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Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

Notícias

Amazon vai entregar encomendas em Londres… a pé

A Amazon está a testar uma nova solução simples para substituir milhares de veículos da sua frota de entregas na cidade de Londres: bicicletas de carga elétricas mais pequenas e entregas a pé.

O gigante do retalho online vai abrir o seu primeiro ‘centro de micromobilidade’ em Hackney, no leste de Londres, que, em conjunto com a frota já existente de veículos elétricos, contribuirá para efetuar 5 milhões de entregas por ano num parte dos distritos do código postal da zona de emissões ultrabaixas da capital britânica. As e-bikes de carga serão operadas por várias empresas parceiras, e não diretamente pela Amazon.

As bicicletas de carga elétricas de quatro rodas usam um sistema de transmissão de e-bike para se moverem – ao pedalar, o condutor aciona um motor elétrico que multiplica a sua força de pedalada. Os veículos são geralmente limitados a uma velocidade máxima de 25 km/h, geralmente suficiente para entregas em centros urbanos muito congestionados.

A Amazon também vai expandir as entregas a pé, mais eficientes em áreas urbanas densas. Centros móveis de ditribuição servem como hubs centrais, aos quais os estafetas retornam para se ‘reabastecerem’ e continuarem depois com as entregas na área.

John Boumphrey, diretor da Amazon no Reino Unido, afirma que “a Amazon está a caminhar para um futuro global de zero carbono líquido. Uma maneira de o fazer é através da transformação das nossas redes de transporte. As nossas novas bicicletas elétricas de carga, caminhantes e a crescente frota de veículos elétricos ajudar-nos-ão a fazer mais entregas a clientes com zero emissões do que nunca, em Londres e no Reino Unido, nos próximos meses”.

Mercedes-Benz prepara rede de produção para futuro elétrico

A Mercedes-Benz esclareceu de que forma vai alinhar a sua rede global de produção para fabricar um portefólio renovado de produtos, preparando-se para produzir exclusivamente modelos elétricos até ao final da década – “se as condições do mercado o permitirem”, ressalva.

No âmbito da implementação do plano de negócios da Mercedes-Benz para o período compreendido entre 2022 e 2026, a empresa irá investir mais de dois mil milhões de euros nas suas fábricas europeias para iniciar a nova fase do lançamento da produção das plataformas elétricas de futura geração. A empresa declara que o novo plano de produção é o resultado de discussões “construtivas” com os representantes dos trabalhadores alemães.

A futura gama de produtos da marca vai concentrar-se em três categorias: Luxo Topo de Gama, Luxo Essencial e Luxo de Entrada na Marca, conforme apresentado no evento Economia do Desejo, realizado a 19 de maio. As fábricas europeias da Mercedes-Benz em Sindelfingen, Bremen, Rastatt e Kecskemét irão iniciar a produção de novos modelos destes segmentos a partir de meados da década.

No segmento Luxo de Entrada na Marca, a Mercedes-Benz irá reduzir o número de variantes de modelos de sete para quatro, ao mesmo tempo que eleva “significativamente” o conteúdo tecnológico destes modelos.

A fábrica de Sindelfingen (Alemanha) iniciou, no ano passado, a produção do Mercedes-Benz EQS, partilhando a linha de montagem com vários outros modelos térmicos da marca. Depois desta reestruturação, será a fábrica principal do segmento Luxo Topo de Gama e irá produzir modelos baseados na plataforma elétrica AMG.EA a partir de 2025.

A fábrica de Bremen (Alemanha) iniciou a produção do EQE totalmente elétrico há alguns meses. Em maio de 2019, foi a vez do EQC ser integrado na produção da unidade da Mercedes-Benz no norte da Alemanha. A partir de meados da década, a fábrica irá começar a produzir um modelo baseado na plataforma MB.EA.

A fábrica de Rastatt (Alemanha) da Mercedes-Benz tem produzido o modelo compacto totalmente elétrico EQA desde 2021. A fábrica é também responsável pela produção dos modelos compactos Classe A, Classe B e GLA com motor de combustão e nas versões híbridas plug-in. A partir de 2024, novos modelos baseados na plataforma MMA devem sair da linha de produção da fábrica.

