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Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

Destaques

A BYD apresenta o novo SUV compacto BYD ATTO 2 na Europa

A BYD, fabricante líder mundial de veículos movidos a novas energias (EV e PHEV) e baterias elétricas, apresenta o seu SUV mais acessível de sempre: o novo BYD ATTO 2, que combina dimensões compactas e grande agilidade, a icónica BYD Blade Battery e construção Cell-to- Body, tecnologia de ponta no habitáculo e generosos níveis de equipamento de série.

O novo BYD ATTO 2 foi concebido a pensar nos consumidores que pretendem a altura de condução elevada de um SUV, mas num modelo com amplo espaço a bordo, acessível e adaptado às ruas urbanas e aos locais de estacionamento citadinos. O interior do novo BYD ATTO 2 resulta da combinação de um estilo elegante e materiais de primeira qualidade com um espaço generoso e tecnologia inteligentemente integrada.

O novo BYD ATTO 2 possui um motor no eixo dianteiro que produz 130 kW e 290 Nm de binário, o suficiente para uma aceleração de 0-100 km/h de apenas 7,9 segundos e uma velocidade máxima de 160 km/h. A BYD Blade Battery de 45,12 kWh proporciona uma autonomia combinada WLTP de 312 km e 463 km em ciclo urbano.

Sendo o SUV mais compacto da BYD na Europa até à data, o novo BYD ATTO 2 vem repleto de equipamento de série, incluindo muitas caraterísticas normalmente associadas a veículos maiores. Ambas as versões do modelo têm as mesmas especificações a nível de baterias e motor, variando apenas no nível de equipamento.

A versão de entrada, o BYD ATTO 2 Active, tem uma lista de equipamento que o coloca acima dos seus rivais, com jantes em liga leve de 17 polegadas, faróis, luzes traseiras e luzes diurnas de LED, um teto panorâmico com cortina eletricamente ajustável, controlo inteligente dos máximos, acesso NFC através de chave, cartão-chave, smartphone ou dispositivo portátil, sensores de estacionamento traseiros e câmara, um sistema de infoentretenimento com ecrã tátil rotativo de 10,1 polegadas, estofos em pele vegan e funcionalidade V2L (Vehicle-to-Load).

A versão Boost é equipada com mais equipamento premium, incluindo aquecimento dos bancos dianteiros e do volante, iluminação ambiente do habitáculo, espelhos exteriores rebatíveis eletricamente, sensores de estacionamento dianteiros e uma câmara de 360 graus. Além disso, o BYD ATTO 2 Boost inclui um ecrã de infoentretenimento maior, com 12,8 polegadas, um carregador de smartphone sem fios de 15 W e um sistema áudio melhorado com oito altifalantes. O software de bordo da BYD permite receber atualizações Over The Air (OTA) e o sistema “Olá BYD”, em português, permite o acesso a várias funções apenas por comandos de voz. O sistema inclui conetividade sem fios para Android Auto e Apple CarPlay, portas USB Tipo C e Tipo A, na dianteira, e mais duas tomadas USB na traseira. Para além do compartimento dos passageiros, a bagageira do BYD ATTO 2 mede 400 litros e pode ver a capacidade aumentar até 1340 litros, ao rebater o banco traseiro.

O novo BYD ATTO 2 recorre ao potencial da e-Platform 3.0 que está no coração de todos os veículos puramente elétricos da marca e surge equipado com a BYD Blade Battery que utiliza fosfato de ferro-lítiro (LFP), e, pela primeira vez num modelo compacto da BYD, utiliza a construção Cell-to-Body (CTB). Este processo integra a bateria completamente no chassis do veículo, com a cobertura superior da bateria a atuar como piso do compartimento dos passageiros. A disposição CTB, que é exclusiva da BYD e a primeira no segmento dos SUV compactos, proporciona maior proteção e níveis excecionais de rigidez da carroçaria.

O BYD ATTO 2 dispõe de um sistema de carregamento de 65kW DC que permite carregar a bateria de 10% a 80% em 37 minutos, e de 30% a 80% da capacidade em 28 minutos. Com uma potência de carregamento máxima (AC) de 11kW, o BYD ATTO 2 consegue carregar completamente a bateria em cinco horas e meia.

O BYD ATTO 2 destaca-se entre os SUV compactos por oferecer uma bomba de calor de série. Esta caraterística ajuda a maximizar a eficiência e a autonomia em condições extremas, particularmente em tempo frio.

O sistema de infoentretenimento do automóvel também suporta uma função de karaoke. Desenvolvido em conjunto com a marca líder de software de karaoke Stingray, o sistema operado através de um acessório de microfone opcional, tem uma vasta opção de músicas, suporta vários idiomas e funciona através dos próprios altifalantes do automóvel, enquanto mostra as respetivas letras no ecrã de infoentretenimento.

O lançamento do BYD ATTO 2 em Portugal está previsto para o final do mês de fevereiro, com quatro opções de cor, Climbing Grey, Hiking Green, Skiing White e Cosmos Black.

Este que é o SUV mais acessível de sempre da BYD, será lançado com uma campanha exclusiva a partir de 29.990€ (*) com recurso a condições especiais de financiamento.

“Electric All In”: A Opel simplifica a transição para a eletrificação

Sendo o primeiro fabricante alemão com uma variante elétrica a bateria em cada modelo do seu portfólio, a Opel está a tornar a compra de um veículo elétrico mais fácil, acessível e, acima de tudo, sem preocupações. Os clientes que adquiram um modelo 100% eletrificado, como o novo Opel Grandland Electric ou o novo Opel Frontera Electric, passam, a partir de agora, a ter acesso a múltiplos serviços adicionais. 

“Electric All In” é o nome da fórmula que torna a transição para a mobilidade elétrica numa brincadeira de crianças e a condução no quotidiano mais agradável. A oferta inclui serviços como a EasyWallbox para carregamento rápido em casa, o pack Opel Connect PLUS e oito anos de assistência de carregamento móvel, assistência em viagem e garantia da bateria. Tudo o que os clientes precisam de fazer é descarregar um passe digital, online ou no seu concessionário Opel.

