fbpx

Green Future-AutoMagazine

O novo portal que leva até si artigos de opinião, crónicas, novidades e estreias do mundo da mobilidade sustentável

GFAM

Estudantes do técnico e vinci energies portugal apresentam novo protótipo fórmula student 100% elétrico e autónomo: o fst14

A equipa Fórmula Student Lisboa, do Instituto Superior Técnico, apresentou o FST14 – o mais recente protótipo de engenharia, elétrico e autónomo – resultado de meses de trabalho e inovação. O novo carro foi revelado num evento no Salão Nobre do Técnico, preparado a preceito para acolher os cerca de 300 convidados, incluindo representantes institucionais, parceiros e comunidade académica. O projeto, desenvolvido por estudantes do Técnico, conta uma vez mais com o apoio principal da VINCI Energies em Portugal e ainda das suas marcas Actemium, Axians, Omexom e Sotécnica.

Mais do que uma evolução, o FST14 representa uma verdadeira revolução na abordagem técnica da equipa, caracterizando-se como o carro mais leve de sempre do projeto, com cerca de 200 kg, e que integra inovações de ponta, como:

  • Chassis monocoque redesenhado para máxima rigidez e segurança;
  • Novo pacote aerodinâmico, com avanços expressivos em downforce e eficiência;
  • Sistema de amortecimento avançado, pensado para agilidade em pista;
  • Pipeline de condução autónoma, ainda mais refinado.

“Cada sistema foi concebido para cumprir os padrões de alta performance que impusemos a nós próprios”, partilha Nuno Lynce Silva, Team Leader da FST Lisboa. “O FST14 representa um ponto de viragem na nossa história – é um protótipo moldado por decisões ousadas, a tomada de decisões técnicas arriscadas e uma busca incansável pelo desempenho”, acrescenta.

A formação deste ano da FST Lisboa é constituída por 61 estudantes, na sua maioria a frequentar os cursos de engenharias Aeroespacial, Mecânica, Eletrotécnica e Informática no Técnico, aos quais se juntam alunos dos cursos de outras áreas como Economia e Gestão Industrial. A equipa foi criada em 2001 por um núcleo de estudantes, com o objetivo de aplicar os conhecimentos teóricos que estavam a aprender nas aulas. Desde cedo, traçaram como objetivo projetar, construir e testar um novo carro do tipo Fórmula, para participar nacional e internacionalmente nas competições Fórmula Student, representando Portugal perante outras universidades e empresas. Hoje são uma equipa de elite, de uma escola portuguesa de excelência, a participar na maior competição mundial universitária de engenharia.

A filosofia por detrás do FST14 é clara: “inovar onde necessário, evoluir onde possível e aperfeiçoar cada detalhe” — refletindo o espírito arrojado, a precisão e o rigor da FST Lisboa. Com este modelo, a equipa pretende novamente posicionar-se entre os melhores do mundo nas provas internacionais da Fórmula Student.

Sobre a renovação do patrocínio principal do projeto, inserido na maior competição universitária de engenharia do mundo, Pedro Afonso, CEO da VINCI Energies Portugal, comenta:

“É com orgulho que nos associamos novamente à FST Lisboa, um projeto-escola de engenharia de topo a nível nacional que, ao longo da sua história, tem desenvolvido engenharia e liderança em diversas áreas de atuação. Vemos neste projeto – e na nossa parceria com o Técnico – o reflexo do nosso próprio ADN: excelência, ambição, e espírito empreendedor. É exatamente este tipo de mentalidade que faz acontecer a transição energética e a transformação digital que construímos enquanto projeto empresarial. Estes jovens, com um forte espírito de equipa e abnegado sentido de missão, são uma inspiração para todos. Além da sua sede de conhecimento, procuram, desde cedo, elevar o seu melhor e o da inovação nacional. Este projeto – fiel ao legado desta escola ímpar – materializa e fomenta a ligação empresa-academia que tanto promovemos como fórmula para o futuro do nosso país.”

Rogério Colaço, presidente do Técnico, afirma:

“A Fórmula Student (FST) foi o primeiro núcleo de estudantes do Técnico que se dedicou integralmente à conceção, desenvolvimento, produção e teste de protótipos. O FST14 simboliza o impacto do Técnico na sociedade. Através da ciência e da tecnologia, os nossos estudantes constroem soluções para os desafios do futuro e este novo protótipo reforça o papel pioneiro do Técnico no ecossistema da inovação em Portugal.”


Após a estreia oficial em Lisboa, o FST14 será posto à prova nas principais competições da época:

  • Fórmula Student Portugal (Castelo Branco) – 27 de julho a 1 de agosto
  • Fórmula Student Spain (Circuito da Catalunha) – 4 a 10 de agosto
  • Fórmula Student Germany (Hockenheimring) – 18 a 24 de agosto

A Fórmula Student é atualmente a maior competição universitária de engenharia a nível mundial e é frequentemente considerada a mais inovadora do desporto motorizado, logo após a Fórmula 1. Todos os anos, equipas universitárias de todo o mundo são desafiadas a projetar, construir e competir com protótipos do tipo fórmula nas principais provas internacionais.

A competição não é vencida apenas pela equipa com o carro mais rápido, mas sim pela equipa com o melhor pacote geral de construção, desempenho e planeamento financeiro e de vendas. As equipas assumem que são um fabricante a desenvolver um protótipo a ser avaliado para produção.

O 14.º protótipo do projeto atinge uma velocidade máxima de 117 km/h com quatro motores elétricos AC com diferencial eletrónico. Tem ainda a bateria composta por células de LiCoO2 (lítio-cobalto) e capacidade total de 6,33 kWh, protegida por uma caixa feita em materiais compósitos. 

Na época anterior, 2024/25, o modelo dos estudantes do Técnico registou os seus melhores resultados de sempre ao conquistar o 1.º lugar na Fórmula Student em Portugal, o 2.º lugar em Espanha, na categoria Autónomo e o 7º lugar na Alemanha, na categoria elétrica. 

Carregamento bidirecional: ganhar duas vezes

O carregamento bidirecional nos veículos elétricos: uma oportunidade energética para a Europa

Durante anos, os veículos elétricos foram vistos apenas como consumidores de eletricidade.

