no Nissan Social Program 2030, e alinhada com a ambição da marca de alcançar a neutralidade carbónica até 2050 em todas as suas operações e ao longo do ciclo de vida dos seus produtos.

        Ao prolongar a vida útil das baterias e repensar a forma como os recursos são utilizados, a Nissan reforça não só o seu compromisso ambiental e social, como também o valor dos seus veículos elétricos, tornando modelos como o Nissan LEAF uma escolha cada vez mais inteligente, sustentável e preparada para os desafios do futuro.

        Produzido na fábrica da Nissan em Sunderland, no Reino Unido, a nova geração do Nissan LEAF chegará ao mercado português no decorrer do ano de 2026.