“A Opel é elétrica. Já oferecemos pelo menos uma variante elétrica a bateria para cada modelo. Além disso, tornamos a eletromobilidade quotidiana ainda mais fácil e fiável graças ao nosso pacote gratuito ‘Electric All In’. Na Opel, os clientes não se limitam a comprar o seu veículo elétrico, estão também completamente cobertos pelos múltiplos e-services. Com esta abordagem única, queremos tornar a transição para a mobilidade elétrica ainda mais fácil e impulsionar o lançamento desta importante tecnologia de condução”, afirmou o CEO da Opel, Florian Huettl.

Os interessados em veículos elétricos colocam, principalmente, três questões: A autonomia elétrica é suficiente para as minhas necessidades? E quanto ao tempo de carregamento e às infraestruturas? Como se processa o serviço e a manutenção dos modelos elétricos? Com o pacote “Electric All In”, a Opel oferece a resposta certa e facilita a transição para um modelo elétrico a bateria:

  • Carregamento facilitado: para um carregamento rápido em casa, os clientes recebem uma EasyWallbox com inúmeras soluções inteligentes incluídas na compra de um veículo elétrico Opel. Graças à conetividade WiFi e Bluetooth, a Wallbox pode ser controlada remotamente através de uma aplicação e o estado de carregamento pode ser verificado a qualquer momento. Quando o modelo elétrico precisa de ser recarregado em viagens mais longas, o Charging Pass incluído garante carregamentos sem problemas em mais de 850.000 pontos de carregamento públicos na Europa.
  • Conectividade: As chamadas de emergência e de avaria estão incluídas, assim como múltiplos serviços Opel Connect PLUS. Estes serviços vão desde o e-Remote Control, que pode ser utilizado para verificar o estado de carregamento e o nível de bateria do veículo, ou programar o ar condicionado através da aplicação myOpel, as funções de controlo remoto, como trancar as portas à distância ou acender as luzes, até à navegação em tempo real, com informações em tempo real sobre estações de carregamento, lugares de estacionamento, a app e-ROUTES e muito mais.
  • Segurança tranquilizadora: Os clientes também podem ficar tranquilos no que diz respeito à duração da bateria do seu veículo elétrico. A Opel oferece uma garantia de oito anos para a bateria do veículo. E se o veículo necessitar de carregamento móvel ou de assistência em viagem durante este período, a Opel também fornecerá apoio no local.

Com o “Electric All In”, que está disponível em Portugal desde 1 de fevereiro, a Opel oferece um pacote completo para os condutores de automóveis elétricos, dando segurança aos clientes e aumentando a satisfação com a mobilidade elétrica. Com este pacote, a transição para um dos múltiplos modelos Opel 100% eletrificados torna-se mais simples.

Carros híbridos plug-in, PHEV, sob escrutínio por elevada poluição

A discrepância entre as emissões e os consumos homologados dos veículos híbridos plug-in (PHEV) e os valores reais em condições de utilização foi alvo de vários estudos e investigações. Organizações como o Conselho Internacional para o Transporte Limpo (ICCT) e a Transport & Environment (T&E) realizaram análises que revelam que, na prática, as emissões de CO₂ dos PHEV podem ser até 3,5 vezes superiores às declaradas pelos fabricantes.

Estas investigações mostraram que muitos condutores não carregam os seus veículos com a frequência necessária, o que leva a um aumento do uso do motor de combustão interna e, consequentemente, a maiores emissões e consumos de combustível.

A Comissão Europeia, ao analisar dados de consumo de milhares de PHEV, constatou que uma proporção significativa de utilizadores não tira pleno proveito da capacidade elétrica dos seus veículos, contribuindo para esta discrepância.

Porquê é que muitos condutores não carregam as baterias?

A eficiência dos veículos híbridos plug-in (PHEV) depende em grande medida da frequência com que as baterias são carregadas. No entanto, diversos estudos apontaram que muitos condutores não realizam esta recarga de forma regular. As razões por detrás deste comportamento são variadas e incluem:

Falta de infraestrutura de recarga

Em muitas regiões, a infraestrutura de recarga é insuficiente ou pouco acessível. Por exemplo, em Baleares, a preferência por veículos híbridos tem aumentado face aos elétricos devido às limitações na infraestrutura de carga. A escassez de pontos de recarga e a sua limitada manutenção dificultam que os proprietários de PHEV encontrem locais convenientes para carregar os seus veículos, desencorajando a recarga regular.

Conveniência e hábitos de condução

Ao contrário dos veículos 100% elétricos, os PHEV podem funcionar exclusivamente com gasolina, o que por vezes resulta mais conveniente para os condutores. Esta dualidade permite que alguns proprietários optem por não recarregar as baterias, dependendo exclusivamente do motor de combustão interna, especialmente se considerarem que a autonomia elétrica não é suficiente para as suas necessidades diárias.

Desconhecimento ou falta de sensibilização

Alguns condutores não estão plenamente conscientes da importância de recarregar os seus veículos para manter a eficiência e reduzir as emissões. A falta de informação adequada sobre o funcionamento ideal dos PHEV pode levar a uma utilização inadequada, em que a recarga da bateria não é vista como uma prioridade.

Perceção de suficiência com a recarga regenerativa

Existe a crença errada de que a recarga obtida durante a condução, como a regeneração de energia ao travar, é suficiente para manter a bateria em níveis ótimos. No entanto, essa energia recuperada é mínima e não substitui a necessidade de uma recarga completa através de uma fonte externa.

Que medidas tomou a União Europeia?