Mas essa visão começa a revelar-se limitada. Graças à tecnologia de carregamento bidirecional, ou vehicle-to-grid (V2G), os automóveis elétricos podem passar a desempenhar um papel ativo no sistema elétrico. Não se limitam a consumir: podem devolver energia à rede e contribuir para o equilíbrio energético de todo um continente.

Um estudo com números claros

A organização europeia Transport & Environment (T&E) publicou um estudo elaborado pelos institutos Fraunhofer ISI e ISE, duas das mais prestigiadas instituições científicas em investigação aplicada na Europa. As conclusões são inequívocas: se for criado um enquadramento legal comum que promova o carregamento bidirecional, os veículos elétricos poderão gerar poupanças até 100 mil milhões de euros para o sistema elétrico europeu entre 2030 e 2040.

Este cálculo baseia-se no potencial dos VE para estabilizar a rede, reduzir os custos de produção de eletricidade e minimizar a necessidade de baterias estacionárias, atualmente utilizadas para armazenar o excedente de energia renovável.

Como funciona o carregamento bidirecional?

O sistema V2G permite que a bateria do automóvel não apenas receba energia, mas também a devolva à rede quando necessário. Por exemplo, um veículo carregado durante a noite pode injetar energia na rede durante as horas de maior consumo, quando a procura e o preço são mais elevados.

Para tal, é necessária uma infraestrutura compatível: carregadores capazes de operar nos dois sentidos, um sistema inteligente de gestão da carga e, acima de tudo, um enquadramento jurídico claro e harmonizado a nível europeu.

Benefícios energéticos e ambientais

A grande vantagem do V2G reside na sua capacidade de facilitar a integração de energias renováveis na rede. Segundo o estudo, a frota de veículos elétricos em Espanha poderá vir a cobrir até 17% das necessidades elétricas do país em 2040, aproveitando a energia solar ou eólica que, de outra forma, se desperdiçaria.

Além disso, a tecnologia V2G pode reduzir até 92% a necessidade de baterias estacionárias na Europa, simplificando a rede e diminuindo os custos de fabrico e manutenção. Com uma implementação em larga escala, a Europa poderia integrar até mais 40% de capacidade solar fotovoltaica sem sobrecarregar o sistema elétrico. Em termos simples, os automóveis passariam a ser aliados estratégicos de um sistema energético mais limpo e eficiente.

E as baterias? Não se degradam mais?

Uma preocupação comum entre os utilizadores é o eventual desgaste acrescido das baterias devido ao ciclo constante de carga e descarga. No entanto, o estudo indica o contrário: ao manter a bateria dentro de um intervalo ideal de carga durante mais tempo, o uso do V2G pode aumentar a sua vida útil até 9% em comparação com os padrões habituais de carregamento.

Ou seja, longe de prejudicar a bateria, um uso inteligente da carga bidirecional pode até beneficiar a sua durabilidade.

E os condutores? Qual é o incentivo?

Apesar da viabilidade técnica, a adoção generalizada do V2G dependerá também da atratividade económica para o utilizador final. O sucesso estará nos incentivos, nas tarifas dinâmicas, em compensações claras pela energia devolvida e na transparência do sistema de gestão.

Por outro lado, a utilização doméstica da tecnologia, na variante vehicle-to-home (V2H), permitirá usar o automóvel como bateria auxiliar em casa, por exemplo, para evitar o consumo de eletricidade durante as horas de tarifa mais elevada.

Um potencial ainda por explorar

Atualmente, o carregamento bidirecional está disponível em poucos modelos comerciais. Algumas marcas como a Nissan (Leaf) ou a Hyundai (Ioniq 5) já oferecem esta funcionalidade, mas o V2G continua a ser mais uma promessa do que uma realidade generalizada.

Para inverter esta tendência, a T&E defende que seja aprovada legislação europeia que torne obrigatória a compatibilidade com carregamento bidirecional em todos os novos veículos elétricos. Esta medida permitiria acelerar o desenvolvimento da infraestrutura e criar uma base comum para fabricantes, utilizadores e operadores do sistema elétrico.

Conclusão

O carregamento bidirecional não é uma ideia teórica nem uma utopia tecnológica. É uma oportunidade concreta que pode transformar profundamente a relação entre o setor automóvel e o sistema energético europeu.

Para que isso aconteça, é fundamental antecipar a sua implementação: desenvolver a infraestrutura, definir regras claras e garantir que todos os novos veículos estejam preparados para esta tecnologia.

Se tal for alcançado, os veículos elétricos deixarão de ser apenas meios de transporte livres de emissões para se tornarem elementos ativos da rede elétrica do futuro. E isso, sim, poderá representar uma verdadeira mudança de paradigma.

Descubra como prolongar a autonomia do veículo elétrico em dias de muito calor

É do conhecimento geral que as altas temperaturas podem afetar negativamente a autonomia dos veículos elétricos, uma vez que a faixa ideal de funcionamento das baterias situa-se entre os 15°C e os 35°C. Com a previsão de um pico de calor nos próximos dias — podendo as temperaturas ultrapassar os 40º em algumas regiões do país — é importante adotar alguns cuidados para otimizar o desempenho e prolongar a autonomia do seu veículo elétrico:

Evite carregar a bateria até aos 100%: Embora esta seja uma prática aconselhável ao longo de todo o ano, torna-se especialmente relevante no verão. O carregamento total sob temperaturas elevadas acelera o desgaste das baterias. Idealmente, deve manter o nível de carga entre os 20 e os 80%;

Carregue fora das horas de maior calor: Carregar a bateria enquanto está quente, pode reduzir a eficiência e causar um choque térmico. Sempre que possível, opte por carregar o veículo durante a manhã ou à noite, quando as temperaturas são mais amenas;

Estacione à sombra: Se o habitáculo estiver exposto ao sol, o sistema de climatização terá de trabalhar mais para arrefecer o interior, consumindo mais energia. Sempre que possível, estacione o veículo em locais cobertos ou à sombra e utilize um resguardo no para-brisas para reduzir o aquecimento interior;

Adote uma condução suave: Arranques bruscos, velocidades elevadas e o uso intensivo do ar condicionado afetam negativamente a autonomia do veículo. Utilize o modo de condução económica e aproveite ao máximo as travagens regenerativas;

Ligue o ar condicionado enquanto está a carregar: Muitos fabricantes disponibilizam aplicações que permitem pré-arrefecer o habitáculo remotamente. Ao fazê-lo com o veículo ainda ligado à corrente, poupa-se energia para a condução.

