Fruto da eletrificação do mercado, da concorrência e da inovação, a indústria automóvel atravessa hoje um momento disruptivo e empolgante com novas marcas, novos modelos, tendências, tecnologias e bastantes inovações. O momento é, por isso, de purismo tecnológico, onde a eficiência deixa de ser apenas um número para se tornar quase uma forma de arte.
E no epicentro desta revolução elétrica surge mais uma marca asiática a Forthing S7 que vem para o segmento premium mas que não pretende ser mais um player no mercado mas desafiar o mesmo. Para isso começou pela física e desenhou o S7 para ter um coeficiente aerodinâmico de apenas 0.191 Cd, o que lhe garante o título de um dos veículos de produção que são mais aerodinâmicos do mundo. Tal é demonstrativo do estado da arte da engenharia asiática, sendo que posteriormente ainda foi melhorado nos centros de investigação que a marca possui na Europajorgefa.
Visualmente o S7 é todo ele uma lição de fluidez; cativa os olhares, os transeuntes pedem-me informações, sente-se que estamos perante um modelo diferente. O próprio design remete para uma estética orgânica que a marca batizou de Sky Mirror, onde os grupos ópticos possuem a forma do número sete, numa assinatura única, mas também luminosa inconfundível.
O interior segue a mesma tendência de alguma concorrência que opta por um minimalismo disruptivo onde não há botões físicos. Esta centralização no ecrã de 15,6 polegadas foi também ela acompanhada de uma ergonomia pensada para que o condutor não tire os olhos da estrada. Os materiais do S7 apresentam-se com grande qualidade, quase todos suaves ao toque. A ergonomia está bem conseguida, os novos bancos Cloud Brocade oferecem uma suavidade tanto tátil e conforto que rivaliza com o melhor que se faz na indústria.
A plataforma Super Cube Ema garante-lhe um espaço interior de referência que transforma os lugares traseiros num lounge. Ao volante sobressai a sofisticação do chassis equipado com uma suspensão FSD – Frequency Seletive Dumping, inspirada tecnicamente nos sistemas usados pelas marcas de super desportivos o que leva este modelo a ter um comportamento de referência que se adapta bastante bem às irregularidades do asfalto português.
A tração é exclusivamente traseira, o que aliada a um centro de gravidade muito baixo devido ao posicionamento das baterias lhe confere ainda maior agilidade, visível no teste do alce que superou a uma velocidade de 81,9 km/h o que o coloca no topo da segurança ativa e do controlo dinâmico do veículo.
Por tudo isto o S7 não quer ser apenas mais um elétrico que também possui a inovadora arquitetura de 800 volts, o carregamento rápido que lhe permite recuperar 320 km de autonomia em 14 minutos, a inteligência artificial presente em muitos domínios, até mesmo para prever o comportamento do tráfego e as baterias que possuem uma tecnologia denominada Armor Battery 3.0 LFP, resistentes a perfurações térmicas e sistema de densidade energética que, segundo a marca, lhe permite consumos bastante referenciais.
Em resumo, gostei do S7 pela experiência que perdura, pelo comportamento, conforto e eficiência silenciosa. Nota-se aquela robustez alemã quando fechamos as portas mas também no isolamento acústico de dupla camada. É um automóvel que não precisa de gritar para ser notado. A forma como a suspensão filtra o empedrado típico das nossas cidades ou como mantém a precisão numa estrada secundária revela o cuidado que a marca teve para o adaptar à Europa.
Em termos de concorrentes e público alvo, o S7 aponta diretamente para executivos e famílias tecnológicas que procuram alternativas premium e que valorizam a exclusividade de um design recordista mas que também exigem comportamento, qualidade e eficiência por um preço a começar nos 40. 000€.