Normativa Euro 6e-bis: um novo padrão para os híbridos plug-in

A União Europeia implementou a normativa Euro 6e-bis com o objetivo de obter medições mais precisas e representativas das emissões dos veículos híbridos plug-in (PHEV). Esta normativa, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2025 para novas homologações, introduz alterações significativas nos procedimentos de teste e cálculo de emissões.

Contexto e necessidade da Euro 6e-bis

Os ciclos de homologação anteriores, como o NEDC e posteriormente o WLTP, foram criticados por não refletirem com exatidão as condições reais de condução dos PHEV. Isso permitiu que alguns veículos homologassem consumos e emissões significativamente baixos, que na prática são difíceis de alcançar. A Euro 6e-bis visa corrigir estas discrepâncias, proporcionando dados mais realistas e confiáveis.

Principais mudanças introduzidas

Uma das alterações mais significativas é a ampliação da distância de teste nos ciclos de homologação. Anteriormente, os testes eram realizados numa distância de 800 km; com a Euro 6e-bis, esta distância foi aumentada para 2.200 km. Este ajuste permite avaliar de forma mais precisa o comportamento do veículo quando a bateria está descarregada, refletindo melhor as emissões e o consumo em condições reais de condução.

Impacto nas emissões e no consumo

A implementação da Euro 6e-bis resultará num aumento dos valores oficiais de emissões e consumo para os PHEV. Por exemplo, um modelo que atualmente homologa emissões de 45 g/km de CO₂ poderá ver este valor aumentado para aproximadamente 96 g/km sob a nova normativa. Este ajuste procura oferecer aos consumidores uma visão mais realista do desempenho ambiental destes veículos e incentivar práticas de utilização mais responsáveis.

Implicações para fabricantes e consumidores

Para os fabricantes, a Euro 6e-bis representa um desafio em termos de design e comercialização de PHEV. Os novos valores de emissões poderão afetar a elegibilidade de certos modelos para incentivos fiscais e benefícios associados a veículos de baixas emissões. Além disso, é provável que alguns modelos de PHEV percam determinados incentivos fiscais ao não cumprirem os limites de emissões mais rigorosos, o que também poderá afetar o seu preço no mercado.

Conclusão

A normativa Euro 6e-bis marca um passo significativo rumo à transparência e precisão na medição de emissões dos veículos híbridos plug-in. Ao refletir de forma mais fiel as condições reais de utilização, espera-se que tanto fabricantes como consumidores adotem práticas mais sustentáveis e responsáveis, contribuindo assim para os objetivos ambientais da União Europeia.

CES 2025 – Destaques de Autotecnologia e Mobilidade Janeiro de 2025

A edição de 2025 do CES está a fechar as portas. Abaixo estão as minhas percepções e opiniões sobre a parte de mobilidade deste evento global de tecnologia. Poderá estar interessado em consultar os relatórios semelhantes que tenho publicado todos os anos em janeiro desde 2017, uma vez que esta é a minha oitava participação.

Observações Gerais e Tendências — Não é o Melhor CES

Cerca de 141.000 participantes e 6.000 meios de comunicação visitaram os 4.500 expositores, incluindo cerca de 1.500 startups. Entre este último grupo, a delegação de tecnologia coreana foi muito perceptível, pois ocupou cerca de 25% do Eureka Park, o salão dedicado a startups. A delegação era claramente maior do que a francesa, que havia sido a segunda maior (depois dos EUA) nos últimos anos.

A edição deste ano foi um pouco menos intensa no espaço de mobilidade do que as anteriores. A densidade geral de estandes no West Hall — dedicado à mobilidade — era menor, com alguns espaços vazios. Vários grandes OEMs e fornecedores de Nível 1 pularam a CES deste ano (ainda mais do que em 2024), por exemplo, Mercedes, Stellantis, Toyota, VW Group, bem como Magna e Forvia, embora a maioria estivesse presente com suítes privadas para reuniões. A indústria automotiva está sofrendo financeiramente, o que impactou sua participação em Las Vegas.

Eu não identifiquei nenhuma nova tendência de interesse significativo ou identifiquei qualquer inovação devastadora no espaço de mobilidade. O veículo definido por software (SDV) está cada vez mais nas mensagens das empresas. No entanto, ainda estamos no estágio inicial de implantação, principalmente com apresentações dedicadas de hardware e software e vitórias de design.

A IA é ainda mais generalizada do que em 2024, embora as soluções baseadas em GenAI ainda não fossem muito visíveis, independentemente da vertical. O CEO da Nvidia fez anúncios muito ambiciosos, divulgando o enorme crescimento da demanda ainda por vir para seus chips para apoiar as necessidades de treinamento e inferência de IA, inclusive para direção autônoma e assistida, onde a empresa pretende desempenhar um papel fundamental (por exemplo, usar genAI para criar cenários de direção).

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Os jogadores da Robotaxi estavam presentes com Waymo e Zoox, como em 2024. Este modo de mobilidade está rapidamente ganhando maturidade com a Waymo atingindo 175.000 viagens pagas por semana entre Phoenix, São Francisco e Los Angeles — os lançamentos estão planejados em Austin, Atlanta, Miami e Tóquio. A empresa exibiu o Jaguar iPace existente, bem como os veículos Zeekr (acima) e Hyundai, que estarão operacionais em 2025 com o Gen 6 HW e SW da Waymo. A Zoox apresentou seu veículo construído especificamente, que será usado para passeios comerciais em São Francisco e Las Vegas nas próximas semanas.

Na frente da eletrificação, houve sinais de que a indústria está se afastando — pelo menos temporariamente — de BEV para soluções híbridas, incluindo opções de alcance estendido (a.k.a. EREV). Por exemplo, a Valeo apresentou uma maquete com várias opções de eletrificação, incluindo uma primeira embreagem úmida tripla da indústria para trens de força híbridos. Scout, a nova marca do Grupo VW (mais tarde), adicionou opções EREV ao seu plano inicial apenas para BEV, o primeiro aparentemente recebendo cerca de 80% de todas as pré-encomendas.

