O American Jobs Plan, plano de infraestruturas proposto recentemente pelo novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que ascende a 2 biliões de dólares, inclui uma parcela de 621 mil milhões destinada ao investimento infraestruturas de transporte.
Além do investimento em infraestruturas rodoviárias, transporte ferroviário de passageiros e carga, aeroportos, portos e vias fluviais, o plano reserva a maior parcela – 174 mil milhões – para impulsionar a adoção de veículos elétricos nos Estados Unidos.
De acordo com o Departamento de Transportes, o plano exige 100 mil milhões de dólares em novos descontos para o consumidor, 15 mil milhões de dólares para construir 500.000 novas estações de carregamento de VE, 20 mil milhões de dólares para autocarros escolares elétricos, 25 mil milhões de dólares para veículos de transporte com emissões zero, e 14 mil milhões de dólares em outros incentivos fiscais.
Nos Estados Unidos, os defensores de veículos elétricos há muito que não estão satisfeitos com o atual sistema de créditos fiscais, que beneficiam principalmente os grandes contribuintes. Para muitos, um desconto direto em dinheiro seria um incentivo mais apelativo, pretensão que parece satisfeita na proposta de Biden. Uma descrição anterior do plano, divulgado pela administração no final de março, referia-se a “descontos na venda” para “VE americanos”.
Num desenvolvimento separado, a Casa Branca acaba de divulgar o seu pedido de financiamento discricionário para o ano fiscal de 2022, uma etapa preliminar no processo orçamental, incluindo vários itens relacionados com os veículos elétricos.
O pedido divulgado inclui 600 milhões de dólares “para veículos elétricos e infraestruturas de carregamento”, e também exige o aumento das despesas com a investigação: “o pedido discricionário investe mais de 8 mil milhões (um aumento de pelo menos 27% comparado a 2021) em financiamento de tecnologias avançadas de energia nuclear, veículos elétricos, hidrogénio, e mesmo abordagens inovadoras de ar condicionado e refrigeração”.
O documento também apresenta um pedido de financiamento para eletrificação da frota da Casa Branca, que inclui mais de 200.000 veículos, entre automóveis, camiões e autocarros, entre outros, com o objetivo de reduzir as emissões de carbono.