O SUV compacto EQB foi lançado na fábrica de Kecskemét (Hungria) da Mercedes-Benz em 2021 e é o primeiro veículo puramente elétrico produzido em série na Hungria. A partir de 2024, novos modelos baseados na plataforma MMA e um modelo baseado na plataforma MB.EA começarão a sair da linha de produção de Kecskemét.

Fora da Europa, a marca alemã produz atualmente os modelos EQA, EQB, EQC e EQE para o mercado chinês na sua fábrica de Pequim. A fábrica de Tuscaloosa, nos Estados Unidos, irá começar a produzir, no final deste ano, os SUV EQE e EQS.

Baterias e cadeias cinemáticas

As baterias dos veículos elétricos Mercedes-EQ são fornecidas pela rede global de produção de baterias com fábricas em três continentes. A produção local de sistemas de bateria é um fator-chave de sucesso em qualquer estratégia global de eletrificação,

A Accumotive tem produzido sistemas de bateria para veículos híbridos e elétricos em Kamenz, na Alemanha, desde 2012. Uma segunda fábrica de baterias nestas instalações iniciou as operações em 2018 e tem produzido sistemas de bateria para o modelo EQC desde 2019 e também para os modelos SUV compactos elétricos desde 2021. A Accumotive já produziu mais de um milhão de baterias de ião-lítio para a Mercedes-Benz nas instalações de Kamenz.

Na China, a Beijing Benz Automotive construiu uma fábrica de produção de baterias no parque industrial Yizhuang, em Pequim. Fornece as fábricas de veículos que produzem para o mercado local. A produção de sistemas de bateria para o EQC começou nesta fábrica em 2019, e a produção de sistemas de bateria para o EQE começou este ano.

Foi também em 2019 que a Mercedes-Benz inaugurou uma fábrica de produção de baterias em Banguecoque, na Tailândia, juntamente com a sua parceira local, a Thonburi Automotive Assembly Plant (TAAP). Os sistemas de bateria para os veículos híbridos plug-in e totalmente elétricos são fabricados aqui.

A fábrica de baterias da Mercedes-Benz em Jawor, na Polónia, tem produzido baterias para as versões híbridas plug-in dos modelos Classe C, Classe E e Classe S desde 2020. Em 2021, a fábrica expandiu o seu portfolio para incluir sistemas de bateria para os modelos compactos Mercedes EQA e EQB.

Duas fábricas inseridas nas instalações de Untertürkheim em Estugarda na Alemanha, produzem sistemas de bateria. A fábrica de Hedelfingen tem produzido baterias para os modelos EQS e EQE desde 2021. Há algumas semanas, a fábrica de Brühl iniciou a produção de baterias para modelos híbridos plug-in, que serão utilizadas no novo GLC, entre outros.

A nova fábrica de baterias em Bibb County na proximidade da fábrica de veículos Mercedes-Benz de Tuscaloosa, no estado do Alabama (EUA), iniciou as operações este ano e produz sistemas de bateria extremamente eficientes para os modelos SUV EQS e EQE totalmente elétricos.

A rede de produção de baterias da Mercedes-Benz irá também ser complementada por outra fábrica de baterias nas instalações de Sindelfingen.

Finalmente, o comunicado avança ainda que a Mercedes-Benz irá aprofundar o nível de integração vertical no fabrico e no desenvolvimento, e ainda no fornecimento interno das cadeias cinemáticas elétricas. A próxima geração das cadeias cinemáticas elétricas está a ser desenvolvida internamente, com o fabrico e a montagem dos componentes das cadeias cinemáticas elétricas para os futuros modelos da Mercedes-EQ a ter início no final de 2024, na fábrica de Untertürkheim.

A aquisição da Yasa, uma empresa do Reino Unido especializada em motores elétricos, permitirá à Mercedes-Benz ganhar acesso à tecnologia exclusiva de motor de fluxo axial e às competências para desenvolver a próxima geração de motores elétricos de “desempenho ultraelevado”. A fábrica de Berlim da Mercedes-Benz irá expandir o seu portefólio de produção, com o fabrico e a montagem no futuro destes motores elétricos de fluxo axial.