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Por último, a mobilidade aérea foi representada por uma empresa este ano. A Xpeng AeroHT apresentou sua dupla “eVTOL + transportadora terrestre” (acima). O primeiro pode transportar duas pessoas e dobrar para caber na parte de trás do transportador terrestre de 6 rodas de 5,5 m de comprimento. A empresa teria recebido 2.000 pré-encomendas para este produto de US$ 280 mil, com as primeiras entregas previstas para 2026. Para comparação, as empresas americanas (por exemplo, Archer, Joby) também estão progredindo, enquanto as europeias (Lilium e Volocopter) estão falhando. A Europa está ficando para trás.

Alguns Anúncios Chave da OEM

A Scout apresentou seus primeiros produtos, o Traveler SUV e a caminhonete Terra, ambos construídos na mesma plataforma. Como mencionado anteriormente, as versões BEV e EREV são oferecidas; a última foi adicionada recentemente para lidar com a resistência atual aos BEVs. Os intervalos são estimados em 350 e 500 milhas, respectivamente. Esses veículos, que serão distribuídos por meio de um modelo direto ao consumidor, serão os primeiros do Grupo VW a se beneficiar da parceria do OEM com a Rivian, ou seja, o compartilhamento de arquitetura e software eletrônicos zonal / de domínio.

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A BMW revelou sua solução de cockpit Panoramic iDrive, combinando uma tela física de pilar a pilar com uma grande tela central e uma tela frontal opcional (abaixo). Este novo layout será introduzido em 2025 no Neue Klasse, primeiro no iX3.

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A Honda apresentou protótipos dos dois primeiros modelos de sua linha de BEVs Série 0, ou seja, um crossover de médio porte e um sedan baixo em forma de cunha com um design arrojado (abaixo). Os veículos fizeram sua primeira aparição na CES 2024. A produção começará no centro de EV da empresa nos EUA em 2026.

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A Afeela da Sony Honda Mobility apresentou a versão de lançamento de seu primeiro veículo, um sedan chamado Afeela 1 (abaixo) equipado com uma tela física de pilar a pilar. Foi apresentado com um lidar e duas câmeras montadas no teto. As entregas começarão na Califórnia em meados de 2026, inicialmente com uma versão que custa US$ 103 mil e um alcance direcionado de 300 milhas (bateria de 91 kWh). O carro está disponível para pré-encomenda e será distribuído através de um modelo direto ao consumidor.

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Zeekr, a subsidiária Geely de 4 anos, tinha uma forte presença com três veículos em exibição, incluindo o 001FR capaz de 0-100 km/h em 2,02 segundos, bem como um bot de carregamento de EV. A Zeekr também anunciou o lançamento de um kit de direção baseado em Nvidia Thor para os carros que entregará à Waymo nos EUA este ano. A marca em rápido crescimento vendeu 222 mil veículos na China, bem como através de mais de 500 showrooms no exterior.

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Que tal os fornecedores e startups?

A Valeo manteve sua presença total com dois sites, apresentando uma ampla gama de tecnologias. Eles incluíram tecnologia de detecção junto com soluções ADAS, HPC de domínio e zonal de domínio único a computadores modulares, multidomínio, um sistema operacional de veículo, gerenciamento térmico baseado em bomba de calor, todo o veículo para melhorar a eficiência energética, etc. A Valeo também anunciou uma parceria com a AWS, com o objetivo de reduzir o tempo de desenvolvimento da SDV em 40%.

A OPmobility teve uma forte presença, dobrando o tamanho de seu estande anterior. O fornecedor francês de 11 bilhões de euros apresentou tecnologias que vão desde soluções de iluminação (incluindo o primeiro Adaptive Driving Beam para o mercado dos EUA), até monitores integrados em painéis de carroceria e aproveitando os recursos SDV, baterias, módulos, tecnologia H2 e muito mais. Várias soluções foram desenvolvidas em parceria com startups como a Sonatus.

A Continental apresentou um caminhão Volvo VNL classe 8 (40t) equipado com a engrenagem de direção autônoma da Aurora Innovation (abaixo). Esta parceria de 3 vias levou ao lançamento em dezembro passado de operações autônomas de caminhões para a DHL Supply Chain no Texas, nos corredores Dallas-Houston e Fort Worth-El Paso.

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A especialista em SDV Sonatus, com mais de 3 milhões de veículos equipados desde 2021, introduziu duas novas soluções que aproveitam a IA. Ambos se concentram em melhorar o fim do serviço do ciclo do produto, permitindo diagnósticos simplificados e coleta e streaming de dados eficientes, usando Modelos de Linguagem de Grande Porte.

O especialista em interface de toque UltraSense apresentou seu portfólio expandido de soluções abordando vários casos de uso de interface do usuário dentro e fora do veículo. Soluções integradas de detecção em plano e multimodo com um driver de HMI proprietário para iluminação tátil e de fundo já estão em produção em vários OEMs.

Duas startups europeias, Elaphe e Donut Lab (subsidiária da Verge Motorcycle) apresentaram motores na roda, este último atingindo 115 Nm/kg e 16 kW/kg.

Próximos Passos

Sinta-se à vontade para entrar em contato se quiser investigar quaisquer domínios de inovação no espaço de mobilidade / automotivo. Os serviços de olheiro e análise de tendências aproveitam meu repositório proprietário de cerca de 4.500 empresas (mais de 90% startups) distribuídas em todo o mundo, complementados com uma grande quantidade de informações selecionadas desde 2016. Algumas das startups e tecnologias detectadas na CES enriquecerão ainda mais este repositório.

Por fim, tenho organizado passeios privados da CES para executivos seniores e equipes de gerenciamento dos principais OEMs e fornecedores de Nível 1 há vários anos. Entre em contato comigo caso esteja interessado em um tour com curadoria para a CES 2026.

Marc Amblard.