Com pequenas mudanças nos seus hábitos, poderá maximizar a eficiência energética do seu veículo elétrico, mesmo em dias de calor intenso.
Sempre que necessitar de carregar, pode contar com a rede pública nacional de carregamento, que disponibiliza quase 12.000 pontos de carregamento de diferentes potências, distribuídos por todo o país. Para saber mais, consulte a página “Encontrar Posto” no site da MOBI.E.

Opel Frontera: o SUV flexível e espaçoso, ideal para famílias

Eficiente, elétrico e com muito espaço, o novo Opel Frontera está pronto para as aventuras diárias. O SUV familiar destaca-se não só pelo seu design robusto, soluções inteligentes e preços acessíveis, mas acima de tudo pela sua ampla gama de aplicações. Porque quer pretenda ir de férias ou apenas fazer compras em grande quantidade, o Frontera, eletrificado em todas as variantes, é o companheiro ideal para todas as tarefas. Isto é garantido por um interior agradavelmente arejado e por um volume de carga de até cerca de 1.600 litros. Desde sacos de compras a várias malas e caixas de transporte, tudo o que precisa de ser levado numa longa viagem cabe no interior do SUV.

A um preço de entrada particularmente acessível de 21.490€1 ou 99€2 por mês com financiamento para particulares, o Frontera está disponível como um híbrido com cinco lugares. Os clientes que procuram uma opção totalmente elétrica e sem emissões locais podem optar pelo Frontera Electric por preços a partir de 26.490€1, ou os mesmos 99€2 por mês com financiamento para particulares da versão híbrida. Com um comprimento de 4.385 milímetros, uma largura de 1.849 milímetros (com espelhos retrovisores exteriores rebatidos) e uma altura de 1.635 milímetros, o Frontera oferece muito espaço. O design claro, com laterais e janela traseira verticais, também contribui para isso. 

Mesmo com os bancos traseiros levantados, o SUV dispõe de 460 litros de volume de carga. Quando os bancos traseiros, que podem ser divididos de forma flexível numa proporção de 60:40, são rebatidos, a capacidade aumenta para cerca de 1.600 litros – comparável à capacidade de carga do bestseller da classe dos compactos Opel Astra Sports Tourer. O espaço de carga resultante, com até 1.876 milímetros de comprimento e 937 milímetros de largura, pode acomodar várias peças de bagagem ou utensílios de trabalho de vários tamanhos e formas. A colocação de carga pela porta traseira é agradavelmente fácil através de um plano de carga com aproximadamente 77 centímetros de altura.

E se o espaçoso SUV precisar transportar mais de cinco pessoas, também é possível fazê-lo. Na versão GS, o Frontera pode ser encomendado como um veículo de sete lugares por um pequeno acréscimo de apenas 800 €. Os dois bancos adicionais na terceira fila podem ser rebatidos individualmente, para que se mantenha a maior flexibilidade possível.

Além disso, o Frontera tem as soluções certas na forma de acessórios práticos para todas as necessidades em distâncias mais longas e mais curtas. A ampla gama inclui bagageiras de tejadilho em diferentes tamanhos, bem como barras de tejadilho ou sacos de transporte, os quais aumentam ainda mais o volume de carga e, consequentemente, as possibilidades de utilização do Frontera, garantindo também a ordem, a limpeza e a segurança durante o transporte.

Scooter-GER A ascensão da Geração da Trotinete – Uma mudança de mobilidade com consequências duradouras

Uma revolução silenciosa, mas profunda, na mobilidade está a ganhar forma nas cidades de todo o mundo. No centro desta mudança está uma geração sem precedentes: a Geração da Trotinete. Urbana, fluente no digital e consciente da sustentabilidade, esta juventude não está apenas a transformar a forma como nos movemos – está a reformular a maneira como pensamos o espaço, a propriedade e a sociedade.

Não socializados pelo automóvel, mas sim pela mobilidade

Durante séculos, a posse de um automóvel pessoal foi um pilar central da identidade e independência em muitas culturas. Obter a carta de condução era, em tempos, um rito de passagem para a vida adulta. Mas para a juventude urbana de hoje, esse paradigma já não se aplica. A Geração da Trotinete é o primeiro grupo a crescer não socializado pelo automóvel, mas sim pela mobilidade – uma mudança com consequências profundas.

Os seus anos formativos foram marcados não por pais a entregar chaves de carro, mas por um toque num telemóvel para desbloquear uma trotinete, bicicleta ou carro partilhado. Deslocam-se pelas cidades de forma fluida, combinando vários modos de transporte: trotinete até ao metro, bicicleta até ao comboio, serviço de transporte privado até à partilha de boleias. Não se trata do veículo – trata-se do acesso.

Esta forma de socialização através da mobilidade partilhada altera a forma como se compreendem a liberdade e a responsabilidade. A liberdade já não é definida pela posse ou pela potência, mas pela capacidade de se deslocar de forma independente, acessível e sustentável – muitas vezes sem necessidade de um veículo próprio.

Do comportamento à infraestrutura: uma nova lógica de planeamento

Estudos de comportamento mostram cada vez mais que as experiências de mobilidade na juventude moldam hábitos a longo prazo. A Geração da Trotinete interioriza o pensamento multimodal como algo natural. Têm menor tendência para desejar possuir um carro, maior propensão para questionar a atribuição de espaço ao estacionamento, e valorizam mais comunidades densas, caminháveis e orientadas para os transportes públicos.

Isto representa um desafio para as lógicas tradicionais de planeamento, ainda enraizadas em pressupostos centrados no automóvel. Porque construir parques de estacionamento gigantes quando os jovens preferem trotinetes sem doca? Porque dar prioridade a vias rápidas quando a procura recai sobre ciclovias e zonas de micro-mobilidade? A socialização em mobilidade desta geração torna muitos investimentos em infraestruturas legadas obsoletos mesmo antes de serem construídos.

Para além do transporte: a camada cultural

A mudança da Geração da Trotinete não se limita à forma como se deslocam – estende-se à forma como vivem, consomem e se relacionam. Têm maior tendência para partilhar casas, subscrever serviços, e ver o consumo através de uma lente de sustentabilidade. São a geração do “menos é mais”, com uma mentalidade nativa digital que prioriza a flexibilidade, a experiência e o acesso em detrimento da posse.