Capgemini inaugura Mobility Lab em Vila Nova de Gaia

A Capgemini, empresa que desenvolve e comercializa soluções de software e serviços para a indústria automóvel, inaugurou hoje, em Vila Nova de Gaia, o Mobility Lab. Este é o mais recente laboratório de investigação e desenvolvimento da sua submarca Capgemini Engineering dedicado à estratégia de mobilidade sustentável.

De acordo com a Capgemini, o Mobility Lab é um espaço onde é possível testar soluções e aplicações de software para a indústria automóvel em ambiente de I&D, que posteriormente serão aplicadas a projetos concretos. Entre as áreas de investigação, contam-se as soluções de condução autónoma, de conectividade e ligação à cloud, soluções de verificação e validação automáticas com recurso a inteligência artificial (IA); e também novas soluções de arquitetura e de abordagens inovadoras ao desenvolvimento de software, tirando partido das funcionalidades disponibilizadas pela tecnologia 5G.

O novo Mobility Lab arranca com uma equipa de mais de 350 pessoas, número que deverá duplicar até 2025. Está atualmente em curso o processo de recrutamento de mais 200 trabalhadores para o novo centro da Capgemini Portugal.

A empresa destaca BMW, Volkswagen, Renault, Bosch, Continental e Panasonic Automotive como alguns dos seus clientes, afirmando que pretende “contribuir para impulsionar a transformação de Portugal num hub de excelência à escala mundial na área das soluções de ponta para a condução autónoma segura e para o transporte sustentável”.

“O Mobility Lab surge no âmbito da revolução que a indústria automóvel está a viver desde o início deste século com a explosão das tecnologias móveis, o crescimento da conectividade e a emergência das novas tecnologias como a IA ou/e o IoT [‘internet das coisas’], bem como o surgimento dos smart cars. Este novo centro reforça o compromisso da Capgemini Portugal com o desenvolvimento das competências da sua equipa portuguesa na área do software para a indústria automóvel,“ explica Bruno Coelho, membro do Comité Executivo e responsável pela área de R&D da Capgemini Engineering.

“O Mobility Lab vem reforçar o trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos anos para apoiarmos os nossos clientes da área automóvel na sua transformação digital através da criação de software para veículos e cloud, acompanhando todo o ciclo de desenvolvimento das soluções e que se inicia com a definição dos requisitos e da arquitetura e que se estende até aos processos de validação dos sistemas,” conclui Bruno Coelho.

O Mobility Lab conta igualmente com uma vertente de formação para proporcionar o desenvolvimento das competências dos colaboradores da Capgemini Portugal neste domínio tecnológico. A empresa oferece, em parceria com várias universidades e politécnicos, condições para o desenvolvimento de teses e projetos de estágio de recém-formados.

Antes da abertura do Mobility Lab, a Capgemini viu recentemente aprovado, através da sua submarca Capgemini Engineering, o Projeto Route 25, uma iniciativa apoiada pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência. O projeto na área da condução autónoma, nomeadamente no desenvolvimento de tecnologias de transporte sustentáveis alinhadas com a Estratégia Europeia CCAM – Cooperative, Connected and Automated Mobility, representa um investimento de 50 milhões de euros e a criação de mais mil novos postos de trabalho.

O Projeto Route 25 tem previsto vir a gerar um volume de negócios de mais de 100 milhões de euros, o desenvolvimento e o lançamento de mais de 50 novos produtos, processos e serviços que contribuirão para reduzir em 85% as emissões de CO2 e para diminuir o número de acidentes em 30%.

Mahle anuncia o motor elétrico “mais durável”

O fornecedor da indústria automóvel Mahle anunciou que desenvolveu o motor elétrico mais durável do mercado, que pode “funcionar indefinidamente com alto desempenho”.