Diretor Administrativo, Orsay Consulting

Nissan Juke é o segundo ligeiro de passageiros mais vendido em Portugal e primeiro do segmento B-SUV

O Nissan Juke continua a ser um dos modelos favoritos no mercado nacional, sendo o segundo ligeiro de passageiros com mais matrículas novas e o mais vendido do segmento B-SUV, em janeiro de 2025, em Portugal. O Nissan Qashqai permanece o preferido dentro dos C-SUV e também fechou o primeiro mês do ano como líder do seu segmento.

O Nissan Juke fechou janeiro de 2025 com 482 novas matrículas, valor que faz do modelo o mais vendido dentro do seu segmento, com 14,5% do total de matrículas na categoria. Nas viaturas ligeiras de passageiros, o Nissan Juke tem uma quota de mercado de 3,32%, de acordo com os dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal.

O crossover mais pequeno da Nissan tem sido um caso de sucesso desde o seu lançamento, em 2010, havendo mais de 26 mil viaturas em circulação no país. O design arrojado, características práticas e tecnologia conquistaram uma base sólida de fãs que continuam a ver no Nissan Juke a escolha acertada para o dia a dia.

O Nissan Qashqai mantém a liderança desde o seu lançamento em 2007 e continua a ser um dos favoritos dos portugueses, tendo sido mais uma vez o modelo mais vendido no segmento C-SUV, com uma quota de 7,5% no primeiro mês de 2025.

De destacar ainda que a Nissan é a sétima marca a vender mais automóveis ligeiros de passageiros em janeiro de 2025, com um total de 762 viaturas e 5,25% de quota de mercado. No Top 10, foi a marca a registar maior crescimento face ao mesmo período de 2024, com um aumento de 12,7% no número de viaturas ligeiras de passageiros matriculadas.

Em janeiro de 2025, foram matriculados em Portugal 14.540 veículos ligeiros de passageiros, o que representou uma descida de 7,8% face ao mesmo período de 2024, quando foram matriculadas 15.737 viaturas.

As energias alternativas têm dominado o mercado, com 66,5% dos veículos ligeiros de passageiros novos a serem elétricos e híbridos.

Estes resultados dos modelos da Nissan mostram não apenas o apelo da marca, mas também o compromisso da Nissan em oferecer veículos que atendam às necessidades de mobilidade moderna, com foco em inovação, sustentabilidade e design.

Microlino- A nova vida do “carro bolha” … agora elétrico

A Micro apresentou o novo Microlino Lite no Salão Automóvel de Genebra de 2024 pelas mãos da Micro Mobility Systems – fabricante suíço – de  Wim Ouboter, criador da scooter original dobrável de alumínio de duas rodas. 

A influência estilística do “carro-bolha” que marcou uma geração, construído sob licença BMW com as suas três rodas (atualmente possui quatro), surge agora numa versão retro-futurista adaptada aos tempos modernos com um motor elétrico que lhe garante uma autonomia até 184kms.

O Microlino surge na sequência de êxitos como o Carocha, o Mini, Renault 5, Fiat 500 entre outros. Ligeiramente maior que o seu antecessor, mas mesmo assim …. pequeno. 

Esteticamente não deixa ninguém indiferente; é definitivamente alegre, dinâmico; mistura até a beleza italiana dos automóveis, com a sua frente dominada pela porta que abre eletricamente (!!) através de um botão na lateral do Micro (e fecha em soft-close!!!!), pelos faróis integrados nos espelhos retrovisores (no interior não possui espelho central nem palas para o sol). Em contraponto, possui uma bateria de iões de lítio no chassis e a monocoque é de aço, uma novidade no segmento dos microcarros. 

Merlin Ouboter, cofundador da Microlino aponta claramente os jovens como público alvo:

«é a nossa contribuição para tornar soluções de mobilidade sustentáveis acessíveis a uma comunidade ainda maior. Reconhecemos a crescente necessidade de tal mobilidade, especialmente entre aqueles que querem estar seguros e protegidos do clima sem uma carta de condução»  

O Microlino Lite é construído em Itália na fábrica de Turim. O acesso ao interior pela porta da frente é bastante fácil (a coluna de direção não avança com a porta como o original, mas está fixa ao chassis e o volante não tem ajuste, nem em altura nem em profundidade); acomoda facilmente dois adultos mesmo que tenham mais de 1.75cm. O banco é confortável e deslizante e conta com uma bagageira que não envergonha viaturas de segmentos superiores (até 230l). A ergonomia é boa e os materiais também, com pele vegan e alcântara sintética nalgumas versões (a de ensaio), sendo que a atenção aos detalhes está bem conseguida. 

Para Portugal o importador considerou, para este quadriciclo que atinge os 90km/hora  as versões com teto de abrir em lona, sendo que as janelas mantêm a originalidade – são de correr.  O travão de mão é manual e a alavanca da caixa de velocidades possui o normal R, N e D, além da opção Sport para andamentos mais vivos. O painel de instrumentos é minimalista, mas agradável. Possui um 2º ecrã para controlar a climatização (não tem AC)

A aceleração é suave e, nalguns casos, até bastante rápida, a bateria da viatura de ensaio possui 10,5 kWh (existe uma de 6kwh) para um alcance  de cerca de 125kms (precisa de quatro horas para carregar).

É, confortável para um automóvel com estas dimensões, talvez devido à construção do seu chassis. O seu preço inicia-se nos 17.000€ até perto dos 23.000€ num mercado onde compete com propostas como o Citroen Ami, Silence S04 e o XEV Yoyo

Público alvo? Todos aqueles que procuram diferenciação e uma evocação do passado; jovens com menos de 18 anos sem carta de condução, consumidores urbanos (não pode circular em AE e IP’s). Trata-se de um produto de nicho para um cliente que procura um veículo com conforto, qualidade de construção (dentro do segmento), que se enquadra com o conceito e um estilo de vida muito próprio. 