Esta mudança de estilo de vida sustenta os alicerces de uma sociedade sustentável baseada no conhecimento. Para esta geração, a mobilidade não é um fardo, mas sim uma ferramenta de inclusão, participação e ação climática. A sua mobilidade é leve, inteligente e partilhada – e as cidades que compreendem esta mudança já estão a adaptar-se, a repensar o espaço junto ao passeio, a realocar infraestruturas viárias e a integrar plataformas de mobilidade como serviço (MaaS), como acontece em Paris.

Um alerta geracional para as políticas e o planeamento

O surgimento da Geração da Trotinete deve ser visto como um alerta. Marca o fim do automóvel como modelo universal para o planeamento da vida. Cidades, urbanistas e decisores políticos devem reconhecer que a mobilidade já não está ligada ao hardware, mas sim a redes, dados e acesso.

Não se trata de uma moda passageira, mas de uma transformação estrutural impulsionada pela socialização, pela tecnologia e pelos valores. E abre caminho a ambientes urbanos mais saudáveis, mais equitativos e mais resilientes.

Se o século XX pertenceu ao automóvel, o século XXI poderá muito bem pertencer à trotinete: silenciosa, elétrica, partilhada e mais inteligente do que nunca (pelo menos, quando bem estacionada).

Volvo Cars torna-se primeiro construtor automóvel a assinar acordo com a SSAB para fornecimento de aço reciclado com emissões quase nulas

A Volvo Cars acaba de firmar um acordo pioneiro com a SSAB, empresa siderúrgica sueca de referência, para o fornecimento de aço reciclado e com emissões quase nulas a partir de 2025.

Com este passo, a marca torna-se o primeiro construtor automóvel global a garantir o abastecimento deste tipo de aço de baixíssimo impacto ambiental para produção em série. 

O acordo reforça a colaboração de longa data entre as duas empresas, tendo como objetivo acelerar a transição da indústria automóvel para materiais mais sustentáveis e uma cadeia de valor mais circular. Além da aquisição do novo aço, a Volvo Cars também irá contribuir para este ciclo fechado ao comercializar aço descartado, prolongando o tempo de vida útil dos materiais e maximizando o seu valor. 

“Uma das maiores fontes de emissões de CO₂ no nosso processo de produção é o aço que usamos na construção dos nossos automóveis, responsável por cerca de 25% das emissões associadas aos materiais de um novo Volvo. Reduzir este impacto é essencial para atingirmos a neutralidade carbónica até 2040”, afirma Francesca Gamboni, Chief Supply Chain & Manufacturing Officer da Volvo Cars.

O novo aço reciclado será integrado em componentes selecionados do futuro SUV 100% elétrico EX60, bem como noutros modelos baseados na próxima geração da arquitetura SPA3 da Volvo. Importa destacar que este aço cumpre integralmente os exigentes requisitos da marca em matéria de segurança, resistência e durabilidade. 

Produzido com quase 100% de material reciclado, o aço da SSAB representa uma redução quase total das emissões de CO₂ associadas ao processo produtivo, quando comparado com os métodos tradicionais utilizados na Europa. A utilização deste aço é, assim, um contributo concreto e imediato para a estratégia climática da Volvo. 

“O aço é fundamental para a segurança e longevidade dos nossos automóveis, mas tem também um peso significativo na pegada de carbono. Este acordo é mais um passo firme na nossa ambição de reduzir o impacto ambiental dos nossos produtos e de fomentar uma cadeia de fornecimento mais consciente”, acrescenta Gamboni. 

A Volvo Cars está empenhada em liderar a transformação do setor automóvel, com o compromisso de se tornar uma marca comm emissões líquidas nulas de gases com efeito de estufa até 2040. Até ao final desta década, pretende reduzir em 65 a 75% as emissões de CO₂ por automóvel, face aos níveis de 2018. 

Este novo acordo com a SSAB é também um reflexo da visão de circularidade da marca sueca, que está comprometida com um futuro totalmente elétrico e pretende alcançar zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa até 2040.

Dos ralis para a estrada: o novo Opel Mokka GSE

Há algumas semanas, o Opel Mokka GSE Rally celebrou a sua sensacional estreia no ELE Rally, nos Países Baixos. Nessa ocasião, o protótipo anunciou-se perante todos como uma nova estrela dos ralis elétricos. Agora, a Opel confirmou que o Opel Mokka GSE vai ser produzido em série, tal como antecipado há algumas semanas em “OMG! GSE”. No futuro, os clientes também poderão conduzir o bem-sucedido SUV compacto da Opel numa versão GSE totalmente elétrica e de alto desempenho, tornando a mobilidade do dia a dia em algo extraordinário! Tal como o Mokka GSE Rally, o Opel Mokka GSE beneficia das conquistas pioneiras e da experiência da marca em ralis elétricos. A forma como o novo modelo desperta o desejo por mais também é mostrada neste vídeo eletrizante.

Durante o desenvolvimento do Opel Mokka GSE Rally, tornou-se rapidamente claro para nós que não queríamos reservar esta sensação incrível apenas para os profissionais do desporto motorizado. Os clientes da Opel também devem poder desfrutar desta experiência de condução particularmente potente, direta e sem concessões. É por isso que estamos a levar o Mokka GSE para a produção em série”, afirmou Marc Fetzer, Vice-Presidente de Produto da Opel. 

Sensação “OMG! GSE” em estrada: Mokka GSE como versão de série do protótipo de ralis

O Mokka GSE Rally, que recentemente entrou no grande palco da ADAC Opel Electric Rally Cup «powered by GSE», é sinónimo de emoção: por fora, brilha com detalhes inspirados no desporto motorizado, incluindo a inscrição OMG! GSE, capot preto, pinças de travão amarelas e muitos outros detalhes inspirados no mundo dos ralis. Ainda mais impressionantes são os dados técnicos principais: 207 kW (280 cv) de potência máxima, 345 Nm de binário e tecnologia sofisticada de competição fazem do Mokka GSE Rally um veículo de ralis totalmente elétrico único. “O Mokka GSE Rally representa um salto incrível nos ralis elétricos. A potência e a condução precisa são brilhantes – é muito divertido desde o primeiro momento”, afirmou Calle Carlberg. O campeão da ADAC Opel Electric Rally Cup de 2023 sabe do que fala, pois já testou o Mokka GSE Rally. “Acho fantástico que a Opel esteja agora a levar o protótipo para a produção em série com o Mokka GSE e a tornar esta experiência de condução possível para todos os clientes da Opel.