“Construir grandes motores elétricos que oferecem alto desempenho a curto prazo é fácil. O que ainda faltava no mercado até agora eram acionamentos duráveis ​​e compactos para tornar os veículos elétricos irrestritos para uso diário”, disse Martin Berger, vice-presidente de Investigação Corporativa e Engenharia Avançada da Mahle. “O novo motor elétrico SCT é a solução”.

O SCT E-motor foi projetado de forma a ser particularmente eficiente dentro de uma determinada faixa de rotações por minuto (rpm). Apesar do design compacto e leve, a potência de saída contínua é superior a 90% da potência de pico. A Mahle afirma que esta elevada relação representa um salto tecnológico e permite a utilização de veículos elétricos de todos os tipos mesmo quando as condições são mais exigentes. Por exemplo, será possível usar um camião elétrico em terreno montanhoso sem restrições ou adotar uma condução desportiva num automóvel elétrico a bateria sem grande prejuízo da autonomia, cenários insuficientemente cobertos pelos motores elétricos atualmente disponíveis no mercado, segundo o fabricante alemão.

Esta resiliência é alcançada pelo novo motor elétrico por meio de um sistema integrado de refrigeração a óleo, que o torna mais robusto e permite também que o calor residual seja utilizado pelo sistema do veículo. O design “extremamente compacto” permite reduzir os custos de matérias-primas e o peso – um motor mais leve requer menos material durante o processo de produção e aumenta a capacidade de carga líquida em veículos comerciais.

Neste projeto, a Mahle optou por desenvolver um motor permanentemente excitado, um tipo de motor elétrico com maior compactidade, eficiente e com menos desgaste, uma vez que dispensa a transferência de energia para o rotor como corrente de excitação.

O campo magnético no motor é gerado por ímanes de neodímio – os mais fortes ímanes permanentes produzidos atualmente –, mas a Mahle declara que o SCT E-motor pode ser projetado sem ímanes, a pedido do cliente, de forma a garantir maior independência das flutuações dos preços das terras raras e dos desenvolvimentos geopolíticos. Esta variante sem ímanes seria também eficiente e livre de desgaste, de acordo com o comunicado, graças a um transformador exclusivo, exigindo apenas um espaço de montagem ligeiramente maior.

A Mahle afirma que, pelas suas características, o SCT E-motor é adequado para uma grande variedade de aplicações – automóveis de passageiros e veículos comerciais, bem como máquinas de construção e tratores. O produto será apresentado pela primeira vez na próxima edição da feira IAA Transportation, que decorrerá em setembro na cidade alemã de Hanover.

Vendas de elétricos a bateria crescem mais de 60% no primeiro semestre

A ACAP (Associação Automóvel de Portugal) divulgou os dados sobre as vendas de veículos elétricos a bateria (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos (HEV) relativos ao mês de junho.

Os números demonstram que, apesar de uma ligeira quebra relativamente ao mês anterior, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros eletrificados na primeira metade de 2022 continuam a trajetória de crescimento registada nos últimos períodos, sendo de prever mais um ano de vendas recorde deste tipo de veículos.

Assim, no mês de junho, foram matriculados em Portugal 5.011 automóveis ligeiros de passageiros novos elétricos, plug-in e híbridos elétricos – menos 11,2% do que no mesmo mês de 2021. Nos primeiros seis meses do ano, as matrículas de veículos ligeiros de passageiros deste tipo totalizaram 27.041 unidades, uma variação positiva de 17,2% relativamente a período homólogo.

Relativamente a junho de 2021, as vendas de BEV cresceram 24,1%, com 1.652 unidades. Ao longo do primeiro semestre de 2022 verificou-se um aumento de 62,7% das vendas ligeiros de passageiros totalmente elétricos, em comparação com o mesmo período do ano anterior, com 7.637 unidades matriculadas.

O mercado dos PHEV, por sua vez, contraiu 23,8%, em junho, relativamente ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, as vendas registam uma quebra de 3,6%, sendo de notar que os PHEV a gasolina cresceram ligeiramente – 6,2% para 6.921 unidades –, enquanto as vendas de híbridos plug-in a gasóleo continuam a retrair (menos 51% no primeiro semestre), sendo já menos de 10% das vendas de veículos com este tipo de motorização.