É também um veículo muito sujeito a interações/conversas nos semáforos e onde se estaciona. Se procura discrição este não é seguramente o veículo ideal!! Claramente não passamos desapercebidos em nenhum momento, sendo que também não senti insegurança (pela sua pequena dimensão), sendo um veículo estável (travões podiam ser mais potentes), com bom espaço interior na sua pequena dimensão.

Tesla Lança Powerwall 3 em Portugal: Mais Potência, Eficiência e Autonomia

A Tesla continua a sua missão de tornar a energia sustentável acessível a todos. Hoje, com grande entusiasmo, a empresa anuncia a chegada da Powerwall 3 a Portugal, ampliando a oferta de soluções energéticas inovadoras para além da sua linha automóvel.

Energia Inteligente para o Lar

A Powerwall 3 é a mais recente evolução das baterias residenciais da Tesla, sucedendo às versões anteriores lançadas em 2015 e 2017. Com mais de 800.000 unidades instaladas globalmente, esta nova geração oferece um desempenho superior e maior flexibilidade para otimizar o consumo energético doméstico.

Projetada para alimentar a maioria das casas europeias com uma única unidade, a Powerwall 3 permite armazenar o excesso de energia solar gerado durante o dia para ser utilizado à noite, reduzindo a dependência da rede elétrica em até 71%*. Este sistema inteligente possibilita uma significativa economia na fatura de eletricidade e contribui para um consumo mais sustentável.

Maximização de Poupanças e Eficiência

Além do modo de autoconsumo, a Powerwall 3 conta com a funcionalidade de Controlo Baseado no Tempo, ideal para quem possui tarifas variáveis ao longo do dia. Com essa tecnologia, a bateria carrega da rede elétrica quando os preços estão baixos e utiliza a energia armazenada nos momentos de pico, proporcionando uma economia anual que pode chegar a 1.044 euros*.

Outro grande benefício é a proteção de reserva: a Powerwall 3 deteta automaticamente falhas na rede elétrica e assume o fornecimento de energia para a casa, garantindo segurança e conforto em qualquer situação.

Desempenho Aprimorado: Mais Potência e Versatilidade

A nova versão da Powerwall apresenta mais do dobro da potência da Powerwall 2, sendo capaz de fornecer entre 3,68 kW e 11,04 kW em toda a Europa. Isso significa maior flexibilidade para alimentar residências de diferentes dimensões e suportar múltiplos aparelhos durante cortes de energia.

Com um inversor solar integrado, a Powerwall 3 melhora a eficiência do sistema, reduzindo a necessidade de inversores externos e proporcionando uma instalação mais simplificada e elegante. Além disso, o novo sistema de gestão térmica, inspirado no design do Tesla Model 3, garante um desempenho otimizado em temperaturas extremas, variando entre -20 °C e 50 °C. Seu design robusto permite a instalação tanto em áreas internas quanto externas, resistindo a condições adversas como elevada humidade e inundações de até 60 cm de água.

Integração Completa com o Ecossistema Tesla

Totalmente compatível com a aplicação Tesla, a Powerwall 3 permite um controlo intuitivo do consumo energético, otimizando a eficiência do sistema. Quando emparelhada com veículos Tesla, desbloqueia funcionalidades exclusivas, como o Carregamento com Solar, que possibilita abastecer o automóvel utilizando apenas o excesso de energia solar gerado em casa, reduzindo ainda mais os custos de carregamento.

A Powerwall 3 já está disponível em Portugal. Para mais informações e orçamentos com instaladores certificados Tesla Powerwall, clique aqui.

Vamos carregar uma mochila?

Gosto de viajar a pé. Sim, a pé. Gosto de pegar na mochila e seguir por montes e vales, levando comigo, às costas, o que necessito e dessa forma tenho uma percepção única da viagem, disfrutando dela ao pormenor.

Costumo dizer que nestes momentos tenho tempo de qualidade, para mim, para me escutar, para me sentir, para aprender. Sim, aprendo coisas enquanto caminho. Aprendo a gerir esforço e aprendi, muito importante, que não consigo transportar mais, do que aquilo que posso levar às costas.

Este ensinamento, foi algo que me mudou, que me levou a reflectir e, por isso, entendi que seria importante partilhar esta minha forma de ver e de agir.

Tenho a sorte de estar integrado numa sociedade confortável. Vemos o “ter” como forma de status. Somos compelidos a comprar, porque nos criam a ilusão de que o descascador de ovos a laser, nos melhora exponencialmente a qualidade de vida e coloca-nos de consciência tranquila, pois se guiarmos um carro eléctrico estamos a salvar uma colónia de pinguins na Antártida. Ficamos confortáveis.

Se perguntarmos o que é o conforto a alguém que vive em alguns países menos privilegiados do que o nosso, o conforto passará, certamente por ter água potável próximo, por saber que mais logo vão ter um jantar.

Nós, por cá, temos carne da Argentina, vinho da Austrália e tofu que não se sabe bem de onde veio, mas foi embalado na Tailândia, por exemplo. Ou seja, estamos habituados a ter e esse “ter”, ser a qualquer custo. 

Estamos também habituados a entrarmos no carro, se for electrificado ficamos mais descansados, irmos para um centro comercial, que até fica longe e mudarmos o guarda-roupa, quando muda a estação e logo de seguida, como vêm os saldos, compramos mais uma data de roupa, que até está barata e aquele fato polar, criado para suportar temperaturas entre os -20º e os -40º poderá fazer jeito, se no próximo Inverno se alterar a tendência de aquecimento do planeta. São oportunidades que não se podem perder, convencem-nos.

E se isto é um bocadinho assim, então o que dizer da moda actual de comprar online, o tal descascador de ovos a laser, que está barato e se comprar mais um mocho de plástico para afugentar gaivotas e um alimentador de piranhas, com extracto vegetal, oferecem os portes de envio.

Está mal. Digo eu.