O Mokka GSE também partilhará muitos componentes e características com o Mokka GSE Rally. Isto inclui o elevado desempenho, bem como a resposta direta do veículo e a sensação de que o Mokka GSE se “cola à estrada”. Os detalhes inspirados no mundo dos ralis irão realçar o seu visual intransigente. No entanto, ainda vai demorar algum tempo até que este automóvel elétrico particularmente desportivo esteja disponível. Atualmente, o Mokka GSE está camuflado e a ser submetido a testes finais, para que os clientes recebam um veículo de produção perfeitamente afinado e beneficiem da experiência adquirida no desporto motorizado. A equipa da Opel Motorsport já recolheu dados valiosos com o Mokka GSE Rally na sua estreia em Eindhoven e nas exigentes etapas do Rallye Vosges Grand-Est, em França. Estas experiências serão incorporadas na versão de série do Mokka GSE.

A Opel continuará em breve a história “OMG! GSE”, anunciando mais novidades e divulgando as primeiras imagens oficiais do Mokka GSE.

Nissan LEAF regressa com um design aerodinâmico elegante, autonomia impressionante e tecnologia de ponta

O totalmente novo Nissan LEAF assinala um marco na evolução do veículo icónico que deu origem a tudo. Esta nova geração do EV pioneiro do mercado continua a liderar a estratégia de eletrificação da Nissan, com um design elegante e refinado, autonomia significativamente alargada e tecnologia intuitiva ideal para o condutor conectado de hoje.

Desenvolvido para ultrapassar as principais barreiras à adoção de veículos elétricos e integrar-se perfeitamente no ecossistema elétrico, o novíssimo Nissan LEAF proporciona uma experiência de condução sem compromissos. Oferece uma alternativa atraente para utilizadores de motores de combustão interna (ICE), com uma autonomia máxima substancialmente maior (até 604 km), velocidades de carregamento melhoradas (até 417 km em 30 minutos) e um conjunto de tecnologias que tornam a condução mais fácil e a posse de um EV mais gratificante.

Desde o seu lançamento em 2010, foram vendidos quase 700 000 Nissan LEAF em todo o mundo, marcando a história como o primeiro EV de grande produção. Este novo modelo foi redesenhado e reinventado para responder às expectativas dos clientes modernos, mantendo as raízes da inovação.

“Com o totalmente novo LEAF, estamos a entregar um veículo elétrico que combina elegância, confiança e autonomia revolucionária — envolvido num design tão inteligente quanto emocional,” afirma Arnaud Charpentier, Vice‑Presidente Regional de Marketing & Mobilidade da Nissan AMIEO. “É a inovação Nissan acessível ao grande público e estamos entusiasmados por o lançar nas estradas europeias.

Design aerodinâmico para uma nova era EV

Concebido no Estúdio de Design Global da Nissan em Atsugi, Japão, o novo Nissan LEAF apresenta uma silhueta elegante que reflete o seu carácter dinâmico e eficiência aerodinâmica. Com um coeficiente de resistência de apenas 0,25, o seu design elegante otimiza o fluxo de ar para melhorar o desempenho e a autonomia. Os puxadores das portas embutidos, a linha de tejadilho fluida, a cobertura total do piso e as superfícies esculpidas criam um perfil moderno, enquanto a sua iluminação dianteira e traseira exclusiva proporciona uma identidade distinta e de alta tecnologia na estrada.

Apesar do seu exterior compacto, que é ideal para a condução na cidade, estacionamento e manobras apertadas, o novíssimo Nissan LEAF oferece um interior espaçoso, concebido para satisfazer as necessidades diárias de uma família moderna – quer seja na escola, no trabalho ou nas férias.

Com uma disposição única da bagageira, o novo Nissan LEAF oferecerá 437 litros VDA de espaço de carga. O acesso à bagageira torna-se mais conveniente com a disponibilidade de abertura elétrica, enquanto em algumas variantes selecionadas será também incluído barras de tejadilho, permitindo a instalação de barras transversais acessórias.

Desde o tejadilho panorâmico de vidro escurecido com detalhes LEAF, aos impressionantes faróis traseiros 3D e aos acabamentos em materiais de primeira qualidade, todos os detalhes do novo LEAF foram concebidos com intenção de surpreender. No interior, os condutores encontrarão um interior espaçoso e ergonómico com linhas simples, visibilidade melhorada e iluminação ambiente que eleva a experiência no habitáculo.

O novo Nissan LEAF está disponível em sete opções de cores exteriores expressivas, incluindo a cor turquesa exclusiva do LEAF – Luminous Teal, enquanto os acabamentos interiores estão disponíveis em preto ou branco com detalhes em roxo (combinações podem diferir no momento da comercialização em cada país).

Em todas as versões, os designs das jantes são otimizados para um desempenho aerodinâmico e um estilo arrojado. As opções incluem jantes de liga leve de 18 polegadas com pneus 195 na versão de entrada, jantes de liga leve de 18 polegadas com pneus 215 mais largos na versão intermédia e jantes de liga leve de 19 polegadas com pneus 235/45R19 na versão topo de gama. O design das jantes de liga leve de 18 polegadas apresenta uma referência subtil ao padrão “Ni-San”, fazendo eco dos faróis traseiros holográficos 3D.

“Para o novíssimo LEAF, introduzimos uma nova e refinada expressão de design elétrico – confiante e moderno, com o inconfundível ADN da Nissan”, afirmou Giovanny Arroba, Vice-Presidente da Nissan Design Europe. “A sua silhueta aerodinâmica, a assinatura de iluminação distinta e os detalhes interiores cuidadosamente trabalhados refletem uma compreensão profunda do que os condutores europeus modernos de veículos elétricos valorizam – não apenas em termos de função, mas também em termos de forma e sensação”.