Finalmente, no caso dos híbridos, a quebra registada no mês de junho, relativamente ao período homólogo, atingiu 21,1%. Porém, nos primeiros seis meses do ano, as vendas cresceram 12,4% em relação ao mesmo período de 2021, totalizando 11.824 unidades matriculadas. Aqui, o crescimento dos híbridos a diesel é ligeiramente superior ao aumento nos HEV a gasolina – 17,4% e 11,2%, respetivamente –, mas a quota de mercado dos segundos (9.449 unidades) é também muito superior à dos primeiros (2.375 unidades).

Os veículos ligeiros de mercadorias elétricos, híbridos plug-in e híbridos continuam a ter uma dimensão residual no conjunto do mercado – apenas 33 unidades vendidas em junho, todas BEV – mas registou uma evolução positiva de 73,7% face ao mês homólogo. Desde janeiro, foram matriculadas 350 ligeiros de mercadorias – 341 BEV, 1 PHEV e 8 HEV – o que representou um crescimento de 224,1% relativamente ao mesmo período de 2021.

Quanto ao mercado de veículos pesados, de passageiros e de mercadorias, apenas foi matriculada uma unidade BEV, desde o início do ano, em Portugal.

Fim da linha para o BMW i3

Oito anos e meio após o seu lançamento, a era do BMW i3 vai chegar ao fim. A fábrica da BMW em Leipzig vai terminar a produção do primeiro automóvel de série totalmente elétrico da marca da Baviera.

O BMW i3 termina o seu percurso com mais de 250.000 unidades produzidas, marca superada recentemente. De acordo com a BMW, isto torna-o “o veículo elétrico de maior sucesso do mundo no segmento compacto premium“, acrescentando que, ao contrário do que se poderia esperar de um modelo que está a ser descontinuado, a sua popularidade não diminuiu ao longo dos anos.

O BMW i3 foi vendido em mais de 74 países do mundo, tendo, em muitos mercados, alcançado uma participação de mercado significativamente maior no segmento de veículos elétricos do que a marca BMW na área de carros com motores convencionais. Nos primeiros anos, mais de 80% de todos os compradores do BMW i3 eram novos clientes do Grupo.

Os primeiros compradores elogiam os baixos custos de utilização e manutenção, mas também a fiabilidade do veículo e a estabilidade do ciclo da bateria de alta tensão. Há relatos de pastilhas de travão que não tiveram de ser substituídas por mais de 250.000 quilómetros, graças à potência da desaceleração regenerativa, ou de reduções mínimas da autonomia, mesmo após tempos de funcionamento longos, que a BMW afirma ter motivado a extensão da garantia da bateria de 100.000 para 160.000 quilómetros, em 2020.

A bateria de alta tensão do BMW i3 passou por um desenvolvimento contínuo desde o lançamento no mercado, tendo duplicado de capacidade no mesmo espaço de instalação. Com uma capacidade de célula de 120 Ah e uma capacidade energética bruta de 42,2 kWh, os BMW i3 mais recentes têm autonomias WLTP de 307 quilómetros.

As baterias de alta tensão utilizadas no BMW i3 também são utilizadas em outras áreas – por exemplo, as carrinhas Streetscooter utilizadas pelos Correios da Alemanha. São ainda usadas como sistemas estacionários de armazenamento de energia para eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, como energia eólica ou solar – a fábrica do BMW Group em Leipzig armazena energia gerada por quatro aerogeradores locais numa unidade formada por 700 baterias do BMW i3.

O Grupo BMW utilizou o motor elétrico de 135 kW (184 cv) do BMW i3 para equipar, a partir de 2020, o MINI Cooper SE, que rapidamente se tornou o modelo mais popular da marca britânica.

Além do sistema de propulsão elétrico, livre de emissões, a BMW destaca também a escolha de materiais interiores sustentáveis e a produção com economia de recursos do i3 – os plásticos da carroçaria integram matérias-primas parcialmente recicladas; o plástico usado no interior inclui 25% de material reciclado; os tecidos utilizados para as superfícies dos assentos são feitos inteiramente de fibras recicladas; os painéis das portas i3 são feitos de fibras da planta de kenaf; e madeira de eucalipto de cultivo certificado na Europa serve de matéria-prima para partes do painel de instrumentos.