Com as alterações climáticas na ordem do dia, parece-me que é altura de se começar, verdadeiramente, a discutir a sustentabilidade e não me parece que o modelo que adoptamos esteja a ser o mais certo.

O modelo actual passa pelo ter muito e barato. Passa pelo descartar e comprar novo.

O modelo actual passa pelas cadeias de distribuição longas, para suprirem necessidades reais, ou não. Passa pelo transporte de matérias-primas, para locais longínquos, onde são processadas e depois transportadas para outros locais longínquos onde recebem uma marca, uma embalagem (que vai ser para descartar) e depois para um centro de distribuição. Daí vão seguir para lojas e, por fim, para o consumidor final, que muitas vezes até mora mesmo ao lado de onde a matéria-prima foi extraída e que, depois de uma volta ao mundo, quase se pode dizer que regressou a casa.

Estas matérias-primas serão conduzidas num dos 278 milhões de veículos comercias pesados que existem actualmente no mundo, que em média, cada um, emite cerca de 120 kg de CO2 para a atmosfera, por hora. 

Eventualmente serão depois transportadas por navio, sendo que as emissões de CO2 de um cargueiro médio, por dia, são da ordem das 5,97 mil toneladas, ou seja: 2.18 milhões de toneladas ano, apenas por um dos 60 mil navios mercantes que operam actualmente (!) – revi estes números várias vezes, porque pareciam-me estupidamente elevados.

Eventualmente poderão também recorrer ao avião que, em média, emite 90 Kg de CO2 por quilómetro, que será como quem diz 81 toneladas por hora. Já agora, há qualquer coisa como 100 mil aviões comerciais a voar por dia. E na sequência destes dados, só mais um número para rematar: de 30 de Dezembro de 2024 a 12 de Janeiro de 2025 foram agendados 9,052,990 voos comerciais.

Alguém disse uma vez, que é só fazer as contas…

Já pensaram no custo ambiental que tem aquele descascador de ovos a laser, que só custa €2,99?

Se todos nós, humanos, consumíssemos como a média dos norte-americanos, seriam necessários cinco planetas do tamanho da terra, por ano, para suprir as necessidades de alimento, bens materiais e energia. Do outro lado da realidade está a Eritreia, que nos deixaria uma margem razoável de “planeta excedente”.

Não quero ser eritreu, quero manter grande parte da qualidade de vida que tenho e acho que para isso, antes de mais, preciso de me interrogar sobre o que preciso e como uso o que realmente necessito. Acho que precisamos todos de pensar, mas pensar como deve ser.

E se caminhássemos juntos? Se chegou até aqui, peço-lhe que faça mais um exercício: carregar a sua mochila. Não precisa de sair de casa, carregue uma mochila imaginária e interrogue-se se precisa mesmo de tudo o que acha indispensável. Depois caminhe.

Na elaboração deste artigo baseei-me nas seguintes fontes: UCL Energy Institue, Statista, international concil on clean transportation, OAG – Oficial Airlines Guide, VehicleHelp.com, 800autotalk.com, Centre For Multilateral Affairs, Centiment Climat, Renobables Verdes

Este texto, por opção de autor, não foi escrito de acordo com as regras do novo A.O.

XPENG AEROHT revela o primeiro carro voador modular do mundo e já conta com mais de 3 mil encomendas

A era dos carros voadores chegou: Xpeng Aeroht apresenta o revolucionário Land Aircraft Carrier na CES 2025

Já não estamos apenas no domínio da ficção científica: os carros voadores são agora uma realidade tangível. Durante a CES 2025, a maior feira internacional de tecnologia realizada em Las Vegas, a Xpeng Aeroht – divisão de mobilidade aérea da Xpeng Motors – revelou o Land Aircraft Carrier, um inovador veículo modular concebido para viagens tanto terrestres como aéreas.

Uma nova era para a mobilidade integrada

A Xpeng delineou uma estratégia ambiciosa, composta por três fases, para consolidar a mobilidade aérea como uma alternativa viável e acessível a nível global:

  1. Democratizar o voo pessoal, tornando-o acessível e simplificado, através de inovações tecnológicas que garantem uma experiência do utilizador intuitiva e eficiente.
  2. Desenvolver um ecossistema de transporte aéreo, trabalhando em parceria com autoridades reguladoras para criar uma infraestrutura segura e integrada.
  3. Implementar um sistema de mobilidade urbana intermodal, combinando deslocações terrestres e aéreas para garantir viagens fluídas e sem interrupções.

Inovação e desempenho de alto nível

O Land Aircraft Carrier foi projetado para percorrer até 1.000 quilómetros no ciclo chinês CLTC, utilizando uma plataforma de energia de carboneto de silício de 800 volts. Esta tecnologia foi concebida para enfrentar viagens de longa distância e operar em condições adversas, garantindo segurança e eficiência. Mais de 200 unidades já foram submetidas a testes rigorosos pela Xpeng, assegurando a fiabilidade do modelo.

Para viabilizar a produção em massa, a Xpeng Aeroht captou um investimento de 150 milhões de dólares e iniciou a construção de uma moderna unidade fabril em Guangzhou, na China. Com uma área de 180 mil metros quadrados, esta fábrica terá capacidade para produzir até 10 mil módulos aéreos anualmente.

Design modular para uma mobilidade sem precedentes

O Land Aircraft Carrier é composto por dois módulos interligados e complementares:

  • Módulo terrestre: Com 5,5 metros de comprimento e 2 metros de largura e altura, conduz-se como um veículo ligeiro convencional. Equipado com seis rodas, oferece versatilidade tanto em percursos urbanos como rodoviários.
  • Módulo aéreo: Projetado para dois passageiros, conta com um cockpit panorâmico, hélices dobráveis e um sistema de descolagem e aterragem verticais (VTOL), assegurando um voo seguro e intuitivo. Durante as deslocações terrestres, o módulo voador permanece acoplado ao veículo base, separando-se apenas quando necessário para voos curtos.

