Um estudo “Car Policy Benchmark 2025”, promovido pela Ayvens, revela que 40% das frotas de passageiros analisadas já são eletrificadas. A maturidade das políticas de gestão e o foco no custo total de utilização (TCO) explicam a rápida transformação do setor.
A gestão de frotas em Portugal atravessa um período de forte profissionalização e transição energética. De acordo com a edição de 2025 do Car Policy Benchmark, o índice de eletrificação das frotas de passageiros registou um crescimento exponencial, passando de 13% em 2022 para 40% em 2025. Dos cerca de 10 mil veículos de passageiros analisados, aproximadamente 4 mil já abandonaram os combustíveis fósseis tradicionais.
Eficiência económica dita as regras
A adoção de critérios de decisão mais analíticos é uma das conclusões centrais do estudo. Atualmente, 83% das empresas utilizam o TCO (Total Cost of Ownership) como métrica principal, permitindo uma visão holística dos custos para além da renda mensal.
Para ilustrar esta viabilidade, o estudo apresentou um caso prático de uma substituição de frota de 220 viaturas: a transição de diesel para elétrico permitiu uma poupança objetiva de 2,5 milhões de euros num ciclo de quatro anos, demonstrando que os benefícios operacionais e fiscais compensam o aumento da renda do renting.
Políticas de frota mais maduras e estáveis
A gestão de frotas é hoje uma área altamente estruturada no tecido empresarial português. O estudo, que abrangeu 400 empresas de 11 setores, destaca:
- Formalização: 96% das organizações possuem políticas de frota formalizadas.
- Prazos Longos: A duração média dos contratos subiu para 51 meses. Cerca de 31% das empresas já contratam por cinco anos ou mais, uma subida drástica face aos 9% registados em 2022.
- Plafonds de Renda: A substituição dos plafonds de aquisição por plafonds de renda é agora uma realidade em 82% das empresas, garantindo maior previsibilidade financeira.
O fator humano e os desafios da infraestrutura
Apesar da evolução tecnológica, o estudo auscultou mais de 3 mil condutores para identificar as principais barreiras à adoção plena. Embora 50% dos colaboradores se mostrem disponíveis para transitar de imediato para veículos 100% elétricos, a autonomia (31%) e as lacunas na rede pública de carregamento (26%) continuam a ser as principais preocupações.
“O Car Policy Benchmark 2025 reforça a importância estratégica da gestão da frota. Este estudo mostra um mercado mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica”, afirma António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.
Resumo dos Indicadores Chave
| Indicador | 2022 | 2025 |
| Eletrificação (Passageiros) | 13% | 40% |
| Uso do TCO na decisão | 73% | 83% |
| Duração Média dos Contratos | 47 meses | 51 meses |
| Eletrificação (Mercadorias) | 1% | 10% |