Foi o primeiro modelo do Grupo BMW a receber uma certificação ISO no momento do lançamento no mercado, “confirmando o seu desempenho ambiental otimizado ao longo de todo o seu ciclo de vida”.

Para marcar o final da produção do seu primeiro modelo totalmente elétrico, a marca alemã lançou a edição especial BMW i3 HomeRun Edition, de apenas dez unidades de luxo, que incluem dois novos acabamentos de pintura, jantes de liga leve de 20 polegadas com raios duplos, teto de vidro elétrico, faróis de LED adaptativos, iluminação ambiente, luz de boas-vindas, e estofos, painel de instrumentos e volante em couro – ‘apontamento’ um pouco menos sustentável.

Os clientes dos dez automóveis especiais testemunharam a conclusão dos veículos na sala de montagem da fábrica de Leipzig.

Sessenta anos depois, Volvo abre nova fábrica na Europa para produzir elétricos

A Volvo Cars anunciou a construção de uma nova fábrica na Europa, em Kosice, na Eslováquia, exclusivamente dedicada à produção de veículos elétricos.

A nova fábrica será ambientalmente neutra e produzirá apenas veículos elétricos, em linha com os objetivos da marca sueca, que pretende ser exclusivamente elétrica até 2030 e ambientalmente neutra até 2040.

Representa um investimento de cerca de 1,2 mil milhões de euros e terá uma capacidade até 250.000 automóveis por ano. O local permite também acomodar eventuais projetos de expansão da fábrica, no futuro.

Prevê-se que a construção da fábrica de Kosice tenha início em 2023, com o equipamento e as linhas de produção a serem instaladas durante o ano seguinte. Está previsto o início da produção em série de automóveis puramente elétricos a partir de 2026.

Irá gerar “vários milhares” de novos postos de trabalho na região de Kosice, na parte oriental da Eslováquia, beneficiando de uma cadeia de abastecimento automóvel bem estabelecida – será a quinta fábrica de automóveis do país.

A Volvo afirma que Kosice oferece boas ligações logísticas e de transporte para o resto da Europa e também acesso a uma boa base de fornecedores. Os incentivos oferecidos pelo governo eslovaco foram também um fator chave na decisão de localizar a fábrica neste local.

O Ministro da Economia da Eslováquia, Richard Sulik, declarou estar “muito satisfeito por a Eslováquia ter sido escolhida para este mega-investimento, que trará desenvolvimento e muitos empregos à parte oriental do país, com muitas oportunidades de emprego direto e indireto”,

A nova unidade de produção da Volvo junta-se às fábricas de Torslanda, na Suécia, e Ghent, na Bélgica, para formar “um triângulo europeu” que cobre a sua maior região de vendas.

“O nosso foco é claro, pretendemos ser uma marca de mobilidade puramente elétrica até 2030. A expansão na Europa, a nossa maior região de vendas, é crucial para a nossa mudança para a eletrificação e crescimento contínuo”, afirmou Jim Rowan, Chief Executive da Volvo Cars.

A fábrica de Kosice será a primeira fábrica que a Volvo constrói na Europa em quase 60 anos. A fábrica de Torslanda foi inaugurada em 1964 e a fábrica de Ghent começou a operar um ano depois. Em conjunto, estas unidades têm uma capacidade de produção máxima de cerca de 600.000 automóveis por ano.

Suecos querem construir o maior parque eólico do mundo

A empresa sueca OX2 solicitou uma licença para construir um parque eólico offshore com capacidade de 5,5 gigawatts (GW) no Mar Báltico que, se aprovado, será o maior parque eólico offshore do mundo.