Vá mais longe, carregue de forma mais inteligente

O novo Nissan LEAF foi concebido para proporcionar flexibilidade e confiança – quer seja na cidade ou na autoestrada. Os clientes podem escolher entre duas opções de baterias, ambas com uma excelente autonomia e utilização no mundo real*:

PackCapacidade útilAutonomia WLTP
Standard52 kWhaté 436 km
Extended75 kWhaté 604 km

*Todos os valores sujeitos a homologação

Com uma capacidade de carregamento rápido DC de até 150kW, o novo Nissan LEAF pode recuperar até 417km* em apenas 30 minutos (*dependendo da homologação). Na autoestrada, oferece mais de 330 km de autonomia a 130 km/h e, graças ao carregamento rápido em DC, é possível efetuar viagens superiores a 800 km com uma diferença de tempo mínima em relação aos veículos ICE. Esta impressionante autonomia, combinada com o interior espaçoso, faz dele uma escolha prática e confortável como veículo principal da casa, capaz de tudo, desde deslocações diárias a viagens de longa distância.

A gestão térmica inteligente da bateria assegura um carregamento rápido e consistente numa gama de temperaturas e funciona agora em conjunto com o Planeador de Rotas no Automóvel do Google Maps para colocar automaticamente a bateria à temperatura ideal quando se aproxima de um carregador rápido, otimizando a velocidade e a eficiência do carregamento. O sistema integrado do Google também ajuda a resolver o problema do planeamento de viagens longas, identificando automaticamente as paragens de carregamento mais convenientes ao longo do percurso.

Equipado com a funcionalidade V2L (Vehicle-to-Load), o novo LEAF permite o carregamento de dispositivos externos diretamente a partir do automóvel, alimentando uma variedade de dispositivos de pequena e média dimensão – como chaleiras, luzes portáteis ou grelhadores elétricos – quando se acampa ou explora o ar livre. Aproveitando um adaptador de acessórios disponível, os clientes podem utilizar uma porta de carregamento V2L externa para alimentar convenientemente os dispositivos, acedendo a até 3,6 kW de potência.

Olhando para o futuro, o novo Nissan LEAF é compatível com a tecnologia Vehicle-to-Grid (V2G), pelo que, no futuro, poderá enviar a energia armazenada para a rede elétrica. Esta função ajudará os clientes a reduzir os custos de energia, apoiando simultaneamente um sistema energético mais estável e sustentável.

“O novíssimo Nissan LEAF reflete o nosso compromisso em fornecer EV que excedam as expectativas – não apenas em termos de autonomia, desempenho e tecnologia, mas também na forma como se integram perfeitamente na vida quotidiana dos nossos clientes”, afirmou Clíodhna Lyons, Vice-Presidente Regional, Planeamento de Produtos e Serviços, Nissan AMIEO (África, Médio Oriente, Índia, Europa e Oceânia). “Esta evolução da nossa icónica marca representa a melhor versão de si mesma – é mais inteligente, mais conectada e mais capaz para uma nova geração de condutores”.

Condução confiante através de controlo avançado

O novíssimo Nissan LEAF combina a assistência inteligente ao condutor com um desempenho elétrico envolvente. Construído sobre a plataforma modular CMF-EV, partilhada com o Nissan Ariya, apresenta uma suspensão dianteira MacPherson e adopta uma disposição traseira multi-link para uma condução mais confortável, melhorando a eficiência, o equilíbrio e o controlo – quer seja a navegar no trânsito ou a percorrer longas distâncias.

O novo Nissan LEAF foi concebido para apoiar o condutor com um conjunto de caraterísticas intuitivas, tais como:

  • O ProPILOT Assist com Navilink adapta-se às curvas e à alteração dos limites de velocidade para uma condução sem esforço em autoestrada;
  • O e-Pedal Step e a travagem regenerativa ajustável proporcionam uma condução suave e com um só pedal em ambientes urbanos. Os níveis de regeneração são agora ajustáveis através das patilhas de mudança de velocidades ou automaticamente através do Controlo Inteligente da Distância, que adapta a regeneração com base nas condições de trânsito;
  • 3D 8-point Around View® Monitor e visualização da estrada em tempo real ajudam a gerir manobras apertadas;
  • Também estão disponíveis uma vista invisível do capot e uma vista frontal ampla para ver para além de carros estacionados, edifícios ou outros obstáculos;
  • A segurança de série inclui Cruise Control Inteligente, Assistência à Manutenção na Faixa de Rodagem e Sistema de Monitorização do Condutor.

A plataforma foi concebida para proporcionar um comportamento confiante, enquanto a curva de carga otimizada e o conforto de condução melhorado tornam cada viagem suave e eficiente.

Tecnologia sem falhas para o dia a dia

O novo Nissan LEAF foi concebido para apoiar o condutor com um conjunto de caraterísticas intuitivas disponíveis:

  • Google incorporado oferece acesso ao Maps, ao Assistente e à Play Store diretamente nos dois ecrãs de 14,3 polegadas do veículo;
  • Os condutores podem controlar a navegação, a climatização e os meios de comunicação em modo mãos-livres, ou sincronizar aplicações e serviços pessoais;
  • A aplicação Conectividade (aplicação NissanConnect Services) permitirá o acesso remoto ao estado da bateria, ao carregamento, ao pré-condicionamento da temperatura do habitáculo, ao planeamento de viagens e a muitas outras funcionalidades;
  • O sistema áudio premium BOSE® Personal® Plus proporciona um som envolvente, enquanto um altifalante integrado no encosto de cabeça do condutor trata da navegação e das chamadas telefónicas, permitindo que os passageiros continuem a desfrutar de música sem interrupções;
  • Com atualizações regulares por via aérea e um acesso unificado às plataformas de infoentretenimento, o novíssimo LEAF proporciona uma experiência tecnológica preparada para o futuro desde o primeiro dia.

Produzido no centro EV36Zero da Nissan em Sunderland

O novo Nissan LEAF será construído na fábrica da Nissan em Sunderland, no Reino Unido, um dos centros de produção de veículos elétricos mais avançados da Europa e um pilar fundamental da iniciativa EV36Zero da empresa – um projeto para a mobilidade com emissões zero e produção localizada de veículos elétricos. Sendo o primeiro modelo novo a ser produzido no âmbito da EV36Zero, o novo LEAF apoia o objetivo da Nissan de criar um ecossistema de veículos elétricos totalmente integrado, com uma produção alimentado por energia renovável e uma cadeia de fornecimento de baterias localizada.