Portugal no radar da Xpeng

A Xpeng entrou oficialmente no mercado português em 2024, através da parceria com a Salvador Caetano Auto. Atualmente, comercializa modelos elétricos como os SUVs G6 e G9, bem como a berlina desportiva P7, consolidando a sua presença no setor da mobilidade sustentável. Com a introdução do Land Aircraft Carrier, a marca reforça a sua posição na vanguarda da inovação tecnológica, preparando o terreno para uma revolução na mobilidade urbana.

Este avanço já despertou grande interesse global, com mais de três mil encomendas registadas. Tan Wang, cofundador da Xpeng, destacou a importância desta conquista: “Desde a nossa estreia na CES 2024, temos vindo a materializar o sonho dos carros voadores. O Land Aircraft Carrier é a prova concreta de que transformamos visão em realidade. Com milhares de encomendas já efetuadas, estamos na linha da frente da revolução da mobilidade aérea.”

Com esta proposta inovadora, a Xpeng redefine os padrões do transporte moderno, aproximando o futuro e tornando mais difusa a fronteira entre estrada e céu. A era dos carros voadores chegou – e está apenas a começar.

Travar os carros ou travar as pessoas?

A crescente urbanização global coloca desafios significativos à mobilidade nas cidades. De acordo com dados da ONU, em 2018, 55% da população mundial residia em zonas urbanas, prevendo-se que este valor aumente para 68% até 2050.

Este aumento implica que aproximadamente 2,5 mil milhões de pessoas adicionais viverão em cidades, com cerca de 90% deste crescimento concentrado na Ásia e em África.

A concentração urbana intensifica a necessidade de soluções de mobilidade sustentáveis. A poluição atmosférica é uma preocupação central, estimando a Organização Mundial de Saúde que, pelo menos, 4,2 milhões de pessoas morrem todos os anos devido à poluição atmosférica.

A importância dos automóveis nas cidades

Mas, como é óbvio, os automóveis desempenham um papel crucial nas cidades modernas. Constituem uma solução versátil para as deslocações pendulares em zonas onde os transportes públicos não estão disponíveis ou não são eficientes, facilitam a logística de última milha num ambiente de comércio eletrónico em crescimento e são essenciais para os idosos, as famílias com crianças pequenas ou as pessoas com mobilidade reduzida.

No entanto, o congestionamento, a poluição e a crescente regulamentação ambiental exigem uma transformação nos veículos que conduzem as nossas cidades. Este contexto impulsiona o desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis que possam satisfazer as exigências urbanas do futuro.

Alternativas aos veículos de combustão interna

Como temos vindo a informar regularmente no Green Future, a transição para um transporte sustentável passa pela incorporação de tecnologias que reduzam drasticamente as emissões de carbono e melhorem a eficiência energética. Entre as opções mais proeminentes estão os veículos eléctricos, os veículos a hidrogénio e os biocombustíveis, cada um com as suas próprias vantagens e limitações.

Os veículos eléctricos (VE) representam a opção mais consolidada. Eliminam as emissões locais e o seu funcionamento silencioso contribui para uma redução significativa da poluição sonora nas cidades. Além disso, como dependem da eletricidade, os seus custos de funcionamento são significativamente inferiores aos dos combustíveis fósseis. No entanto, a sua adoção em massa enfrenta desafios como a autonomia limitada – embora em constante melhoria – e a insuficiência de pontos de carregamento em muitas zonas urbanas. Outro desafio é o impacto ambiental da produção e reciclagem das baterias.

Por outro lado, os veículos a hidrogénio oferecem uma alternativa promissora, graças à sua capacidade de combinar longas distâncias com tempos de reabastecimento rápidos, semelhantes aos dos combustíveis tradicionais. Além disso, as suas únicas emissões são o vapor de água. No entanto, a infraestrutura necessária para produzir, armazenar e distribuir o hidrogénio continua a ser dispendiosa e não está amplamente implantada, o que dificulta a sua utilização em grande escala. Também levanta questões sobre a eficiência energética, uma vez que a produção de hidrogénio consome mais energia do que a utilização direta de eletricidade.

Por último, os biocombustíveis e os combustíveis sintéticos permitem tirar partido dos actuais motores de combustão, o que facilita uma transição mais gradual. Além disso, segundo a Repsol, podem reduzir as emissões líquidas de CO₂ em 65-90%. No entanto, a sua utilização não é isenta de inconvenientes. Poderemos discutir esta questão mais aprofundadamente num outro artigo, por isso fique atento, pois estamos a trabalhar nisso.

O repovoamento das zonas rurais como solução complementar

Bem, e se paralelamente à promoção das novas tecnologias nas cidades… o repovoamento das zonas rurais surgisse como uma estratégia fundamental para descongestionar os centros urbanos e promover um desenvolvimento territorial equilibrado? Se não podemos parar os carros, podemos parar o afluxo de pessoas. Esta iniciativa poderia aliviar a pressão sobre as infra-estruturas urbanas e revitalizar as regiões em despovoamento.

A chave para atrair pessoas para estas áreas é garantir uma qualidade de vida semelhante à das cidades através de investimentos em infra-estruturas básicas, conetividade digital, educação e cuidados de saúde. Além disso, os incentivos económicos, tais como benefícios fiscais ou subsídios, podem desempenhar um papel fundamental, especialmente para jovens empresários ou famílias que procuram habitação a preços acessíveis.

O futuro da mobilidade nas cidades depende essencialmente de inovações tecnológicas como os veículos eléctricos e a hidrogénio e os biocombustíveis. No entanto, pode ser complementado por uma reformulação do modelo de vida urbana.

A adoção de alternativas sustentáveis e o desenvolvimento de políticas que incentivem o repovoamento rural podem andar de mãos dadas. Com uma abordagem integrada, poder-se-á garantir um equilíbrio entre o urbano e o rural, construindo um ambiente mais sustentável e dinâmico para as gerações futuras.