Denominado Aurora, o projeto estará localizado na Zona Económica Exclusiva do país nórdico, a cerca de 20 quilómetros da ilha de Gotland e a 30 quilómetros da ilha de Öland. Contará com 370 turbinas eólicas, cada uma com uma altura máxima de 370 metros – a OX2 não indicou quais os aerogeradores que irá utilizar, sendo que as maiores turbinas disponíveis atualmente, fabricadas pela MingYang Smart Energy, têm 242 metros de altura.

A produção de eletricidade do projeto Aurora será de cerca de 24 terawatts-hora (TWh) por ano, energia suficiente para cerca de 5 milhões de residências, ou cerca de 17% do consumo total de eletricidade da Suécia.

O ínicio da primeira fase de construção do Aurora está prevista para 2028, e o parque eólico deverá começar a produzir energia dois anos mais tarde, em 2030.

No comunicado, a OX2 observa que havia já solicitado uma licença para o parque eólico Aurora integrar o Natura 2000, a rede de áreas naturais protegidas da União Europeia.

Se o projeto Aurora for aprovado pelas autoridades suecas, tornar-se-á, quando concluído, o maior parque eólico offshore do mundo, superando os 4,8 GW do Dogger Bank, na costa este de Inglaterra, que deverá estar concluído em 2026. No Mar do Norte, o projeto Hornsea, da empresa dinamarquesa Ørsted, tem uma capacidade total de 7,5 GW, mas combina quatro parques eólicos distintos.

Mercedes-Benz quer levar entretenimento a bordo a um novo patamar

A Mercedes-Benz estabeleceu uma parceria com a ZYNC, empresa tecnológica sediada na Califórnia irá implementar pela primeira vez, a nível mundial, a sua plataforma de entretenimento digital em veículos da marca germânica.

De acordo com o comunicado, o objetivo da parceria passa por fornecer aos clientes uma experiência de entretenimento digital ininterrupta criada especificamente para o ambiente interior dos veículos da marca, maximizando simultaneamente os benefícios das tecnologias da empresa no que diz respeito a interface do utilizador e experiência do utilizador, como o MBUX Hyperscreen.

A ZYNC fornecerá uma plataforma que agrefa conteúdos digitais próprios e de terceiros, bem como a interface entre os parceiros de conteúdos e o hardware compatível existente da Mercedes-Benz.

A Mercedes-Benz afirma que o ambiente no interior dos seus automóveis apresenta um conjunto específico de condições que oferecem a oportunidade de proporcionar uma “experiência cinematográfica imersiva” de conteúdos audiovisuais que excede a simples função de reprodução. Estas condições variam desde as dimensões, o formato e a posição dos ecrãs e a disposição específica dos altifalantes até ao tipo de conteúdo e a forma como é navegado. Ao concentrar-se exclusivamente nas condições no interior do veículo, a plataforma da ZYNC integra-se facilmente com o hardware da Mercedes-Benz bem como com os sistemas operativos atuais e futuros, para fornecer conteúdos de uma forma que maximize a perceção audiovisual, o envolvimento e a facilidade de utilização.

Através da plataforma da ZYNC, os clientes da Mercedes-Benz poderão aceder a uma gama de mais de 30 serviços de streaming de parceiros “de elevada qualidade”. Está também disponível a integração contínua de parceiros e canais adicionais através de atualizações remotas. Na sua maioria, estes canais já estão incluídos e não necessitam de uma subscrição individual.

A primeira aplicação da ZYNC está prevista para o final deste ano no EQS e no Classe S na Europa, enquanto a implementação noutros modelos e mercados está prevista para 2023. Como pré-requisito para a utilização da plataforma da ZYNC, é necessária uma conta Mercedes-Benz me ativa com o pack MBUX Entertainment, que atualmente é fornecido gratuitamente durante um ano a partir da data de ativação, podendo posteriormente ser prolongado mediante o pagamento de uma tarifa no portal ‘Mercedes me’, em função do mercado.

Quando o veículo se encontra em movimento, os serviços de streaming são restringidos – por exemplo, são apenas transmitidos nos ecrãs dos passageiros ou apenas transmitido o áudio, de acordo com a legislação do respetivo mercado. O sistema está ainda preparado para permitir a utilização de streaming de vídeo enquanto o veículo está em movimento onde exista, no futuro, aprovação para condução condicionalmente automatizada de nível 3.