As encomendas terão início neste outono, estando as primeiras entregas previstas para a primavera do próximo ano.

Especificações principais do novo Nissan LEAF:

MotorizaçãoCapacidade da bateria (utilizável, sujeita a homologação)*52 kWh75 kWh
Potência máxima130 kW160 kW
Binário máximo345 Nm355 Nm
Aceleração dos 0 aos 100 km/h8,6 s7,6 s
Velocidade máxima160 km/h
Carregamento & V2LTipo de carregamento DCCCS 2
Potência máx. de carregamento rápido (DC)105 kW150 kW
Tempo de carregamento rápido (DC)20%-80% (277 km) < 30 min20%-80% (417 km) < 30 min
Carregamento AC7,4 kW (opcional 11 kW)11 kW
Capacidade da porta de carregamento V2L3,6 kW
Autonomia & ConsumoAutonomia estimada (WLTP combinado)*Até 436 kmAté 604 km
Consumo estimado (WLTP combinado)*140 Wh/km142 Wh/km
Autonomia em AE a 130 km/h*224 km330 km
Coeficiente aerodinâmico (Cd)0,25
Dimensões GeraisComprimento4.350 mm
Largura1.810 mm
Altura1.550 mm
Peso (consoante versão e equipamento)1.789 – 1.937 kg
Distância entre eixos2.690 mm
SuspensãoFrente: Independente MacPherson
 Traseira: Independente multi-link
Capacidade da bagageira (VDA)437 L
Pneus (frente e traseira)195/60R18 – 215/55R18 – 235/45R19

Deverá a UE aligeirar o mandato de emissões zero até 2035?

Os membros da UE concordaram em 2023 em exigir que todos os novos veículos leves vendidos a partir de 2035 sejam totalmente em emissões. O mandato é neutro em tecnologia, ou seja, requer que todos os veículos sejam elétricos a bateria — EVs de célula de combustível de hidrogênio são uma opção — embora este esteja se tornando o caminho de fato.

Como vimos nos últimos anos, a trajetória de penetração de veículos limpos não é linear. É fortemente influenciado por incentivos que vêm e vão, pela introdução de novos modelos ou pela mudança na narrativa geral. Pode-se dizer que o ponto de dados de 2024 estava fora da trajetória linear em direção à meta de 2035, já que a penetração do BEV se estabilizava em torno de 14%. Isso está causando algumas dúvidas. No entanto, vários veículos de preço mais baixo estão sendo introduzidos que aumentarão a participação de mercado da BEV.

Uma cláusula de revisão incorporada no regulamento oferece uma oportunidade para revisitá-lo. Em 2026, o progresso em direção à meta de 2035 deve ser avaliado e as mudanças no escopo (por exemplo, extensão para veículos de 2 rodas) devem ser consideradas. Vários grupos de partes interessadas insistem que esta revisão deve ser adiada para 2025 — a incerteza é prejudicial à saúde da indústria — e a meta de 2035 deve ser reconsiderada.

A indústria automobilística europeia já está sob estresse significativo, mais do que suas contrapartes chinesas e americanas. Isso se deve em parte aos volumes não terem recuperado totalmente seu nível pré-Covid. A cláusula de revisão de 2026 é certamente uma oportunidade para reduzir esse estresse.

A UE deve confirmar a meta de 2035 para apoiar as metas de sustentabilidade e “forçar” a indústria em geral a fechar a lacuna de competitividade em relação à China? Ou o mandato deve ser relaxado para dar à indústria (e ao mercado) mais tempo para se ajustar, preservando níveis “racionáveis” de lucratividade? Deve ser introduzida alguma flexibilidade ou deve ser fornecida assistência financeira adicional?

O caso para relaxar o mandato da UE

Grupos da indústria, entre outros, estão fazendo lobby por um relaxamento do mandato de 2035. Os argumentos incluem falta de prontidão técnica, condições de mercado (por exemplo, apetite insuficiente dos clientes) e riscos econômicos para a indústria em geral.

Vários argumentos técnicos podem justificar a revisão do mandato. Eles incluem a falta de uma cadeia de fornecimento de baterias soberana (o mundo depende da China), a necessidade de uma extensa rede de carregamento e a preparação para que a rede suporte o carregamento em massa.

A cadeia de suprimentos da bateria não está entrando em fluxo conforme necessário. O requisito de CAPEX é enorme e a Europa carece de habilidades específicas de bateria. A Northvolt, com sede na Suécia, que já foi o principal empreendimento de bateria na Europa, entrou em colapso. A China (por enquanto) mantém seu controle sobre a mineração e refino de minerais, bem como sobre a produção de eletrodos e células. Sua estratégia de permitir que o excesso de capacidade se acumule (atingindo 600% para as células) e o preço de mercado afunda está tornando muito difícil para novos investimentos fora da China mostrar viabilidade econômica.

Além disso, as montadoras e seus fornecedores já investiram dezenas de bilhões de euros para desenvolver plataformas prontas para EV, cadeias de suprimentos de baterias, motores, eletrônicos de potência e infraestrutura de carregamento. No entanto, a lucratividade da BEV continua desafiadora, pois esses veículos não atingiram a paridade de preços em relação ao equivalente ICE que deveriam substituir, apesar da rápida queda dos custos da bateria.

Além disso, o mercado precisa de tempo para converter, pois parte da população está relutante em mudar, devido ao medo de ficar preso com uma bateria esgotada longe de um carregador. Os compradores devem ser educados, o que acontecerá com o tempo

O caso para manter o mandato da UE

Não vou repetir a justificativa de sustentabilidade para manter o mandato em seu estado atual, pois é óbvio para todos os indivíduos de pensamento sólido.

Há argumentos comerciais a serem feitos, e eles têm muito a ver com a China. Os OEMs chineses têm avançado com o apoio de seu governo. Isso levou a economias de escala significativas e sua implantação acelerada nos mercados globais.

Em 2020, a Europa experimentou uma maior penetração de BEV do que a China, impulsionada por uma mudança na meta de CO2 na UE. Em 2024, a participação de mercado da BEV na China era o 2x da Europa. Se a Europa ficar muito para trás, estará em uma posição cada vez mais desafiadora nos mercados globais, que estão sendo progressivamente eletrificados.