ID. Buzz First Edition esgotam reservas em menos de duas semanas

O ID. Buzz chegou virtualmente ao mercado no passado dia 27 de maio, e desde as 18 horas desse dia tornou-se possível pré-reservar uma de 20 unidades da série especial de lançamento ‘First Edition’ no site da marca e, em pouco mais de duas semanas, todas as viaturas disponíveis já tinham um cliente.

Apesar da produção do novo modelo já se ter iniciado, só no outono é que as primeiras vinte unidades vão chegar ao mercado português, todas elas já com dono. Em 2022 serão produzidas cerca de 15.000 unidades do ID. Buzz, na fábrica que foi construída originalmente para produzir o ‘Pão de Forma’, em 1956.

Para aqueles que não conseguiram reservar uma destas vinte unidades, há uma nova oportunidade, a partir de julho, quando a Volkswagen Veículos Comerciais disponibilizar o configurador online, no qual os clientes poderão personalizar o ID. Buzz à sua medida, selecionando os opcionais mais relevantes. Mais combinações de cores vão também estar disponíveis.

“Sabíamos que a chegada do novo ID. Buzz iria ser um sucesso. E a prova disso, está à vista. Em menos de duas semanas foram vendidas todas as 20 unidades. É uma grande conquista, uma vez que se trata de uma venda totalmente digital. Temos a certeza de que em julho o cenário se vai repetir”, comentou Ricardo Vieira, diretor-geral da Volkswagen Veículos Comerciais. “Este sucesso de vendas é a prova de que acertamos no produto, na estratégia e que continuamos a conquistar e a surpreender o público”, acrescentou.

O ID. Buzz chegará ao mercado na configuração de 5 lugares, estando também disponível uma versão Cargo, para transporte de mercadorias. A produção do ID. Buzz Cargo já começou e a produção em série do ID. Buzz está também a ter início na principal fábrica da Volkswagen Veículos Comerciais, em Hanover. Em conjunto com Zwickau e Emden, Hanover é o terceiro local de produção de veículos elétricos da Volkswagen na Alemanha, onde os veículos da família ID. estão a ser produzidos.

“O ID. Buzz é um marco na eletrificação da marca e da fábrica em Hanover”, diz Josef Baumert, membro do Conselho de Administração da Volkswagen Veículos Comerciais para Produção e Logística. “Em apenas oito anos, mais de 55% dos nossos veículos na Europa terão propulsão elétrica a bateria. O ID. Buzz desempenha um papel estratégico de liderança neste domínio”.

Este ano, a Volkswagen Veículos Comerciais planeia produzir um total de cerca de 15.000 ID. Buzz. Baumert acrescenta: “À medida que desenvolvemos a nossa gama, depois de 2023 iremos produzir até 130.000 unidades do ID. Buzz e o ID. Buzz Cargo na nossa fábrica de Hanover”.

Desde maio deste ano, a Volkswagen Veículos Comerciais produziu três modelos na fábrica, baseadas em três plataformas diferentes: o ID. Buzz como veículo de bateria elétrica, a Multivan como híbrido plug-in ou com motorização convencional, e as variantes do T6.1 com motor de combustão. Na fábrica, os veículos são parcialmente produzidos numa só linha de produção. Até 2023, a Volkswagen Veículos Comerciais planeia produzir diariamente até 900 ID. Buzz, a Multivan e o T6.1, em Hanover. Até agora, a produção máxima era de 810 veículos.

Para a construção da carroçaria do ID. Buzz, o grau de automatização aumentou 15 pontos percentuais, para 92%, em comparação com o T6.1. Os trabalhadores qualificados gerem uma grande parte das instalações utilizando computadores e dispositivos móveis como os smart watches. Os operadores e as máquinas estão em contato constante, e os sistemas robotizados relatam possíveis problemas em tempo útil, que podem ser resolvidos durante o funcionamento. Baumert resume em poucas palavras: “Hanover está em vias de se tornar uma ‘fábrica inteligente'”.