Uma opção para enfrentar o desafio da China poderia ser fechar as fronteiras. Esta é a abordagem que os EUA escolheram com tarifas de 102,5% sobre os EVs chineses combinados com o relaxamento dos limites de emissão internamente. É semelhante a se esconder debaixo de uma pedra. As tarifas só podem ser uma solução direcionada de curto prazo para permitir que os jogadores domésticos recuperem a competitividade. Eu vejo as taxas (de até) 45% que a UE cobra nos BEVs chineses como tal solução. No entanto, isso funcionará desde que os OEMs europeus aprendam a competir frente a frente com seus colegas chineses em mercados onde estão em pé de igualdade. Isso será ainda mais possível se os limites de emissão no mercado interno (UE) continuarem a cair.

Não agir como tal levaria a uma perda drástica de competitividade nos mercados globais e, eventualmente, em casa, pois as tarifas podem ser contornadas com a produção regional. Para referência, a BYD está construindo sua segunda fábrica na Europa e procurando um local para sua terceira.

Qual é a situação em outras regiões?

A China não estabeleceu nenhuma meta (oficial) para uma mudança completa para veículos de emissão zero. No entanto, o mercado está eletrificando em um ritmo acelerado, com os EVs de bateria atingindo cerca de 30% do mercado em 2024, quando os EUA estão em 8% — e o Japão em torno de 1%. O forte crescimento da eletrificação da China é o resultado de esforços coordenados por muitos anos para superar outras nações automotivas com trens de força da próxima geração. Parte da estratégia consistia em dominar a cadeia de suprimentos de baterias.

Como resultado, mais de 12 milhões de veículos plug-in foram produzidos na China em 2024, permitindo uma competitividade de alto custo em relação a outras regiões, oferecendo, portanto, um potencial de exportação significativo — veja meu artigo de março de 2025 “Chinese Auto Takeover: Tech, Growth, and Global Expansion” para mais informações.

Nos EUA, a abordagem federal tem consistido até agora em aumentar o requisito de economia média de combustível corporativa (CAFE), forçando um caminho para emissão zero sem estabelecer uma meta de atingir veículos 100% limpos. A nova administração agora está fazendo tudo o que pode para retardar a implantação de EVs e a cadeia de fornecimento de baterias associada.

Em 2022, a Califórnia promulgou um mandato de emissão zero, visando todos os novos veículos leves para serem BEV ou PHEV até 2035. No entanto, o congresso federal e a nova administração, com sua aversão dogmática por veículos limpos, acabaram de rescindir esse mandato — embora isso esteja sendo contestado no tribunal. A participação de mercado BEV+PHEV é de 23% YTD (incl. 19% BEV) vs. uma meta de 35% em 2026, deixando uma lacuna significativa.

A combinação de altas tarifas e baixas exigências domésticas de emissões provavelmente levará a uma perda significativa de competitividade nos mercados globais para OEMs sediados nos EUA.

Uma coisa é certa: uma estrutura clara e estável é necessária para que as partes interessadas do setor estabeleçam estratégias robustas e invistam com os critérios de lucratividade mais claros possíveis. A incerteza normalmente resulta em imobilidade, que é possivelmente a pior coisa que pode acontecer. No final do dia, não temos escolha a não ser ir 100% de emissão zero.

O novo Nissan LEAF – a combinação perfeita de performance, conforto e eficiência

No segundo episódio da série de vídeos dedicados a descobrir todos os segredos do novo Nissan LEAF, a Nissan Motor Corporation revelou mais detalhes sobre a terceira geração do modelo, destacando as melhorias na suspensão, agilidade, regeneração térmica e insonorização do habitáculo.

Richard Candler, vice-presidente de estratégia global de produto, afirmou: “O novo LEAF proporciona uma condução ágil, suave e segura. Todos os elementos foram otimizados para maximizar a eficiência.”

O novo Nissan LEAF é o primeiro modelo a incorporar o novo grupo motopropulsor elétrico 3-em-1 da Nissan, 10% mais compacto do que o motor da geração anterior e com uma potência até 160 kW (214 cv) e 355 Nm de binário.

Adicionalmente, os avanços ao nível do isolamento acústico e da redução de vibrações contribuem para uma experiência mais silenciosa e refinada a bordo. A velocidades urbanas (50 km/h), o habitáculo do novo Nissan LEAF é até 2 decibéis mais silencioso do que o da geração anterior, já de si bastante discreto.

Com a compactação do novo grupo motopropulsor, os engenheiros da Nissan conseguiram reposicionar a unidade de climatização (HVAC) para debaixo do capô, libertando espaço na zona do painel de instrumentos e proporcionando um ambiente interior mais espaçoso e arejado.

Outro destaque é a nova suspensão traseira multibraços (multilink), que oferece um aumento de 66% na rigidez lateral. Em combinação com a plataforma CMF-EV e uma carroçaria mais rígida, o novo LEAF assegura melhor comportamento dinâmico e superior conforto de condução.

Apesar das novas jantes de 19 polegadas disponíveis, o novo LEAF apresenta uma melhoria de até 0,1 metros no raio de viragem, o que se traduz em maior facilidade de manobra em meio urbano. Este avanço é possível graças ao sistema eletrónico de direção assistida revisto, permitindo um raio mínimo de viragem de 5,3 metros.

A equipa liderada por Hiroki Isobe, engenheiro-chefe de desenvolvimento no centro técnico de Atsugi, no Japão, destacou: “A prioridade da nossa equipa foi otimizar a gestão térmica, aproveitando ao máximo toda a energia. Inclusive, recuperamos o calor gerado pelo carregador a bordo para aquecer a bateria.”

Nesse sentido, o novo LEAF conta com baterias arrefecidas a líquido, que integram um sistema de recuperação térmica capaz de aproveitar o calor gerado pelo carregador a bordo (OBC) para aquecer a bateria, melhorando a regeneração em ambientes frios.

Este sistema ajuda a manter o desempenho da bateria dentro de parâmetros ideais, permitindo poupar energia e potencialmente aumentar a autonomia.

Graças à combinação do novo grupo motopropulsor, da tecnologia de recuperação térmica, da nova plataforma e da suspensão evoluída, o novo Nissan LEAF oferece uma experiência de condução mais suave, eficiente e segura.

Amanhã acompanhe a última parte desta série para descobrir mais pormenores sobre o novo LEAF, antes do seu lançamento global ainda este mês.